quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

One More Night - Capítulo 16

Narrado por Miley:

     Durante alguns amassos entre Glen e eu na cama, a campainha toca de repente na tentativa de quebrar o clima existente aqui, então Glen para de me beijar e faz careta, me fazendo rir, mas logo puxo-o para mais beijos e a campainha toca de novo.

- Ah, só pode estar de brincadeira comigo! – Glen diz nervoso e se levantando para ir ver quem nos atrapalha, mas eu o parei.

- Ei, calma! Deixa tocar, uma hora a pessoa desiste e vai embora! – Afirmei. – Não deixa isso estragar nossa noite.

- Você tem razão!

- Então vem cá gostosão! – Ambos sorrimos maliciosamente e então continuamos de onde havíamos parado.

(...)

     Depois de terminar o meu serviço por aqui e Glen me pagar, guardo o dinheiro na minha bolsa, ele gentilmente abre a porta pra mim e me dá um ultimo beijo de despedida, então eu saio da casa e ele fecha a porta. São quase 2 da manhã e eu estou na rua sozinha, eu devia ter esperado o táxi dentro da casa, mas agora não posso voltar atrás. De repente percebo um homem se aproximando de mim e a tensão toma conta do meu corpo, mas dou um suspiro de alivio ao perceber que é o Nick. O que esse garoto está fazendo aqui essa hora da madrugada?

- Oi! – Nick me cumprimenta.

- Por acaso você está me perseguindo? – Pergunto sem mais, nem menos.

- Você transou com o Glen, não foi? – Ele pergunta aparentemente um pouco nervoso.

- Ué? Mas por que eu não transaria com ele se ele me contratou? Alias você tem culpa nisso também porque ele não estava nem aí pra mim até sentir inveja de você quando soube que você “me contratou” – Faço aspas porque ele não tinha realmente me contratado, mesmo que ele me pagou depois.

- Droga! Eu sei disso, mas de qualquer forma ele não tinha esse direito.

- Por que não? Está com ciúmes?

- O que? Claro que não! – Ai, não! Não senti firmeza.

- Meu Deus! Você não achou que teria alguma chance comigo, achou? Porque depois de apenas uma noite isso seria estranho.

- Não, não, claro que não! Isso não faria sentido! Eu nunca me apaixonaria por uma prostituta.

- Eu não disse nada sobre se apaixonar, eu estava falando sobre querer mais programas comigo sendo que sou exclusiva do Blaike, mas se você pensou nisso eu suponho que... – Dou uma pequena pausa. – Meu Deus! – Arregalo meus olhos em surpresa.

- Não, definitivamente não! Esquece o que eu falei, às vezes eu não penso antes de falar.

- Percebe-se! – Eu ri. – Mas o que você veio fazer aqui então? Espera! Foi você que ficou tocando a campainha? Você enlouqueceu? Você não pode se meter no meu trabalho dessa maneira, na verdade você não pode de maneira nenhuma.

- Desculpa, eu sei que eu não deveria, mas uma força contrária me fez vir até aqui e agir como um inconseqüente, eu sei que agi como um idiota, mas agora já foi.

- Uau! Acho que essa foi a primeira vez que você me pediu desculpa, eu realmente não estou te reconhecendo Nick, o que está acontecendo?

- Não está acontecendo nada, será que dá pra parar de me fazer perguntas? – Diz nervoso e passa uma mão na cabeça.

- Sabe, eu admito que estou um pouco confusa agora. Às vezes parece que você está se tornando o Blaike no sentido de querer tomar posse de mim, mas às vezes parece que você está se apaixonando por mim mesmo sabendo que você não pode. – Eu disse estranhamente tranqüila mesmo por toda essa situação.

- Você se acha né? – Serrou os olhos olhando pra mim. – Não é porque você é gostosa e incrível na cama que você é a única, eu posso muito bem encontrar uma mulher muito melhor que você. – Isso tudo me deu vontade de rir, mas achei melhor ficar quieta pra ver se acabo com essa discussão logo de uma vez.

- Ótimo! Então larga do meu pé! – Pego meu celular na bolsa. – Agora me dá licença que eu vou chamar um táxi. – Desbloqueio o celular.

- Eu te levo pra casa! É perigoso uma mulher pegar táxi sozinha a essa hora da madrugada.

- Tem certeza?

- Sim, vamos! – Ele se vira e caminha em direção a um Mustang preto clássico, é um carro velho, mas até que é bonito. Eu decidi não contrariá-lo porque ele tem razão, já são quase 3 da manhã e eu não quero ninguém roubando meu dinheiro e pelo menos não vou precisar gastar dinheiro com táxi, então eu simplesmente o segui e entrei no carro.

     Não conversamos nada durante todo o caminho. Quando o carro foi estacionado em frente ao prédio em que eu moro, eu pego minha bolsa prestes a sair do carro até que Nicholas me puxa e beija minha boca sem mais, nem menos, num beijo provocativo, mas ao mesmo tempo meio desesperado.

- Como eu não sei se haverá uma próxima vez, eu precisei tomar essa atitude. – Ele diz como se fosse uma coisa normal e eu não consigo dizer sequer uma palavra, simplesmente suspiro e saio do carro.

     Eu entro no prédio e quando me viro, vejo-o arrancando com o carro e indo embora. Não é possível que ele esteja se apaixonando por mim, eu definitivamente não me lembro da última vez que isso aconteceu. Mas ele não pode, olha o meu trabalho, eu sou uma prostituta, eu também não posso me apaixonar, sei que isso é triste, mas infelizmente essa é minha realidade agora e eu não posso fazer nada sobre isso.

Narrado por Nick:

     Talvez não tenha sido certo beijá-la daquela forma, mas eu não resisti, depois daquela nossa discussão na rua, a minha vontade de beijar aquela boca extremamente sexy só aumentou. Fala sério, chega a ser um crime essa mulher ser tão gostosa assim.

     Coloco meu carro no estacionamento do prédio e então subo para o meu apartamento. Vou ao banheiro e logo depois vou até a cozinha fazer uma xícara de chá pra ver se eu me acalmo um pouco, foi estresse demais para um só dia.

(...)

     Por ter ido dormir tarde, acabo acordando bem tarde também. Pego meu celular no criado-mudo e vejo que já é meio-dia, então coloco meu celular de volta no criado-mudo e vou ao banheiro, faço minha higiene diária e tomo um banho, visto uma roupa simples, apenas uma bermuda branca e uma camisa roxa e ligo para um restaurante japonês pra pedir comida pois não estou muito afim de sair de casa.

     Enquanto espero minha comida, vou até meu quarto pegar meu celular e vejo 14 chamadas perdidas do Glen, como esse cara é insistente! Mas eu não vou retornar a ligação e não pretendo falar com ele por um bom tempo.

     Alguns minutos se passam e a campainha toca, pego minha carteira e vou animado até a porta pois já estou morrendo de fome, mas quando abro a porta, vejo Glen na minha frente.

- Ah, é você! –Digo e suspiro desapontado.

- Nossa, o que houve Nick? – Ele me pergunta inocentemente.

     Então vejo o entregador de comida se aproximar da minha porta, pego o dinheiro na minha carteira, pego minha comida e pago o moço.

- Obrigado! – Agradeço e ele vai embora, mas o Glen permanece em seu lugar olhando pra mim.

- Então Nick? O que houve? Por que você está desse jeito?


Continua...