terça-feira, 19 de março de 2019

One More Night - Capítulo 25


Narrado por Nicholas:


Percebi uma reação diferente nela quando a chamei pelo nome, não consigo dizer exatamente o que é, mas isso me parece algo bom, acho que ela gostou, então decido repetir o que eu havia dito, mas dessa vez mais lento. Acho que é isso mesmo, ela parece mais ofegante, acho que consegui deixa-la com tesão. Ela tem mania de querer tomar o controle de tudo na hora do sexo só porque ela trabalha com isso, mas agora eu vou mostrar que agora vai ser diferente. Na verdade eu vou ser legal, vou deixa-la no comando de vez em quando só pra ela não estranhar muito, mas vou tomar o controle na maior parte das vezes e vou provar que sou muito melhor do que qualquer um ricaço com quem ela já tenha transado, vou provar que eu sou o melhor pra ela.

- Eu quero muito te comer bem aqui nessa bancada. – Digo praticamente em sussurros enquanto beijo o pescoço dela a cada três palavras e no final bato a mão em cima da bancada indicando onde eu a queria. – Mas acho que terei que esperar por outra bancada de cozinha porque se não algum empregado da casa pode nos ver aqui e nos dedurar pro Blaick. – Aperto a bunda dela com força pegando-a de surpresa e ela geme. E que gemido gostoso, meu Deus. – Uau, é incrível que fica tudo ainda mais excitante quando é proibido, não concorda?

- Eu não queria concordar com você, mas nesse caso tá meio impossível. – Ela responde em sussurros completamente ofegante e eu tô amando cada segundo disso. Faço um rastro de beijo do ombro dela até a boca e então sinto algo diferente no beijo, não era como se eu estivesse beijando a Lola, mas realmente a Miley. A Miley que eu tanto quero. Será que a Demi estava realmente certa? Será que a Miley também gosta de mim? Ela bem que podia confessar logo.

- Vamos pro meu quarto, lá ninguém vai poder nos incomodar, pelo menos não com a porta trancada. – Dou um leve sorriso descontraído e surpreendentemente ela faz o mesmo, me deixando ainda mais encantado. Ela nem imagina o que ela faz comigo.

Solto-a e dou espaço pra ela ir na minha frente, então seguimos em direção à escada e fomos para o meu quarto. Tranco a porta e ficamos nos encarando por alguns segundos.

- Se você quer ser o primeiro da noite, acho melhor você se apressar antes que o Richard chegue com a idiota da filhinha dele. – Ela diz tentando ser indiferente, mas me soa um tanto incomodada quando cita a filha do Blaick.

- Você ficou com ciúmes quando me viu passar protetor solar nela? – Pergunto surpreso e já com um pequeno sorriso querendo surgir no meu rosto com essa possibilidade.

- Eu? Com ciúmes de você? Ah, conta outra, Jonas. Você que vive com ciúmes de mim. – Isso é verdade, demorei pra perceber, mas também não vou admitir isso assim pra ela, talvez só quando finalmente estivermos juntos de verdade. Sim, eu disse “quando” e não “se”, porque essa mulher ainda vai ser minha.

- Você se acha só porque é gostosa né? Eu não vivo com ciúmes de você. – Começo a me aproximar dela lentamente e ela permanece parada.

- E eu digo o mesmo.

- Então você admite que me acha gostoso? – Ela arregala os olhos quando pergunto e parece perceber o que havia dito.

- Não foi isso que eu quis dizer, Nicholas. – Passa uma mão no cabelo e olha pros lados como se estivesse procurando alguma coisa. Eu consegui deixa-la com vergonha? – Para de me encarar desse jeito, você sabe bem como me irritar né?

- Te irritar? Pra mim parece que você tá ficando com vergonha, mas eu paro porque não quero você tímida, quero você bem safada hoje. – Finalmente chego perto dela e puxo-a pela cintura com força e seguro seu cabelo com a outra mão e então chupo seu pescoço com vontade. – Hoje você é minha, Miley.


(...)


Narrado por Demi:


Estou em casa jogada no sofá e assistindo séries até que alguém tem a ousadia de me atrapalhar tocando a campainha. Levanto de má vontade e vou até a porta, então vejo Mateo ali parado com uma pizza em uma mão e uma garrafa de vinho na outra.

- Oi Mateo, o que faz aqui? – Tento disfarçar meu estranhamento.

- Ontem foi tão legal lá na festa e sei como é chato ficar sozinho em casa quando tá acostumado com outra pessoa por perto, então decidi vir te fazer companhia, quero dizer, eu espero não estar sendo entrão nem nada, se você preferir ficar sozinha, eu respeito.

- Entra, pode entrar. – Dou um meio sorriso, ele me olha e entra, então fecho a porta novamente.

- Eu trouxe pizza de pepperoni, espero que você goste, eu não sabia de que sabor você iria mais gostar. – Ele diz meio sem graça. Será que eu fui grossa quando perguntei o que ele fazia aqui? Eu não queria deixa-lo sem graça.

- Eu adoro pepperoni, é uma das minhas favoritas. – Sorri na tentativa de deixar o clima mais tranquilo. Ele abre a boca pra falar algo mas acabo o interrompendo sem querer mas continuo. – E com vinho fica ainda melhor.

Mateo suspira aparentemente aliviado. – Ai, ainda bem, eu já estava preocupado.

- Não se preocupa, mesmo se eu não gostasse, eu faria um esforço pela sua boa vontade de fazer tudo isso por mim, eu não faria você voltar na pizzaria pra comprar outra.

- Mas eu faria isso, tenha certeza disso. – Ficamos nos encarando por alguns segundos. Admito que isso parece um pouco estranho. – Eu não te deixaria comer algo que você não gosta, tem certeza que você gosta de pizza de pepperoni? – Estou achando isso muito fofo da parte dele.

- Eu tenho certeza. Eu só havia dado um exemplo. Mas eu realmente adoro.

Peço-lhe pra colocar a pizza e o vinho na mesa de centro enquanto pego pratos e taças pra nós dois.


(...)


- Sabe de uma coisa? Eu costumava ser afim da Miley, mas além de estar na cara que ela nunca deu a mínima pra mim, agora estou percebendo que o que eu precisava estava bem na minha frente. – Mateo diz nitidamente completamente bêbado por todo o vinho seco que bebemos e eu ri.

A pizza e o vinho já acabaram, ambos estamos bem bêbados, deve ser isso que o fez dizer isso. De repente percebo-o se aproximando de mim, acho que ele vai me beijar e eu não sei o que fazer. Será que eu deixo? Eu duvido muito que ele sinta algo por mim, os olhos dele brilham quando ele vê a Miley, isso é nítido, nem era necessário ele admitir porque todo mundo já sabe, mas agora que ele admitiu, eu me sinto ainda mais idiota. Quero dizer, eu não posso dizer que sou apaixonada por ele, mas que eu acho ele um gato, isso eu realmente acho, sempre achei. Meu Deus, eu estou tonta. Fecho os olhos pra tentar relaxar, então de repente sinto os lábios dele encostarem nos meus e eu não sinto desejo de recuar mesmo sabendo que eu deveria. Mateo coloca uma mão na minha nuca e finalmente me beija. Isso me parece tão certo e tão errado ao mesmo tempo. É um beijo intenso, mas sem desespero. Também não é um beijo apaixonado, mas esse homem tem pegada, e como tem.

- É melhor parar, isso não é certo, Mateo. – Digo já me afastando um pouco, mas sem me levantar do sofá.

- Por que não? – Pergunta confuso.

- Não é de mim que você gosta e eu não quero fazer papel de idiota sendo apenas sua segunda opção. – Suspiro fundo. – Você gosta da Miley, mas ela gosta de outra pessoa, e se eu aceitasse começar a sair com você, eu sei que nada iria mudar.

- Ela gosta de outra pessoa? De quem? – Pergunta curioso.

- Viu? Nada vai mudar, não sou eu quem você quer. – Levanto-me indignada, mas quase caio novamente com a tontura que senti pela rapidez com a qual me levantei.

- Tá bom, me desculpa Demi. Talvez você tenha razão. – Levanta-se do sofá também. – Mas eu não quero mais gostar dela, principalmente agora sabendo que ela gosta de outro, eu quero gostar de você e eu sempre te achei linda e ultimamente tenho percebido o quanto você é uma pessoa incrível e divertida. – Aproxima-se. – E definitivamente beija muito bem.

- Olha Mateo, você tá bêbado e eu também. Eu tenho certeza de que você só tá me dizendo tudo isso por causa disso. Então se amanhã ou depois você se lembrar de tudo isso e quiser conversar comigo quando estivermos sóbrios, a gente conversa, mas acho que neste momento é melhor você voltar pro seu apartamento. – Olho-o séria e ele abaixa a cabeça aparentemente chateado. Eu realmente não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós, mas agora já era.

- Tudo bem, eu vou embora, mas por favor, não foge de mim, concordo que precisaremos conversar melhor depois. – Caminha até a porta.

- Eu não sou mulher de fugir. – Cruzo os braços e ele dá um meio sorriso, então abre a porta e simplesmente sai sem dizer mais nenhuma palavra, o único som que ouço agora é da porta se fechando.

Vou até a porta e tranco-a. Meu Deus, o que foi que aconteceu aqui? Ou melhor, o que tem acontecido comigo? Só essa semana eu já fiquei com dois caras gatos, com o Glen e com o Mateo, isso é simplesmente demais e tempos atrás eu diria que fora da minha realidade, mas de qualquer forma ainda é, pois os dois estão meio que enfeitiçados pela Miley e eu não consigo entender o porquê, nem o Nick escapou dessa. O Glen eu até entendo, ou pelo menos quase, mas o Mateo nunca nem ficou com ela. Quando será que vou encontrar alguém que goste só de mim sem nunca ter sentido nada pela Miley?

Tomo um banho pra relaxar e ponho um pijama, deito-me na cama e fecho os olhos, ainda estou um pouco tonta, mas espero conseguir dormir logo.


Narrado por Miley:


O que foi isso? Esse foi definitivamente o melhor sexo que eu já tive. Eu não senti como se eu fosse a Lola e estivesse fazendo mais um programa com mais um cliente, eu me senti apenas eu, a Miley, e isso foi incrível.

Eu estou acostumada a manter o controle, mas dessa vez ele que tomou o controle de tudo e isso foi diferente, ele até amarrou meus braços com a camisa dele, nenhum outro cliente fez isso comigo antes, ele só me pedem o que eles querem e eu apenas faço ou deixo-os fazer, mas ele não me pediu e não me perguntou nada, ele apenas fez, veio pra cima de mim como um animal faminto, mas ao mesmo tempo senti um pouco de delicadeza em cada movimento seu, talvez não querendo me machucar ou será que pode haver outro motivo? Ah, sei lá, ainda acho impossível ele gostar de alguém como eu.

- Uau! – Pensei pela terceira vez, mas percebi que dessa vez acabei pensando alto demais e não sei se isso é bom, só vai inflar mais o ego dele.

- Gostou né? – Pergunta satisfeito e convencido, esse homem não tem jeito mesmo. – Eu também gostei, foi incrível na verdade. – Ele ri baixinho me deixando ali admirando aquele sorriso torto e simplesmente lindo. Ok, para Miley, já deu por hoje. – Você está de parabéns, Miley Cyrus.

- Meu Deus, mas você insiste em me chamar pelo meu nome verdadeiro né? Entenda uma coisa Nicholas, a Miley não veio pra essa casa, ou melhor, mansão, a Lola veio e...

- A questão é que eu sei que você gosta quando eu te chamo pelo nome e eu apenas estou tentando te agradar. – Diz me interrompendo.

- Me agradar pra quê? – Pergunto confusa. – Eu sou garota de programa, nós não estamos fazendo amor, isso aqui é um programa, esse é o meu trabalho, eu que tenho que agradar os meus clientes e não o contrário. Eu não estou conseguindo entender você. – Suspiro e sento-me na cama, então ele senta-se também, permanecendo ao meu lado.

- Eu sei que isso é um programa, não se preocupa que depois eu vou te pagar por cada um desses dias, mas a outra questão é que é desse jeito que eu gosto de fazer sexo. Você não gosta de pergunta se eu tenho algum fetiche ou algo do tipo? Então... É esse, eu gosto de dominar a mulher que estiver transando comigo e não me importa se é garota de programa ou não. – Uau! Olhando nos olhos dele enquanto ele diz tudo isso me fez sentir um ar meio perigoso vindo dele, que de certa forma eu achei completamente sexy e diferente.

Ele me beija-me intensamente e eu retribuo, certamente até porque na situação que nos encontramos eu não acho viável dizer não, mas na verdade eu nem quero dizer não. Eu até diria que faria sexo de boa com ele novamente agora, porém o Blaick já deve estar chegando e eu não quero me ferrar sendo pega no flagra. Ele chupa meu pescoço e minha excitação aumenta novamente, ambos já estamos ofegantes outra vez, mas me sinto na obrigação de parar pra que nenhum de nós dois sofra com as consequências.

- Nick, é melhor não, já transamos hoje, agora só amanhã pra acontecer de novo. O Richard e a Camila já devem estar chegando. – Suspiro e ele faz o mesmo.

- Infelizmente você tem razão. Mas pode ter certeza que eu esperarei ansioso pela noite de amanhã. – Ele diz e eu não consigo não rir dessa situação, algo parece engraçado. – Vou aproveitar pra tomar um banho. – Ele se levanta da cama. – Seria ótimo se você pudesse vir comigo. – Diz com aquele sorrisinho no rosto enquanto olha pra mim.

- Tomar banho com um cliente não faz parte do meu trabalho.

- Mas que eu saiba você tem que fazer tudo o que seu cliente pedir, então, e se eu quisesse transar com você no chuveiro? – Ele diz com um tom de voz provocativo e ao mesmo tempo um pouco ameaçador. Eu não conhecia esse lado do Nicholas, por que estou gostando disso?

- Aí é diferente, mas agora não temos tempo pra isso, então eu vou para o meu quarto tomar banho no banheiro de lá. – Digo já me levantando da cama também e visto minhas roupas.

Quando começo meu caminho até a porta, Nicholas me puxa pela cintura, deixando nossos rostos a poucos centímetros de distância.

- Não vai nem se despedir de mim? – Roça o nariz no meu e então desce pra beijar meu pescoço.

- Eu ia dizer tchau quando eu estivesse saindo.

- Eu não quero um simples tchau, eu quero um beijo. – Diz e me beija sem deixar eu me pronunciar. Um beijo feroz e urgente. Ai, isso não é justo, Jonas.

- Nick, eu preciso ir. Se o Blaick me pegar saindo do seu quarto ele nos mata. – Tento falar naturalmente, mas as palavras saem através de uma voz novamente ofegante.

- Tudo bem, eu deixo você ir. Mas não se preocupa que amanhã vai ser bem melhor e sem pressa. – Ele me solta e eu não consigo conter um sorrisinho quando me viro de costas. – Tchau Miley.

- Tchau Nick. – Digo e saio. Olho pra todos os lados e entro rapidamente em meu quarto, tranco a porta e vou direto para o banheiro.


Narrado por Demi:


Passei a manhã toda trabalhando feito louca pra conseguir ficar mais tranquila durante a tarde e talvez até sair um pouco mais cedo do trabalho. Vou almoçar no meu horário normal e sento-me sozinha em uma mesa em um canto do refeitório até que de repente Wilmer senta-se à minha frente na mesma mesa, olho-o um pouco surpresa, fazia um tempinho que eu não o via.

- E aí Demi. – Ele diz animado.

- Oi Wilmer, quanto tempo. - Eu sorri.

- Muito trabalho ultimamente, mas agora as coisas já estão se acalmando.

- Agora que o Chad está em Los Angeles, né. – Digo e nós rimos.

- Quando esse cara tá longe, tudo parece bem mais bonito né.

- Concordo. – Rimos de novo.

- Até comecei a sair com alguém, mas não sei vai dar certo, estou apenas me arriscando. – Ele diz e não parece muito feliz, que estranho.

- Ué, mas se você não gosta dela, por que insiste em sair com ela? – Pergunto confusa e curiosa.

- Ah, sei lá, acho que a garota que eu gosto não gosta de mim. – Ele diz sem graça.

- Já tentou chama-la pra sair? É aquela coisa que todos dizem né, um ‘não’ você já tem, agora é correr atrás da humilhação. – Digo descontraída e ri, mas ainda parece estar um pouco sem graça.

- Não, eu nunca tive coragem de chama-la pra sair, vivo ensaiando no espelho, mas nunca consigo. – Wilmer diz chateado.

- Para de besteira Will, chama essa garota pra sair, um encontro não mata ninguém, duvido que ela vá dizer não pra um gato desse. – Aponto pra ele e ele sorri meio tímido. – Coragem homem!

- Tudo bem, vou fazer isso então. – Ele diz aparentemente determinado a realmente fazer isso e eu sorrio por ter conseguido encoraja-lo. – Quer sair comigo Demi?

Por um momento parece que tudo se congelou. Ele disse isso mesmo?


Continua...

Um comentário:

  1. Gostei do final kkk. Por essa a Demi não esperava. Nem eu. Amei o capítulo. Estou adorando os momentos Niley. Mal posso esperar pra esses dois se declararem um pro outro.
    Bjos!!!

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