segunda-feira, 25 de março de 2019

One More Night - Capítulo 26


Narrado por Demi

- Tudo bem, vou fazer isso então. – Ele diz aparentemente determinado a realmente fazer isso e eu sorrio por ter conseguido encorajá-lo. – Quer sair comigo Demi?

Os olhos de Willmer estavam diretamente em mim, ansiando uma resposta. Tenho certeza que abri a boca vezes demais, tentando dizer alguma coisa, mas não saiu nada e nem poderia, porque o meu cérebro não estava conseguindo processar as informações na mesma velocidade que eu precisava externalizá-las.

Será que eu era a garota?

A tal de quem ele falou suspirando centenas de milhares de vezes?

A dita que ele gostava há séculos e nem se quer lhe dava bola?

Quer dizer, e se ela na verdade fosse eu.

Todo esse tempo...

- Will eu... eu não estava esperando por isso! – Digo ainda tentando ganhar algum tempo para conseguir processar isso tudo.

Quer dizer, eu gostava do Will e ele era um grande amigo, mas eu nunca achei, nem em um milhão de anos, que ele sentisse alguma coisa assim por mim e talvez por causa disso eu não sabia dizer ao certo o que eu sentia por ele. Nunca tinha pensado em nós dois desse jeito...

E principalmente, eu não queria arriscar assim a nossa amizade.

- É, parece que eu acabo de conseguir a humilhação... – Ele comenta sem graça e levanta da mesa com a intenção de se retirar, mas eu o seguro pela mão.

- Não, não vai embora! Não é nada disso, eu não estou dizendo não. – Expliquei – É só que você me pegou de surpresa! Eu jamais achei que... – Respirei fundo - Bom, eu não achei que você gostasse de mim.

- Eu gosto de você já faz tempo Demi! – Ele me encarou decidido. Parece que estava usando o restante de sua coragem pra conseguir me confessar seus sentimentos de uma vez por todas - Desde que você veio trabalhar aqui na editora e pediram pra eu te acompanhar no seu período de experiência e nós nos aproximamos, então... – Ele estava nervoso, dava pra saber pois seu tom de voz demonstrava isso - Tá bom, pra ser realmente sincero, foi até antes disso. – Respirou fundo – Eu me apaixonei por você no primeiro dia. Desde o momento que eu te vi sentada aguardando fora da sala do Chad para a sua entrevista de emprego. –Ele parecia ter a imagem daquilo gravada em sua mente – E você estava tão nervosa que conseguiu quebrar a sua caneta de tanto mordê-la, aí você se sujou toda de tinta... – Sorriu.

- E você me deu álcool em gel e o seu paletó. – Completei a lembrança com um sorriso.

Ele nem me conhecia ainda, mas foi o único funcionário da revista que viu o meu desespero e parou pra me ajudar. Eu fui pra sua sala e fiquei tentando tirar a mancha de tinta da minha blusa com o álcool em gel, mas ela não saiu nem com reza brava e no ultimo instante ele me emprestou o paletó. Fiz minha entrevista vestida nele.

- Éh. – Ele também sorriu e me olhou de um jeito que fez meu coração sobressaltar. Colocou sua mão sobre a minha - Foi desde esse dia – Ele confessou um pouco mais baixo e acanhado – que eu nunca mais consegui parar de pensar em você, Demi.

E aí estava a minha resposta: Eu era mesmo "aquela" garota.

E aí estava também o Will, bem a minha frente, segurando a minha mão...

O Will era o cara perfeito pra mim. Ele me conhecia bem e sabia quem eu era. Sabia as coisas que eu gostava e as que não gostava, da minha relação disfuncional com o meu trabalho e até as minhas birras com o nosso chefe. Acho que ele era um dos únicos homens na minha vida que viu o meu lado “amiga” de verdade. Aquele lado da gente que é absolutamente detestável e jamais teríamos coragem de demonstrar para alguém em quem temos interesses românticos.

Ele sabia tudo isso e ainda assim gostava de mim.

Ele era o cara que gostava só de mim!

Teoricamente, ele deveria ser o certo, mas é que agora parecia não ser o tempo certo pra nós dois. Não desse jeito, não com outros dois caras ocupando cada segundo do meu pensamento.

A minha vida amorosa estava um verdadeiro caos! Eu estava afim do Glen, que era um completo imbecil, mas eu não podia negar que tinha ficado caidinha por ele. E também tinha o Matt, que era a perfeita personificação dos meus sonhos mais românticos, e que simplesmente resolveu me beijar do nada e confundir completamente a minha cabeça...

Eu não queria colocar o Will no meio dessa confusão toda, ele não merecia que eu fizesse isso com ele.

- Acho que foi a coisa mais bonita que já me disseram. – Disse olhando-o com carinho.

- É só a verdade. – Ele completou e entrelaçou nossos dedos. – Demi, eu quero muito...

- Will, - Interrompi – eu sei que você quer uma resposta e eu quero te dar uma, mas eu não posso fazer isso agora. Tem um monte de coisa mal resolvida na minha vida e você me apareceu com isso assim, bem quando eu não tenho nenhum espaço pra um relacionamento...- Suspirei – Sei que parece clichê te dizer isso, mas eu preciso mesmo de um tempo pra pensar.

Nós dois respiramos fundo. Eu retirei minha mão da sua, sem saber ao certo o que fazer numa situação dessas.

- Quer saber?! Não... – Ele balançou a cabeça e eu sentir meu coração apertar – Eu sei que eu não tenho direito de te cobrar nada, porque fui eu que fui um covarde por tanto tempo. Mas agora eu estou aqui te dizendo que eu gosto de você. E eu gosto pra valer! Mas se você acha que não me corresponde e está só procurando um jeito menos doloroso de dizer isso, não se preocupa porque não tem um jeito! – Disse amargo - E eu não quero ficar esperando pra ser rejeitado. – Ele levantou

- Will! – Tentei chama-lo

- Esquece, Demi. Se isso tivesse que acontecer, você só teria dito sim. – Ele disse simplesmente, não conseguia esconder a decepção em seus olhos e me deu as costas.

Parabéns, Demétria! Você que não queria colocar em risco a amizade de vocês, acaba de ferrar com ela de uma vez por todas.

(...)

Narrado por Miley

- Boa noite, minha cara. – Sorriu pra mim, com as mãos alisando o meu corpo, que agora já estava coberto pelo roupão. – Você é com certeza sempre a melhor parte da minha noite, Lola!

- Boa noite, senhor Blaick! – Meu cliente ainda estava se divertindo com essa ideia de chama-lo de senhor, por isso deixei que a brincadeira se estendesse por um pouco mais de tempo.

Beijei-o uma ultima vez e deixei a suíte principal da mansão com cuidado, tentando fazer o menor roído possível, pra não levantar nenhuma suspeita. Já era tarde, mas eu não sabia se alguém, e nesse caso mais especificamente a filha do Blaick, ainda estava acordada.

Eu deveria apenas fazer o caminho de volta para o meu próprio quarto, mas risadas advindas do andar de baixo, me deixaram mais curiosa do que o normal. Principalmente porque uma eu conhecia muito bem, era o imbecil do Jonas e a outra, essa eu não tinha certeza, mas se tivesse que apostar seria na filinha oferecida do meu cliente.

Desci as escadas devagar, tentando não deixar que eles soubessem que eu estava me aproximando. Ao chegar ao primeiro andar, dirigi-me para a porta da cozinha sem adentrar o local, apenas ficando à beira da entrada para ver o que aqueles dois estavam aprontando.

A primeira coisa que vejo é aquela bunda enorme da Camila empinada bem no meu campo de visão. Ela estava sensualmente recostada sobre a bancada, bem ao lado do Jonas que calmamente preparava um sanduíche.

Ele era um cínico, isso sim!

Camila ria de qualquer estupidez que ele dizia tão fantasticamente bem, enquanto ele adicionava os ingredientes e o pão. Aparentemente, ele estava fazendo um sanduíche pra ela também, já que ela disse que preferia sem a mostarda, e eu não sei o que era tão engraçado nisso, pois os dois riram juntos.

Aquela ali não me engana, está completamente enfeitiçada pelo Jonas. Dá pra notar pelo jeito como ela olha pra ele, toda deslumbrada a coitadinha. Já ele eu não saberia dizer se estava realmente interessado, ou só dava corda pra patricinha pra conseguir irritar o pai dela...

Julgando pela sua cara de pau, até poderia ser os dois!

Ele lhe entregou o prato e ela agradeceu a gentileza com um sorriso convidativo. Fez questão de se inclinar sobre a bancada, para alcançar qualquer coisa do outro lado e ao mesmo tempo dar ao Jonas uma visão ainda mais privilegiada do seu corpo, e não é que o desgraçado olhou!

Eu queria arrancar os olhos dele!

Ele estava quase comendo a bunda daquela patricinha com os olhos e a maldita se empinava cada vez mais, de propósito. Eles dois estavam na mesma bancada que nós dois estávamos logo cedo e eu não sabia explicar pra mim mesma porque eu estava tão irritada com isso!

Ele tinha dito que me queria naquela bancada.

Também disse que iria esperar para fazer amor comigo naquela bancada.

E agora estava quase pegando a filha do Blaick na mesma bancada!

Esse filho da puta!

- Vocês também estão sem sono? – Entrei na cozinha toda plena e me aproximei deles com a minha melhor máscara de irmãzinha inocente – Eu não consegui dormir. Acho que preciso de um chazinho, ou qualquer coisa assim.

Camila endireitou-se rapidamente e o Jonas até perdeu a cor. Ele definitivamente não estava me esperando de volta nessa cozinha... É, Jonas você não sabe com quem está brincando!

- É, eu saí com o papai e voltei sem vontade de ir dormir. O seu irmão estava aqui na cozinha e me fez companhia. – Ela passou a mão pelo braço do Jonas e ele até tentou disfarçar o seu gesto, mas eu já tinha visto bem mais.

- Achei que você já estivesse dormindo. É que depois daquela bronca do seu pai lá na piscina, eu não sei você, mas eu nem chegaria perto do Nick de novo! – Comentei assim como quem não quer nada e vi o Jonas cerrar os olhos pra mim. – Mas não se preocupe! Eu jamais entregaria vocês pro seu pai. Não queremos que o meu irmão acabe sendo demitido, né?!

-Não, de jeito nenhum! – A garotinha pareceu ficar preocupada depois do que eu disse – Além do mais não estávamos fazendo nada demais. Eu só vim até a cozinha procurar alguma coisa pra beliscar e o Nicholas tão gentilmente me ofereceu um sanduíche.

- Um sanduíche? Ele não é um amorzinho?! – Fingi um carinho que eu obviamente não sentia, mas seria tão cínica quanto ele.

- Ele é sim! – Camila disse ainda encarando o meu “Irmão” romanticamente, mas acho que o Jonas, assim de repente, não estava mais no clima. – Mas acho melhor mesmo eu ir pra cama agora, - A danada meio que deixou no ar um convite para o Jonas, se caso ele quisesse acompanha-la – Já está ficando tarde e o papai vai me falar um monte se souber que fiquei aqui em baixo conversando com você até essa hora, Nick! Então boa noite! – Ela fez questão de dar um beijo na bochecha do Jonas e agradece-lo mais uma vez pelo sanduíche.

Esperei até ter certeza que a filinha do Blaick já estava bem longe e me aproximei do Jonas.

- O que você pensa que está fazendo, Jonas? – Questionei batendo a minha mão sobre a bancada – Estava dando em cima da filha do Blaick?!

- E se eu estivesse?! – Ele me desafiou cruzando os braços e me oferecendo o seu típico sorrisinho convencido – Bom, até onde eu sei nós dois somos solteiros, não somos? Qual é o problema, Miley?

- O problema é que você não pode! – Disse sem pensar direito e de repente me dei conta que ele podia sim e que eu não tinha fundamento nenhum pra ser contra isso. – Será que você não percebe que pode acabar ferrando com tudo! – Retruquei irritada, tentando fingir que a minha raiva era única e simplesmente por medo dele estragar as coisas com meu cliente – Não entende que se continuar tentando dormir com a filhinha do seu chefe, vai nos meter em problemas?! E talvez você que é um inconsequente não esteja nem aí, mas eu preciso do meu trabalho!

O Nicholas ficou calado, me analisando.

Eu estava com raiva dele, e muita raiva! Mas sabia que não era pelo motivo que eu tinha dito que estava. Eu estava com raiva dele porque ele estava jogando charminho pra outra garota e eu mesma ainda não conseguia acreditar que eu estava com ciúmes desse imbecil!

Só que de repente, ele me puxou pela cintura e prendeu meu corpo entre o seu e a bancada, exatamente na mesma posição em que estávamos horas antes. Fiquei de frente com ele, próxima demais dos seus lábios. Tive que fechar os olhos pra continuar resistindo a vontade louca que de repente me acometeu de beijar a sua boca.

- Não é nada disso! – Murmurou sorrindo – Você não está com medo de perder o trabalho, está é com ciúmes!

- É claro que não! – Neguei, tentando faze-lo me deixar sair daquela posição.

- Vamos lá, admita, Miley! Você não se aguenta quando me vê com a Camila – Gabou-se e eu detestava tanto o jeito como eu gostava assim de um cara tão arrogante e cheio de si como ele. Eu detestava o seu jeito, mas estava cada dia mais atraída por ele... Era completamente irracional os meus sentimentos por esse cara!

- Até parece...Eu, com ciúmes de você?! Não seja ridículo, Jonas! – Continuei com o meu teatrinho de negação.

- Está sim, - Alargou o seu sorrisinho – mas não precisa... – Ele me manteve na mesma posição rocando seu corpo no meu e me enlouquecendo aos poucos. Segurou meu queixo, fazendo-me o encarar – Porque a única que eu quero é você!

Eu o detestava quando estava cuspindo as suas arrogâncias, mas quando ele dizia alguma coisa de um jeito sério assim, sabia como ser absolutamente convincente.
Encarei seus olhos por tempo demais enquanto tentava decidir se ele estava mesmo falando sério e me peguei presa neles, como se fossem um imã pra mim.

- Ah, tá! – Me desfiz do seu olhar – Eu vi o jeito que você estava olhando pra ela!

- É, eu admito que ela não é nada feia... – Confessou e eu quis estapeá-lo – E eu gosto da possibilidade de provocar o pai dela, mas é só isso. – Garantiu.

- Bom, ela praticamente te convidou pra “fazer companhia” lá no quarto dela. Você não vai? – Repeti com desdém a ideia que a patricinha deixou no ar antes de sair da cozinha.

- Se não quer que eu vá é só dizer. – Ele estava falando baixo, meros sussurros. Sua voz e seu calor inebriando todos os meus pensamentos racionais. – Me convida pro seu quarto também e pronto, resolvemos isso agora mesmo!

- E desapontar a senhorita Blaick? Não acho que seja uma coisa que você realmente quer fazer! – Tentei fazer soar como uma provocação, mas era só o meu ciúme falando e eu devo ter soado mais como uma criancinha birrenta que foi contrariada.

 – Já disse que não quero ter nada com aquela garota. – Repetiu como se quisesse me fazer entender de uma vez por todas, mas eu não acreditava em uma só palavra.

- E quer que eu acredite em você?!

- Quero! – Respondeu simplesmente e então me beijou. O beijo dele me fazia perder completamente a linha de raciocínio... Dane-se a Camila! Tudo que aquele beijo me permitia pensar era no quanto eu gostava do sabor dos seus lábios os meus. – E só pra constar, eu nunca mentiria pra você! – Murmurou quando deixou meus lábios e dividiu beijos entre o meu ombro e o meu pescoço. Eu já estava agarrada aos seus cabelos, tentando ao máximo reprimir os gemidos que os seus toques sempre me causam – Você é única que eu quero, Miley! – Disse mais uma vez me puxando e fazendo virar-me de costas, colocando-me na posição que ele tinha dito que me queria.

- Nick... Não podemos! – Tentei lembra-lo, mas eu mesma não queria pensar em mais nada agora. Se ele me quisesse aqui, me teria e pronto! Eu não iria conseguir ser racional o suficiente pra lhe negar qualquer coisa que fosse.

- Eu quero te comer aqui, e eu não vou mais conseguir esperar por isso! – O Jonas já havia desatado o nó do meu roupão e estava me despindo. A peça que me cobria foi ao chão, revelando o que eu tinha por baixo, só um minúsculo conjunto de lingerie cor de vinho. Jonas olhava para o meu corpo deslumbrado, com tanto tesão como se me venerasse e eu adorava vê-lo babando assim por mim. – Se fizesse ideia do quanto você é linda, nunca iria perder tempo com ciúmes de uma meninha que não chega aos seus pés. – Beijou meu ombro, deixando suas mãos deslizarem em minhas curvas. Seu elogio encheu meu ego. Fez eu me sentir ainda mais gostosa e eu me empinei provocativa sobre a bancada exatamente como a Camila estava, só que melhor, afinal eu era uma profissional e ela só uma amadora.

Pude sentir a pressão do volume em suas calças contra a minha bunda aumentar rapidamente.

- É assim que você me quer? – Murmurei provocativa, rebolando contra a sua virilha e virei-me só para ver o Jonas morder os lábios, segurando um gemido de desejo.

- Bem assim! – Senti um tapa estalado na minha bunda e tive vontade de gritar de tesão, mas tive que me segurar. – Eu queria muito te comer bem devagarzinho e curtir bastante essa tua bunda maravilhosa sem pressa, mas aqui é um local arriscado, então só teremos tempo pra uma rapidinha. – A porra da voz desse homem sussurrando obscenidades ao pé do ouvido deveria ser considerado um crime.

Eu não iria topar fazer uma coisa dessas com mais ninguém, ainda mais me arriscando desse jeito, com tanta coisa em jogo. Mas ele me excita num nível que me entorpece, e nesse estado eu acho que seria capaz de topar qualquer coisa com ele.

O imbecil do Jonas era um maldito apostador e ele sempre apostava alto demais para nossa própria segurança, mas era exatamente isso que me apetecia. Ele era ousado e não parecia se quer incomodado com a possibilidade de derrota.

Mais que isso, ele agia como se não pudesse ser derrotado.

Exatamente como quando o vi em um de seus duelos com o Blaick, naquela mesa de pôquer em Las Vegas...

Todas as chances estavam contra ele, mas ele não parecia se quer incomodado.

Decidiu que ganharia do Blaick e ganhou.

Assim como me ganhou.

(...)

Fazia algum tempo que o sexo pra mim não era tão excitante. Sendo prostituta, eu estava habituada demais com a malícia, os toques libidinosos e carícias cheias de segundas intenções e eles já não me causavam sensações surpreendentes. Mas com o Jonas era diferente sempre. Com ele foi diferente desde a nossa primeira vez. 

A forma como o meu corpo reage ao seu toque é uma coisa inexplicável até pra mim mesma. Era consensual sem se quer ser pedido permissão, como se cada centímetro da minha pele adquirisse vontade própria e implorasse por ele desesperadamente.

Eu estava ferrada! Tinha me apaixonado por ele mesmo sabendo que não deveria...

Recoloquei o roupão depressa e tentei me recompor o melhor que pude, o Nick fez o mesmo. Ficamos num breve instante de silencio, que eu quebrei anunciando que iria voltar pro meu quarto.  

Mas ele não deixou.

- Espera! Vai sair assim? Sem nem se despedir se mim? - Puxou-me para si, impedindo que eu fizesse o percurso que eu pretendia. Passou seus braços em volta da minha cintura, enlaçando-me de um jeito despretensioso. Então beijou-me ternamente, quase que de um jeito romântico.

Meu coração ficou apertado. Aquelas sensações eram igualmente maravilhosas e assustadoras. Se eu continuasse me envolvendo assim com o Nick, dificilmente seria capaz de esquece-lo depois.

- Dorme comigo? – Pediu baixinho, com o nariz rocando no meu em uma carícia ínfima.

- Nick, isso não faz parte do nosso acordo. Concordamos que seria só um programa por noite e você já está pedindo demais!  – Relembrei e ele beijou o meu pescoço só porque sentiu vontade.

- Isso não precisa fazer parte do acordo. – Insistiu com um meio sorriso e uma mão que não abandonava a minha cintura nunca – Não vai ser um programa, não vai rolar sexo. Quero só dormir, eu juro! – Explicou – E não estou pedindo isso como um cliente. Estou pedindo como um cara qualquer, que está muito afim de dormir com você, Miley. – Fez questão de frisar o meu nome.

O meu nome verdadeiro nos seus lábios soava perfeito.

Observei-o me olhando, seus olhos castanhos pequenos e intensos. Seu pomo de adão se movendo. Estávamos próximos o suficiente pra que eu pudesse sentir o seu cheiro.

Eu adorava aquele cheiro, era simplesmente delicioso!

É claro que eu quis dizer que sim e dormir abraçada nele. Com seus braços firmes me apertando e aquele cheiro maravilhoso ao meu redor.

Uma parte de mim queria apenas se entregar a todas aquelas sensações, mas seria arriscado demais pra mim em todas as perspectivas, principalmente naquela em que eu deveria manter meus sentimentos fora disso.

- Não vai dar, Jonas. Não faço esse tipo de coisa. – Soltei-me de seus braços mesmo contra a minha vontade e não o deixei dizer mais nada. Saí da cozinha depressa e subi as escadas para o andar de cima quase correndo, sem nem mesmo olhar para trás.

Fugindo dele e de minha vontade completamente absurda de passar a noite com ele.

(...)

Senti-me completamente desconfortável tendo que interagir com o Jonas como se fosse o meu irmão depois de ontem a noite. Deixei que me comesse na bancada da cozinha e agora não conseguia parar de pensar em sexo com ele, nos lugares mais inusitados, e isso definitivamente não era uma coisa simples de afastar dos pensamentos. 

Nós dois em nosso teatrinho fraternal, onde eu era obrigada a passar boa parte do meu tempo com o homem que era a causa da minha completa e absoluta frustração. 

E ele ficava tão delicioso de terno!

Mas a pior parte é que eu estava tão envolvida por ele que vez ou outra eu me pegava divagando sobre o seus pensamentos, ou observando-o por tempo demais enquanto trabalhava, reparando detalhes em suas feições e seus trejeitos enquanto ele agia de maneira tão natural quando eu estava por perto.

Como se a minha presença não o afetasse do jeito que a dele me afeta.

Fizemos uma pausa do "trabalho" e viemos para a área da piscina relaxar um pouco. Bom, pelo menos eu fiz isso, pois Jonas continuava revisando um relatório qualquer.

Senti sua mão pesar sobre a minha cintura e ele inclinou-se para sussurrar no meu ouvido.

- Sua enteada vem vindo, então sorria e seja simpática. – Murmurou a sua ridícula piadinha.

- rá-rá-rá engraçadinho! – Respondi fuzilando-o com os olhos.

- Não me olhe assim! Não esqueça que sou o seu irmão preferido e você me adora! – Sorriu pra mim daquele jeito que eu amo detestar e me indicou a patricinha do outro lado da piscina vindo em nossa direção.

- Porque não fingimos que você é o meu irmão irritante e eu te odeio? – Resmunguei cruzando os braços– Seria bem mais realístico!

- Miley, já está mentindo sobre coisas demais, não precisa continuar mentindo sobre o que sente por mim.

Camila estava perto demais e eu precisei disfarçar muito bem o quanto a ultima insinuação tinha do Jonas tinha me deixado desconcertada.

- Nick! – Ela se agarrou ao seu braço em uma cumplicidade que eles obviamente não tinham tido tempo de desenvolver – Eu tenho um pedido pra fazer e você não pode me dizer não! – Avisou – Os vizinhos vão dar uma festa no sábado e você vai comigo! Será o meu acompanhante e será todinho meu pela noite inteira! – Anunciou muito satisfeita e eu estava com vontade de jogá-la na piscina, pra ver se apagava o seu fogo! – Ah, e você também pode vir Lola!

- Nossa, parece que vai ser incrível! – Fiz meu melhor pra parecer animada e não deixar obvio o meu sarcasmo, não sei se fui completamente bem sucedida.

- E vai ser mesmo! – Ela concordou, com seu típico ar esnobe – O nosso vizinho é um dos grandes empresários do ramo marítimo e eles são muito, muito ricos. Dão sempre as melhores festas por aqui, bom, depois das minhas, é obvio!

- Bom, por mim tudo bem, Cami – Pera aí, “Cami”? – Mas e o seu pai, o que ele acha disso? Não quero ter problemas com o meu chefe.

Mas era um cínico mesmo! É claro que ele queria problemas. Iria a essa festa com ela só com a intenção de pirraçar o Blaick.

- Não se preocupe com ele! – A patricinha mordeu o próprio sorrisinho tentando dar um ar sexy as suas palavras, como se o seu decote exposto já não demonstrasse desespero o suficiente. – Eu dou um jeito de convencê-lo!

(...)

Continua...


terça-feira, 19 de março de 2019

One More Night - Capítulo 25


Narrado por Nicholas:


Percebi uma reação diferente nela quando a chamei pelo nome, não consigo dizer exatamente o que é, mas isso me parece algo bom, acho que ela gostou, então decido repetir o que eu havia dito, mas dessa vez mais lento. Acho que é isso mesmo, ela parece mais ofegante, acho que consegui deixa-la com tesão. Ela tem mania de querer tomar o controle de tudo na hora do sexo só porque ela trabalha com isso, mas agora eu vou mostrar que agora vai ser diferente. Na verdade eu vou ser legal, vou deixa-la no comando de vez em quando só pra ela não estranhar muito, mas vou tomar o controle na maior parte das vezes e vou provar que sou muito melhor do que qualquer um ricaço com quem ela já tenha transado, vou provar que eu sou o melhor pra ela.

- Eu quero muito te comer bem aqui nessa bancada. – Digo praticamente em sussurros enquanto beijo o pescoço dela a cada três palavras e no final bato a mão em cima da bancada indicando onde eu a queria. – Mas acho que terei que esperar por outra bancada de cozinha porque se não algum empregado da casa pode nos ver aqui e nos dedurar pro Blaick. – Aperto a bunda dela com força pegando-a de surpresa e ela geme. E que gemido gostoso, meu Deus. – Uau, é incrível que fica tudo ainda mais excitante quando é proibido, não concorda?

- Eu não queria concordar com você, mas nesse caso tá meio impossível. – Ela responde em sussurros completamente ofegante e eu tô amando cada segundo disso. Faço um rastro de beijo do ombro dela até a boca e então sinto algo diferente no beijo, não era como se eu estivesse beijando a Lola, mas realmente a Miley. A Miley que eu tanto quero. Será que a Demi estava realmente certa? Será que a Miley também gosta de mim? Ela bem que podia confessar logo.

- Vamos pro meu quarto, lá ninguém vai poder nos incomodar, pelo menos não com a porta trancada. – Dou um leve sorriso descontraído e surpreendentemente ela faz o mesmo, me deixando ainda mais encantado. Ela nem imagina o que ela faz comigo.

Solto-a e dou espaço pra ela ir na minha frente, então seguimos em direção à escada e fomos para o meu quarto. Tranco a porta e ficamos nos encarando por alguns segundos.

- Se você quer ser o primeiro da noite, acho melhor você se apressar antes que o Richard chegue com a idiota da filhinha dele. – Ela diz tentando ser indiferente, mas me soa um tanto incomodada quando cita a filha do Blaick.

- Você ficou com ciúmes quando me viu passar protetor solar nela? – Pergunto surpreso e já com um pequeno sorriso querendo surgir no meu rosto com essa possibilidade.

- Eu? Com ciúmes de você? Ah, conta outra, Jonas. Você que vive com ciúmes de mim. – Isso é verdade, demorei pra perceber, mas também não vou admitir isso assim pra ela, talvez só quando finalmente estivermos juntos de verdade. Sim, eu disse “quando” e não “se”, porque essa mulher ainda vai ser minha.

- Você se acha só porque é gostosa né? Eu não vivo com ciúmes de você. – Começo a me aproximar dela lentamente e ela permanece parada.

- E eu digo o mesmo.

- Então você admite que me acha gostoso? – Ela arregala os olhos quando pergunto e parece perceber o que havia dito.

- Não foi isso que eu quis dizer, Nicholas. – Passa uma mão no cabelo e olha pros lados como se estivesse procurando alguma coisa. Eu consegui deixa-la com vergonha? – Para de me encarar desse jeito, você sabe bem como me irritar né?

- Te irritar? Pra mim parece que você tá ficando com vergonha, mas eu paro porque não quero você tímida, quero você bem safada hoje. – Finalmente chego perto dela e puxo-a pela cintura com força e seguro seu cabelo com a outra mão e então chupo seu pescoço com vontade. – Hoje você é minha, Miley.


(...)


Narrado por Demi:


Estou em casa jogada no sofá e assistindo séries até que alguém tem a ousadia de me atrapalhar tocando a campainha. Levanto de má vontade e vou até a porta, então vejo Mateo ali parado com uma pizza em uma mão e uma garrafa de vinho na outra.

- Oi Mateo, o que faz aqui? – Tento disfarçar meu estranhamento.

- Ontem foi tão legal lá na festa e sei como é chato ficar sozinho em casa quando tá acostumado com outra pessoa por perto, então decidi vir te fazer companhia, quero dizer, eu espero não estar sendo entrão nem nada, se você preferir ficar sozinha, eu respeito.

- Entra, pode entrar. – Dou um meio sorriso, ele me olha e entra, então fecho a porta novamente.

- Eu trouxe pizza de pepperoni, espero que você goste, eu não sabia de que sabor você iria mais gostar. – Ele diz meio sem graça. Será que eu fui grossa quando perguntei o que ele fazia aqui? Eu não queria deixa-lo sem graça.

- Eu adoro pepperoni, é uma das minhas favoritas. – Sorri na tentativa de deixar o clima mais tranquilo. Ele abre a boca pra falar algo mas acabo o interrompendo sem querer mas continuo. – E com vinho fica ainda melhor.

Mateo suspira aparentemente aliviado. – Ai, ainda bem, eu já estava preocupado.

- Não se preocupa, mesmo se eu não gostasse, eu faria um esforço pela sua boa vontade de fazer tudo isso por mim, eu não faria você voltar na pizzaria pra comprar outra.

- Mas eu faria isso, tenha certeza disso. – Ficamos nos encarando por alguns segundos. Admito que isso parece um pouco estranho. – Eu não te deixaria comer algo que você não gosta, tem certeza que você gosta de pizza de pepperoni? – Estou achando isso muito fofo da parte dele.

- Eu tenho certeza. Eu só havia dado um exemplo. Mas eu realmente adoro.

Peço-lhe pra colocar a pizza e o vinho na mesa de centro enquanto pego pratos e taças pra nós dois.


(...)


- Sabe de uma coisa? Eu costumava ser afim da Miley, mas além de estar na cara que ela nunca deu a mínima pra mim, agora estou percebendo que o que eu precisava estava bem na minha frente. – Mateo diz nitidamente completamente bêbado por todo o vinho seco que bebemos e eu ri.

A pizza e o vinho já acabaram, ambos estamos bem bêbados, deve ser isso que o fez dizer isso. De repente percebo-o se aproximando de mim, acho que ele vai me beijar e eu não sei o que fazer. Será que eu deixo? Eu duvido muito que ele sinta algo por mim, os olhos dele brilham quando ele vê a Miley, isso é nítido, nem era necessário ele admitir porque todo mundo já sabe, mas agora que ele admitiu, eu me sinto ainda mais idiota. Quero dizer, eu não posso dizer que sou apaixonada por ele, mas que eu acho ele um gato, isso eu realmente acho, sempre achei. Meu Deus, eu estou tonta. Fecho os olhos pra tentar relaxar, então de repente sinto os lábios dele encostarem nos meus e eu não sinto desejo de recuar mesmo sabendo que eu deveria. Mateo coloca uma mão na minha nuca e finalmente me beija. Isso me parece tão certo e tão errado ao mesmo tempo. É um beijo intenso, mas sem desespero. Também não é um beijo apaixonado, mas esse homem tem pegada, e como tem.

- É melhor parar, isso não é certo, Mateo. – Digo já me afastando um pouco, mas sem me levantar do sofá.

- Por que não? – Pergunta confuso.

- Não é de mim que você gosta e eu não quero fazer papel de idiota sendo apenas sua segunda opção. – Suspiro fundo. – Você gosta da Miley, mas ela gosta de outra pessoa, e se eu aceitasse começar a sair com você, eu sei que nada iria mudar.

- Ela gosta de outra pessoa? De quem? – Pergunta curioso.

- Viu? Nada vai mudar, não sou eu quem você quer. – Levanto-me indignada, mas quase caio novamente com a tontura que senti pela rapidez com a qual me levantei.

- Tá bom, me desculpa Demi. Talvez você tenha razão. – Levanta-se do sofá também. – Mas eu não quero mais gostar dela, principalmente agora sabendo que ela gosta de outro, eu quero gostar de você e eu sempre te achei linda e ultimamente tenho percebido o quanto você é uma pessoa incrível e divertida. – Aproxima-se. – E definitivamente beija muito bem.

- Olha Mateo, você tá bêbado e eu também. Eu tenho certeza de que você só tá me dizendo tudo isso por causa disso. Então se amanhã ou depois você se lembrar de tudo isso e quiser conversar comigo quando estivermos sóbrios, a gente conversa, mas acho que neste momento é melhor você voltar pro seu apartamento. – Olho-o séria e ele abaixa a cabeça aparentemente chateado. Eu realmente não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós, mas agora já era.

- Tudo bem, eu vou embora, mas por favor, não foge de mim, concordo que precisaremos conversar melhor depois. – Caminha até a porta.

- Eu não sou mulher de fugir. – Cruzo os braços e ele dá um meio sorriso, então abre a porta e simplesmente sai sem dizer mais nenhuma palavra, o único som que ouço agora é da porta se fechando.

Vou até a porta e tranco-a. Meu Deus, o que foi que aconteceu aqui? Ou melhor, o que tem acontecido comigo? Só essa semana eu já fiquei com dois caras gatos, com o Glen e com o Mateo, isso é simplesmente demais e tempos atrás eu diria que fora da minha realidade, mas de qualquer forma ainda é, pois os dois estão meio que enfeitiçados pela Miley e eu não consigo entender o porquê, nem o Nick escapou dessa. O Glen eu até entendo, ou pelo menos quase, mas o Mateo nunca nem ficou com ela. Quando será que vou encontrar alguém que goste só de mim sem nunca ter sentido nada pela Miley?

Tomo um banho pra relaxar e ponho um pijama, deito-me na cama e fecho os olhos, ainda estou um pouco tonta, mas espero conseguir dormir logo.


Narrado por Miley:


O que foi isso? Esse foi definitivamente o melhor sexo que eu já tive. Eu não senti como se eu fosse a Lola e estivesse fazendo mais um programa com mais um cliente, eu me senti apenas eu, a Miley, e isso foi incrível.

Eu estou acostumada a manter o controle, mas dessa vez ele que tomou o controle de tudo e isso foi diferente, ele até amarrou meus braços com a camisa dele, nenhum outro cliente fez isso comigo antes, ele só me pedem o que eles querem e eu apenas faço ou deixo-os fazer, mas ele não me pediu e não me perguntou nada, ele apenas fez, veio pra cima de mim como um animal faminto, mas ao mesmo tempo senti um pouco de delicadeza em cada movimento seu, talvez não querendo me machucar ou será que pode haver outro motivo? Ah, sei lá, ainda acho impossível ele gostar de alguém como eu.

- Uau! – Pensei pela terceira vez, mas percebi que dessa vez acabei pensando alto demais e não sei se isso é bom, só vai inflar mais o ego dele.

- Gostou né? – Pergunta satisfeito e convencido, esse homem não tem jeito mesmo. – Eu também gostei, foi incrível na verdade. – Ele ri baixinho me deixando ali admirando aquele sorriso torto e simplesmente lindo. Ok, para Miley, já deu por hoje. – Você está de parabéns, Miley Cyrus.

- Meu Deus, mas você insiste em me chamar pelo meu nome verdadeiro né? Entenda uma coisa Nicholas, a Miley não veio pra essa casa, ou melhor, mansão, a Lola veio e...

- A questão é que eu sei que você gosta quando eu te chamo pelo nome e eu apenas estou tentando te agradar. – Diz me interrompendo.

- Me agradar pra quê? – Pergunto confusa. – Eu sou garota de programa, nós não estamos fazendo amor, isso aqui é um programa, esse é o meu trabalho, eu que tenho que agradar os meus clientes e não o contrário. Eu não estou conseguindo entender você. – Suspiro e sento-me na cama, então ele senta-se também, permanecendo ao meu lado.

- Eu sei que isso é um programa, não se preocupa que depois eu vou te pagar por cada um desses dias, mas a outra questão é que é desse jeito que eu gosto de fazer sexo. Você não gosta de pergunta se eu tenho algum fetiche ou algo do tipo? Então... É esse, eu gosto de dominar a mulher que estiver transando comigo e não me importa se é garota de programa ou não. – Uau! Olhando nos olhos dele enquanto ele diz tudo isso me fez sentir um ar meio perigoso vindo dele, que de certa forma eu achei completamente sexy e diferente.

Ele me beija-me intensamente e eu retribuo, certamente até porque na situação que nos encontramos eu não acho viável dizer não, mas na verdade eu nem quero dizer não. Eu até diria que faria sexo de boa com ele novamente agora, porém o Blaick já deve estar chegando e eu não quero me ferrar sendo pega no flagra. Ele chupa meu pescoço e minha excitação aumenta novamente, ambos já estamos ofegantes outra vez, mas me sinto na obrigação de parar pra que nenhum de nós dois sofra com as consequências.

- Nick, é melhor não, já transamos hoje, agora só amanhã pra acontecer de novo. O Richard e a Camila já devem estar chegando. – Suspiro e ele faz o mesmo.

- Infelizmente você tem razão. Mas pode ter certeza que eu esperarei ansioso pela noite de amanhã. – Ele diz e eu não consigo não rir dessa situação, algo parece engraçado. – Vou aproveitar pra tomar um banho. – Ele se levanta da cama. – Seria ótimo se você pudesse vir comigo. – Diz com aquele sorrisinho no rosto enquanto olha pra mim.

- Tomar banho com um cliente não faz parte do meu trabalho.

- Mas que eu saiba você tem que fazer tudo o que seu cliente pedir, então, e se eu quisesse transar com você no chuveiro? – Ele diz com um tom de voz provocativo e ao mesmo tempo um pouco ameaçador. Eu não conhecia esse lado do Nicholas, por que estou gostando disso?

- Aí é diferente, mas agora não temos tempo pra isso, então eu vou para o meu quarto tomar banho no banheiro de lá. – Digo já me levantando da cama também e visto minhas roupas.

Quando começo meu caminho até a porta, Nicholas me puxa pela cintura, deixando nossos rostos a poucos centímetros de distância.

- Não vai nem se despedir de mim? – Roça o nariz no meu e então desce pra beijar meu pescoço.

- Eu ia dizer tchau quando eu estivesse saindo.

- Eu não quero um simples tchau, eu quero um beijo. – Diz e me beija sem deixar eu me pronunciar. Um beijo feroz e urgente. Ai, isso não é justo, Jonas.

- Nick, eu preciso ir. Se o Blaick me pegar saindo do seu quarto ele nos mata. – Tento falar naturalmente, mas as palavras saem através de uma voz novamente ofegante.

- Tudo bem, eu deixo você ir. Mas não se preocupa que amanhã vai ser bem melhor e sem pressa. – Ele me solta e eu não consigo conter um sorrisinho quando me viro de costas. – Tchau Miley.

- Tchau Nick. – Digo e saio. Olho pra todos os lados e entro rapidamente em meu quarto, tranco a porta e vou direto para o banheiro.


Narrado por Demi:


Passei a manhã toda trabalhando feito louca pra conseguir ficar mais tranquila durante a tarde e talvez até sair um pouco mais cedo do trabalho. Vou almoçar no meu horário normal e sento-me sozinha em uma mesa em um canto do refeitório até que de repente Wilmer senta-se à minha frente na mesma mesa, olho-o um pouco surpresa, fazia um tempinho que eu não o via.

- E aí Demi. – Ele diz animado.

- Oi Wilmer, quanto tempo. - Eu sorri.

- Muito trabalho ultimamente, mas agora as coisas já estão se acalmando.

- Agora que o Chad está em Los Angeles, né. – Digo e nós rimos.

- Quando esse cara tá longe, tudo parece bem mais bonito né.

- Concordo. – Rimos de novo.

- Até comecei a sair com alguém, mas não sei vai dar certo, estou apenas me arriscando. – Ele diz e não parece muito feliz, que estranho.

- Ué, mas se você não gosta dela, por que insiste em sair com ela? – Pergunto confusa e curiosa.

- Ah, sei lá, acho que a garota que eu gosto não gosta de mim. – Ele diz sem graça.

- Já tentou chama-la pra sair? É aquela coisa que todos dizem né, um ‘não’ você já tem, agora é correr atrás da humilhação. – Digo descontraída e ri, mas ainda parece estar um pouco sem graça.

- Não, eu nunca tive coragem de chama-la pra sair, vivo ensaiando no espelho, mas nunca consigo. – Wilmer diz chateado.

- Para de besteira Will, chama essa garota pra sair, um encontro não mata ninguém, duvido que ela vá dizer não pra um gato desse. – Aponto pra ele e ele sorri meio tímido. – Coragem homem!

- Tudo bem, vou fazer isso então. – Ele diz aparentemente determinado a realmente fazer isso e eu sorrio por ter conseguido encoraja-lo. – Quer sair comigo Demi?

Por um momento parece que tudo se congelou. Ele disse isso mesmo?


Continua...