Narrado por Nicholas:
Percebi uma reação diferente nela quando a chamei pelo
nome, não consigo dizer exatamente o que é, mas isso me parece algo bom, acho
que ela gostou, então decido repetir o que eu havia dito, mas dessa vez mais
lento. Acho que é isso mesmo, ela parece mais ofegante, acho que consegui
deixa-la com tesão. Ela tem mania de querer tomar o controle de tudo na hora do
sexo só porque ela trabalha com isso, mas agora eu vou mostrar que agora vai
ser diferente. Na verdade eu vou ser legal, vou deixa-la no comando de vez em
quando só pra ela não estranhar muito, mas vou tomar o controle na maior parte
das vezes e vou provar que sou muito melhor do que qualquer um ricaço com quem
ela já tenha transado, vou provar que eu sou o melhor pra ela.
- Eu quero muito te comer bem aqui nessa bancada. – Digo
praticamente em sussurros enquanto beijo o pescoço dela a cada três palavras e
no final bato a mão em cima da bancada indicando onde eu a queria. – Mas acho
que terei que esperar por outra bancada de cozinha porque se não algum
empregado da casa pode nos ver aqui e nos dedurar pro Blaick. – Aperto a bunda
dela com força pegando-a de surpresa e ela geme. E que gemido gostoso, meu
Deus. – Uau, é incrível que fica tudo ainda mais excitante quando é proibido,
não concorda?
- Eu não queria concordar com você, mas nesse caso tá
meio impossível. – Ela responde em sussurros completamente ofegante e eu tô
amando cada segundo disso. Faço um rastro de beijo do ombro dela até a boca e
então sinto algo diferente no beijo, não era como se eu estivesse beijando a
Lola, mas realmente a Miley. A Miley que eu tanto quero. Será que a Demi estava
realmente certa? Será que a Miley também gosta de mim? Ela bem que podia
confessar logo.
- Vamos pro meu quarto, lá ninguém vai poder nos
incomodar, pelo menos não com a porta trancada. – Dou um leve sorriso
descontraído e surpreendentemente ela faz o mesmo, me deixando ainda mais
encantado. Ela nem imagina o que ela faz comigo.
Solto-a e dou espaço pra ela ir na minha frente, então seguimos
em direção à escada e fomos para o meu quarto. Tranco a porta e ficamos nos
encarando por alguns segundos.
- Se você quer ser o primeiro da noite, acho melhor você
se apressar antes que o Richard chegue com a idiota da filhinha dele. – Ela diz
tentando ser indiferente, mas me soa um tanto incomodada quando cita a filha do
Blaick.
- Você ficou com ciúmes quando me viu passar protetor
solar nela? – Pergunto surpreso e já com um pequeno sorriso querendo surgir no
meu rosto com essa possibilidade.
- Eu? Com ciúmes de você? Ah, conta outra, Jonas. Você
que vive com ciúmes de mim. – Isso é verdade, demorei pra perceber, mas também
não vou admitir isso assim pra ela, talvez só quando finalmente estivermos
juntos de verdade. Sim, eu disse “quando” e não “se”, porque essa mulher ainda
vai ser minha.
- Você se acha só porque é gostosa né? Eu não vivo com
ciúmes de você. – Começo a me aproximar dela lentamente e ela permanece parada.
- E eu digo o mesmo.
- Então você admite que me acha gostoso? – Ela arregala
os olhos quando pergunto e parece perceber o que havia dito.
- Não foi isso que eu quis dizer, Nicholas. – Passa uma
mão no cabelo e olha pros lados como se estivesse procurando alguma coisa. Eu
consegui deixa-la com vergonha? – Para de me encarar desse jeito, você sabe bem
como me irritar né?
- Te irritar? Pra mim parece que você tá ficando com
vergonha, mas eu paro porque não quero você tímida, quero você bem safada hoje.
– Finalmente chego perto dela e puxo-a pela cintura com força e seguro seu
cabelo com a outra mão e então chupo seu pescoço com vontade. – Hoje você é
minha, Miley.
(...)
Narrado por Demi:
Estou em casa jogada no sofá e assistindo séries até que
alguém tem a ousadia de me atrapalhar tocando a campainha. Levanto de má
vontade e vou até a porta, então vejo Mateo ali parado com uma pizza em uma mão
e uma garrafa de vinho na outra.
- Oi Mateo, o que faz aqui? – Tento disfarçar meu
estranhamento.
- Ontem foi tão legal lá na festa e sei como é chato
ficar sozinho em casa quando tá acostumado com outra pessoa por perto, então
decidi vir te fazer companhia, quero dizer, eu espero não estar sendo entrão
nem nada, se você preferir ficar sozinha, eu respeito.
- Entra, pode entrar. – Dou um meio sorriso, ele me olha
e entra, então fecho a porta novamente.
- Eu trouxe pizza de pepperoni, espero que você goste, eu
não sabia de que sabor você iria mais gostar. – Ele diz meio sem graça. Será
que eu fui grossa quando perguntei o que ele fazia aqui? Eu não queria deixa-lo
sem graça.
- Eu adoro pepperoni, é uma das minhas favoritas. – Sorri
na tentativa de deixar o clima mais tranquilo. Ele abre a boca pra falar algo
mas acabo o interrompendo sem querer mas continuo. – E com vinho fica ainda
melhor.
Mateo suspira aparentemente aliviado. – Ai, ainda bem, eu
já estava preocupado.
- Não se preocupa, mesmo se eu não gostasse, eu faria um
esforço pela sua boa vontade de fazer tudo isso por mim, eu não faria você
voltar na pizzaria pra comprar outra.
- Mas eu faria isso, tenha certeza disso. – Ficamos nos
encarando por alguns segundos. Admito que isso parece um pouco estranho. – Eu
não te deixaria comer algo que você não gosta, tem certeza que você gosta de
pizza de pepperoni? – Estou achando isso muito fofo da parte dele.
- Eu tenho certeza. Eu só havia dado um exemplo. Mas eu
realmente adoro.
Peço-lhe pra colocar a pizza e o vinho na mesa de centro
enquanto pego pratos e taças pra nós dois.
(...)
- Sabe de uma coisa? Eu costumava ser afim da Miley, mas
além de estar na cara que ela nunca deu a mínima pra mim, agora estou
percebendo que o que eu precisava estava bem na minha frente. – Mateo diz nitidamente
completamente bêbado por todo o vinho seco que bebemos e eu ri.
A pizza e o vinho já acabaram, ambos estamos bem bêbados,
deve ser isso que o fez dizer isso. De repente percebo-o se aproximando de mim,
acho que ele vai me beijar e eu não sei o que fazer. Será que eu deixo? Eu
duvido muito que ele sinta algo por mim, os olhos dele brilham quando ele vê a
Miley, isso é nítido, nem era necessário ele admitir porque todo mundo já sabe,
mas agora que ele admitiu, eu me sinto ainda mais idiota. Quero dizer, eu não
posso dizer que sou apaixonada por ele, mas que eu acho ele um gato, isso eu
realmente acho, sempre achei. Meu Deus, eu estou tonta. Fecho os olhos pra
tentar relaxar, então de repente sinto os lábios dele encostarem nos meus e eu
não sinto desejo de recuar mesmo sabendo que eu deveria. Mateo coloca uma mão
na minha nuca e finalmente me beija. Isso me parece tão certo e tão errado ao
mesmo tempo. É um beijo intenso, mas sem desespero. Também não é um beijo
apaixonado, mas esse homem tem pegada, e como tem.
- É melhor parar, isso não é certo, Mateo. – Digo já me
afastando um pouco, mas sem me levantar do sofá.
- Por que não? – Pergunta confuso.
- Não é de mim que você gosta e eu não quero fazer papel
de idiota sendo apenas sua segunda opção. – Suspiro fundo. – Você gosta da
Miley, mas ela gosta de outra pessoa, e se eu aceitasse começar a sair com você,
eu sei que nada iria mudar.
- Ela gosta de outra pessoa? De quem? – Pergunta curioso.
- Viu? Nada vai mudar, não sou eu quem você quer. –
Levanto-me indignada, mas quase caio novamente com a tontura que senti pela
rapidez com a qual me levantei.
- Tá bom, me desculpa Demi. Talvez você tenha razão. –
Levanta-se do sofá também. – Mas eu não quero mais gostar dela, principalmente
agora sabendo que ela gosta de outro, eu quero gostar de você e eu sempre te
achei linda e ultimamente tenho percebido o quanto você é uma pessoa incrível e
divertida. – Aproxima-se. – E definitivamente beija muito bem.
- Olha Mateo, você tá bêbado e eu também. Eu tenho
certeza de que você só tá me dizendo tudo isso por causa disso. Então se amanhã
ou depois você se lembrar de tudo isso e quiser conversar comigo quando
estivermos sóbrios, a gente conversa, mas acho que neste momento é melhor você
voltar pro seu apartamento. – Olho-o séria e ele abaixa a cabeça aparentemente
chateado. Eu realmente não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós,
mas agora já era.
- Tudo bem, eu vou embora, mas por favor, não foge de
mim, concordo que precisaremos conversar melhor depois. – Caminha até a porta.
- Eu não sou mulher de fugir. – Cruzo os braços e ele dá
um meio sorriso, então abre a porta e simplesmente sai sem dizer mais nenhuma
palavra, o único som que ouço agora é da porta se fechando.
Vou até a porta e tranco-a. Meu Deus, o que foi que
aconteceu aqui? Ou melhor, o que tem acontecido comigo? Só essa semana eu já
fiquei com dois caras gatos, com o Glen e com o Mateo, isso é simplesmente
demais e tempos atrás eu diria que fora da minha realidade, mas de qualquer
forma ainda é, pois os dois estão meio que enfeitiçados pela Miley e eu não
consigo entender o porquê, nem o Nick escapou dessa. O Glen eu até entendo, ou
pelo menos quase, mas o Mateo nunca nem ficou com ela. Quando será que vou encontrar
alguém que goste só de mim sem nunca ter sentido nada pela Miley?
Tomo um banho pra relaxar e ponho um pijama, deito-me na
cama e fecho os olhos, ainda estou um pouco tonta, mas espero conseguir dormir
logo.
Narrado por Miley:
O que foi isso? Esse foi definitivamente o melhor sexo
que eu já tive. Eu não senti como se eu fosse a Lola e estivesse fazendo mais
um programa com mais um cliente, eu me senti apenas eu, a Miley, e isso foi
incrível.
Eu estou acostumada a manter o controle, mas dessa vez
ele que tomou o controle de tudo e isso foi diferente, ele até amarrou meus
braços com a camisa dele, nenhum outro cliente fez isso comigo antes, ele só me
pedem o que eles querem e eu apenas faço ou deixo-os fazer, mas ele não me
pediu e não me perguntou nada, ele apenas fez, veio pra cima de mim como um
animal faminto, mas ao mesmo tempo senti um pouco de delicadeza em cada
movimento seu, talvez não querendo me machucar ou será que pode haver outro
motivo? Ah, sei lá, ainda acho impossível ele gostar de alguém como eu.
- Uau! – Pensei pela terceira vez, mas percebi que dessa
vez acabei pensando alto demais e não sei se isso é bom, só vai inflar mais o
ego dele.
- Gostou né? – Pergunta satisfeito e convencido, esse
homem não tem jeito mesmo. – Eu também gostei, foi incrível na verdade. – Ele ri
baixinho me deixando ali admirando aquele sorriso torto e simplesmente lindo.
Ok, para Miley, já deu por hoje. – Você está de parabéns, Miley Cyrus.
- Meu Deus, mas você insiste em me chamar pelo meu nome
verdadeiro né? Entenda uma coisa Nicholas, a Miley não veio pra essa casa, ou
melhor, mansão, a Lola veio e...
- A questão é que eu sei que você gosta quando eu te
chamo pelo nome e eu apenas estou tentando te agradar. – Diz me interrompendo.
- Me agradar pra quê? – Pergunto confusa. – Eu sou garota
de programa, nós não estamos fazendo amor, isso aqui é um programa, esse é o
meu trabalho, eu que tenho que agradar os meus clientes e não o contrário. Eu
não estou conseguindo entender você. – Suspiro e sento-me na cama, então ele
senta-se também, permanecendo ao meu lado.
- Eu sei que isso é um programa, não se preocupa que
depois eu vou te pagar por cada um desses dias, mas a outra questão é que é
desse jeito que eu gosto de fazer sexo. Você não gosta de pergunta se eu tenho
algum fetiche ou algo do tipo? Então... É esse, eu gosto de dominar a mulher
que estiver transando comigo e não me importa se é garota de programa ou não. –
Uau! Olhando nos olhos dele enquanto ele diz tudo isso me fez sentir um ar meio
perigoso vindo dele, que de certa forma eu achei completamente sexy e
diferente.
Ele me beija-me intensamente e eu retribuo, certamente
até porque na situação que nos encontramos eu não acho viável dizer não, mas na
verdade eu nem quero dizer não. Eu até diria que faria sexo de boa com ele
novamente agora, porém o Blaick já deve estar chegando e eu não quero me ferrar
sendo pega no flagra. Ele chupa meu pescoço e minha excitação aumenta
novamente, ambos já estamos ofegantes outra vez, mas me sinto na obrigação de
parar pra que nenhum de nós dois sofra com as consequências.
- Nick, é melhor não, já transamos hoje, agora só amanhã
pra acontecer de novo. O Richard e a Camila já devem estar chegando. – Suspiro e
ele faz o mesmo.
- Infelizmente você tem razão. Mas pode ter certeza que
eu esperarei ansioso pela noite de amanhã. – Ele diz e eu não consigo não rir
dessa situação, algo parece engraçado. – Vou aproveitar pra tomar um banho. –
Ele se levanta da cama. – Seria ótimo se você pudesse vir comigo. – Diz com
aquele sorrisinho no rosto enquanto olha pra mim.
- Tomar banho com um cliente não faz parte do meu
trabalho.
- Mas que eu saiba você tem que fazer tudo o que seu
cliente pedir, então, e se eu quisesse transar com você no chuveiro? – Ele diz
com um tom de voz provocativo e ao mesmo tempo um pouco ameaçador. Eu não
conhecia esse lado do Nicholas, por que estou gostando disso?
- Aí é diferente, mas agora não temos tempo pra isso,
então eu vou para o meu quarto tomar banho no banheiro de lá. – Digo já me
levantando da cama também e visto minhas roupas.
Quando começo meu caminho até a porta, Nicholas me puxa
pela cintura, deixando nossos rostos a poucos centímetros de distância.
- Não vai nem se despedir de mim? – Roça o nariz no meu e
então desce pra beijar meu pescoço.
- Eu ia dizer tchau quando eu estivesse saindo.
- Eu não quero um simples tchau, eu quero um beijo. – Diz
e me beija sem deixar eu me pronunciar. Um beijo feroz e urgente. Ai, isso não
é justo, Jonas.
- Nick, eu preciso ir. Se o Blaick me pegar saindo do seu
quarto ele nos mata. – Tento falar naturalmente, mas as palavras saem através de
uma voz novamente ofegante.
- Tudo bem, eu deixo você ir. Mas não se preocupa que
amanhã vai ser bem melhor e sem pressa. – Ele me solta e eu não consigo conter
um sorrisinho quando me viro de costas. – Tchau Miley.
- Tchau Nick. – Digo e saio. Olho pra todos os lados e
entro rapidamente em meu quarto, tranco a porta e vou direto para o banheiro.
Narrado por Demi:
Passei a manhã toda
trabalhando feito louca pra conseguir ficar mais tranquila durante a tarde e
talvez até sair um pouco mais cedo do trabalho. Vou almoçar no meu horário
normal e sento-me sozinha em uma mesa em um canto do refeitório até que de
repente Wilmer senta-se à minha frente na mesma mesa, olho-o um pouco surpresa,
fazia um tempinho que eu não o via.
- E aí Demi. – Ele diz
animado.
- Oi Wilmer, quanto tempo. - Eu sorri.
- Muito trabalho
ultimamente, mas agora as coisas já estão se acalmando.
- Agora que o Chad está em
Los Angeles, né. – Digo e nós rimos.
- Quando esse cara tá longe,
tudo parece bem mais bonito né.
- Concordo. – Rimos de novo.
- Até comecei a sair com
alguém, mas não sei vai dar certo, estou apenas me arriscando. – Ele diz e não
parece muito feliz, que estranho.
- Ué, mas se você não gosta
dela, por que insiste em sair com ela? – Pergunto confusa e curiosa.
- Ah, sei lá, acho que a
garota que eu gosto não gosta de mim. – Ele diz sem graça.
- Já tentou chama-la pra
sair? É aquela coisa que todos dizem né, um ‘não’ você já tem, agora é correr atrás
da humilhação. – Digo descontraída e ri, mas ainda parece estar um pouco sem
graça.
- Não, eu nunca tive coragem
de chama-la pra sair, vivo ensaiando no espelho, mas nunca consigo. – Wilmer diz
chateado.
- Para de besteira Will,
chama essa garota pra sair, um encontro não mata ninguém, duvido que ela vá
dizer não pra um gato desse. – Aponto pra ele e ele sorri meio tímido. –
Coragem homem!
- Tudo bem, vou fazer isso
então. – Ele diz aparentemente determinado a realmente fazer isso e eu sorrio
por ter conseguido encoraja-lo. – Quer sair comigo Demi?
Por um momento parece que
tudo se congelou. Ele disse isso mesmo?
Continua...
Gostei do final kkk. Por essa a Demi não esperava. Nem eu. Amei o capítulo. Estou adorando os momentos Niley. Mal posso esperar pra esses dois se declararem um pro outro.
ResponderExcluirBjos!!!