- É claro que não, Demi! –
Interrompi negando a parte sobre o Jonas estar realmente interessado em mim,
pois já havia descartado completamente essa possibilidade – Mas a parte que é
segredo é que... Eu acho que gostei.
-Caralho, Miley! – ela disse
ainda mais animada, como se fosse possível estar ainda mais animada do que
antes. – Eu amo com tanta força esse romance estranho de vocês!
-Isso não é um romance, Dê.
– eu resmunguei antes de dar um gole generoso do vinho na minha taça. – Tá mais
para uma paródia. Ou um filme de terror. Talvez os dois.
“Eu acho que gostei”. Isso
parece ainda mais ridículo dito em voz alta. Mas o que eu posso fazer? Toda a
situação é estranha por si só. É ridículo mesmo, mas ridiculamente gostoso. Uma
parte burra de mim faria uma loucura para ter um beijo daquele de novo. E uma
loucura maior ainda para ter aquele babaca de novo me pegando de jeito depois
de eu lhe dar umas boas bofetadas na cara.
-Vamos lá, Miles... – Demi
inclinou o seu peso em um dos braços. – Uma hora ou outra esse clima ia rolar.
Bom, quer dizer já rolou, né? Não foi a toa que ele quase implorou pra você
transar contigo.
-Ele quer a Lola, Demi.- eu
disse o óbvio. - Ele quer foder com o brinquedinho favorito do Richard e do
Glen. – rolei os olhos. – Não cultive nenhum tipo de expectativa sobre isso, tá
bom?
Demi ficou em silêncio por
alguns segundos me analisando. Talvez, por causa do álcool, esteja realmente
mais difícil de completar um raciocínio mais complexo, dirá uma frase bem formulada
sem dizer alguma besteira.
-Você está dizendo essa
frase pra mim ou para você mesma, Miley Ray? – Touchê.
- Ah, cala a boca! – eu não
quero ter o trabalho de pensar em boas explicações.
- Miles, ele não tá aqui, ok?
Não precisa fazer esse doce pra mim. – ela bebeu mais da sua taça. – Vamos,
fala logo o que você pensa!
São pensamentos e sensações
que têm crescido em minha mente e corpo como uma linha de novilho, se enrolando
na minha paz de espírito, capacidade de decisão e julgamento sobre a realidade,
cada dia um pouco mais. Parece que o desgraçado usa o seus talentos com números
para calcular milimetricamente cada movimento para me tirar do eixo, mas não. É
instintivo. Nicholas é impulsivo demais para o próprio bem, mas capaz de
chacoalhar a mente de alguém que se julgava sensata como eu. Definitivamente o cara é problema por si só,
sem fazer esforço para isso.
Que se dane.
-O seu amigo é insuportável
e irresistível para caralho. Tem horas que quero meter um soco no estômago
dele, mas tem horas que quero beijar aquela boca e montar naquele pau até o
mundo acabar. – falei de uma vez por todas. Demi abriu a sua boca em surpresa.
Continuei a falar gesticulando com as mãos. – Ele tem aquele porte de homem
poderoso, cheiro de homem poderoso, tão inteligente que a minha nerd interior
quer morder ele todinho. Jonas é impulsivo, orgulhoso e teimoso demais pra
minha paciência. Aquela mania que ele tem de querer disputar tudo com o Richard
Blaick é irritante, mas às vezes eu me pego impressionada como ele não sossega
até conseguir o que ele quer. –suspirei o imaginando com aquele sorrisinho
sarcástico. - E o safado consegue!
-Você está gostando dele,
também! – Demi bateu palminhas. Oh, Demi, não se anime. Isso não seria motivo
de comemoração. Não, mesmo.
-Não estou gostando dele. Eu
tô confusa e eu não posso ficar assim, Dê.- eu deitei a minha cabeça no colo
dela depois que eu me senti tonta. - Eu sou exclusiva do chefe dele. Você sabe
o que isso significa? Nós vamos nos ver com muito mais frequência, mais do que
eu gostaria. E o que eu preciso agora é saber pôr as coisas no seu devido
lugar. Inventar a Lola já é uma aventura arriscada demais para eu dar conta de
tudo, dirá tentar disfarçar a tensão e o tesão entre nós dois para que o
Richard e nem o John saibam. É muita coisa para uma pessoa só! E Nick não me
ajuda nem um pouco.
-Miles, você é mais forte do
que você pensa.- senti sua mão fazer um cafuné no meu couro cabeludo. Senti um
conforto no seu carinho e nas suas palavras. - Você vai conseguir dar um
jeito... Nem que eu me meta nessa loucura toda junto com você e dê uns chutes
nos sacos de quem foi preciso!
Eu tenho a melhor amiga do
mundo. Alguém que às vezes é tão diferente de mim, mas compreende apesar de
tudo. Consegue abrir a boca pra falar besteiras quando eu preciso deixar de ser
séria demais, mas consegue falar as palavras certas quando eu preciso ouvir.
- Demizinha, eu te amo. Você
é uma pessoa maravilhosa. – eu me sentei de novo e abracei forte a minha amiga.
– Você promete pra mim que se nada der certo na sua vida amorosa, você casa
comigo?
-Eu também te amo, chuchu. –
eu posso jurar que vi uma lágrima escapulir do seu olho. Eu riria se eu também
não estivesse com vontade de chorar de repente. - Eu super casaria com
você! Eu teria a marida mais linda,
inteligente e fodona do mundo! Esses caras são muito burros que ainda não
quiseram nada sério com você.
-Cara, eu sou muito sortuda
em ser tua amiga. –eu disse com a voz embargada.
-Para de querer me fazer
chorar, Miles! – ela secou o seu rosto com a costa da mão. – Estamos bêbadas
pra caralho, sabia? – Eu ri junto com ela.
-É, eu sei. - eu sequei o
canto do olho rapidamente. – Somos muito fodas juntas.
-Somos mesmo. – ela balançou
a cabeça, pensativa. - Logo, logo, estaremos lançando os nossos livros. Lindas,
famosas e ricas. – eu soltei uma risada
junto com ela. – Ficaremos tão bem sucedidas que vamos conseguir pagar tudo o
que pequena Helen precisa.
-Vamos tomar champanhe para
comemorar qualquer coisa aleatória, só por sermos ricas e fodonas. – completei.
- Vamos ficar tão ricas, mas
tão ricas que vamos contratar o Richard ou o Glen para fazer um programa pra
nós duas de vez em quando. – minha
risada aumentou de volume o suficiente para os vizinhos saberem que estamos
muito bêbadas. - Eles seriam bons garotos de programa, né? Requintados e
bonitões.
- Bom, o Richard para mim e
o Glen para você. – eu completei o
raciocínio do nosso universo paralelo. – E onde entra o Nick nessa história?
-Ele vai continuar caidinho
por você o suficiente para fazer tudo que você quiser totalmente de graça, meu
bem. – eu sorri com a sua conclusão. Será que sem todo o esquema da Lola e a
disputa entre “machos alfa”, só eu sendo eu, ele ainda se interessaria? Acho
difícil. Nick é movido por desafios e disputas de poder.
Eu caí no sono ali mesmo,
imaginando a minha vida bem resolvida sem a vadia da Lola e suas aventuras
preocupantes atrapalhando os meus planos e meus sonhos. Saber que uma hora vai
acabar e que tem alguém ali por mim, não importa no que isso dê, me deu um pouco
de paz naquela noite.
Narrado por Nicholas
Olhei para o relógio na
parede da sala de aula, eram quase oito horas da noite. Eu tinha acabado de
explicar a ultima questão do exercício de progressão aritmética e progressão
geométrica para Hayley, uma das ultimas a ir embora.
Hayley sempre estava entre
os mais dedicados e focados para crescer. Ela tem apenas quinze anos e já se
decidiu. Quer ser uma física e trabalhar pra NASA. Ela sonha alto, mas não
posso duvidar que ela vai conseguir. Ela é muito determinada em aprender, mesmo
tendo alguns problemas de aprendizados com algumas matérias e sem quase nenhum
apoio da família. Realidades como a dela não era raro por aqui. Muitos
adolescentes aparecem com problemas de aprendizado e contravenção por problemas
na família e até por questões sociais mesmo.
-Obrigada, Nick! Agora faz
total sentido para mim. – ela sorriu satisfeita. Ela simplesmente não se
aquietou depois de entender cada detalhe do exercício da sua escola. Hayley é
das minhas. Quando eu coloco algo da cabeça, não tem nada e ninguém que tire,
até que eu consiga. – Desculpa te fazer ficar aqui até essa hora. Quase todo
mundo já foi embora, né? Você deve estar com pressa para ir ver o grande jogo! –
ela disse enquanto saímos da sala já vazia.
-Imagina, Hayley. Você
acredita que você acabou de me lembrar sobre o jogo? Eu estava com a cabeça em
outro mundo!
É mesmo! Hoje tem o jogo dos
Lakers contra Chicago Bulls. Eu tinha esquecido completamente. Se estivesse em
dias normais, eu teria até me programado para assistir e quem sabe arranjar uns
ingressos. Mas os últimos dias têm sido loucos para mim. Estou cheio de
trabalho, briguei com o meu melhor amigo, tive crises de ciúmes por uma
prostituta. É... tem sido louco.
-Logo você, se esquecendo de
um jogo épico dos Lakers? Nick, você está doente? – ela a estreitou os olhos
escuros para mim e eu ri. A maioria que me conhece aqui há algum tempo sabe o
quanto eu amo basquete, Lakers, para ser mais específico.
- Da cabeça, talvez. – eu
respondi um pouco sarcástico e ela sorriu e balançou a cabeça enquanto
caminhávamos pelo corredor.
-Você precisa descansar,
cara. – eu não imaginei que fosse ouvir um conselho tão sábio de uma pirralha
de quinze anos.
- É, eu sei. – suspirei.
Estava precisando mesmo de um descanso. Mas sabe-se lá qual outra merda eu
seria capaz de me meter se eu estiver com a mente livre. Da ultima vez, corri desesperadamente
atrás de uma puta e ainda a beijei por sei lá qual motivo. É melhor não pagar
pra ver. –Bom, eu ainda vou passar na sala de diretoria para conversar com a
Jessy ou com a senhora Manson. Cuidado aí, tá bom? Não fica zanzando muito
tarde por essas ruas.
-Pode deixar. – ela sorriu e
acenou. – Tchau, Nick. Se cuida você também... – ela disse saindo pela porta de
saída. – Ah! - ela se virou de volta para mim. – E arranja uma namorada! – ela brincou.
Ela riu da cara fechada que eu fiz pra ela. Acenei de volta um pouco antes dela
voltar a caminhar para a rua.
Às vezes os adolescentes não
tem filtro nenhum para as coisas, além de serem mais observadores do que
esperamos. Eles sabiam o quanto que eu trabalhava e nunca me viam falar sobre
algum relacionamento. Não que eu não tenha tido alguns casos sem compromisso
nesse meio tempo, mas a pessoas acabam notando os detalhes da nossa vida.
Apesar, dos vários casos de uma noite, eu realmente não tive namoradas nos
últimos anos, não tive tempo para perder com relacionamentos qualquer. Eu tinha
metas para alcançar. E mulheres? Bom, mulheres gostam de caras que alcançam
essas metas.
Entrei na sala da
administração e lá estava Jessy, uma das principais administradoras da ONG.
Presumi que ela ou a senhora Manson ainda tivessem aqui, porque eu pude ver a
sala acesa.
-Oi, Nick! – ela sorriu
quando me viu. – Está tudo bem?
-Oi, está sim. - eu sorri
educadamente.- Bom, eu vou ser breve, porque estou de saída. – eu tirei um
envelope do bolso da minha jaqueta. –Eu soube que ONG esteve passando por
problemas financeiros nos últimos meses. Bom, acho que eu tenho uma boa notícia
para você. Eu e meu amigo fizemos uns investimentos e acabou dando certo...
Bem, eu acho que essa quantia pode ajudar vocês por um tempo. – eu estendi o
envelope. – Aí tem um cheque de oitenta mil dólares.
Ela simplesmente continuou
parada, encarando o envelope a sua frente. Ela voltou o seu olhar para mim, sem
acreditar no que acabou de ouvir.
-Vamos, Jessy! Pega! – eu
insisti.
-Nick, é muito dinheiro! Não
vai fazer falta pra você? – ela perguntou ainda hesitante.
- Por incrível que pareça,
não. – eu ri sem acreditar que aquilo estava acontecendo. – Eu ganhei uma
quantia muito boa e ainda vou investir mais. Tenho certeza que não vou me
arrepender disso. Vamos, pega logo. Vocês precisam e merecem pelo esforço que
vocês fazem para manter isso de pé.
Ela pegou o envelope. Jessy
não pode conter o sorriso enorme que se abriu em seus lábios. Ela demorou um
pouco para formular alguma frase. Eu podia ver o alívio e a alegria nos olhos
dela e aquilo de alguma forma me fez bem.
-Eu não tenho nem como
agradecer por lembrar de nós, Nick. – ela finalmente deu um passo a frente e
surpreendentemente me abraçou. – Obrigada!
Jessy sempre foi uma mulher
mais fechada e discreta, ao contrário da senhora Manson que sempre foi mais
expansiva e demonstrava afeto com muito mais facilidade. Aquele abraço já valeu
a noite.
-Jessy, foi por causa de uma
ONG como essa no Texas que eu me apaixonei por estudar. Eu só consegui entrar
numa faculdade em Princeton, porque pessoas como você e Kelly acreditaram em
mim. Eu só quero que isso se mantenha e cresça. – eu disse. E era mais pura
verdade.
Eu sei que estou onde estou e vou chegar onde
eu quero porque eu trabalho muito e vou insistir até que eu chegue ao topo. Mas
sei que foi crucial eu ser impulsionado por pessoas que não queriam nada em
troca num dos momentos mais críticos da minha vida e da minha família.
Trabalhar voluntariamente aqui de vez em quando e doar esse dinheiro é como se
eu estivesse retribuindo isso.
-Você é um garoto de ouro,
Nick.- ela acariciou o meu braço. - Nova York não é grande o suficiente para
você.
-Ah, pode apostar que não. –
eu pisquei para Jessy e ela riu.
-Convencido! – ela disse
ainda sorridente. – Já passou da hora de você estar por aqui. Vai sair, curtir
a cidade com os seus amigos... Não tem jogo dos Lakers contra Bulls hoje?
- É mesmo! Já deve ter
começado. –eu dei de ombros.
-Então vai, Nick! – ela
insistiu. Talvez a minha cara de cansado esteja tão na cara assim que as
pessoas estão quase implorando para eu descansar. – Eu já estou de saída
também. Só estou arrumando algumas coisinhas para amanhã e já vou.
Eu me despedi da Jessy
brevemente e caminhei até a saída do prédio da ONG. Talvez dê ainda tempo para
assistir a maior parte do jogo. Eu sou louco pelos Lakers e ainda bem que me
lembraram sobre esse jogo! Como disse a Hayley, vai ser épico. Como não tinha
cervejas e nem algum tipo de comida pronta descente na minha casa, achei melhor
assistir em algum bar aqui perto. E já pensei logo em um específico que fica
aqui por perto, bem no caminho para minha casa.
Mas logo me veio um
pensamento que me fez chatear novamente. Eu sempre assisto os jogos da NBA com
Glen. Ele também é louco por basquete e Lakers, como eu. Desde a faculdade, se
tornou de lei: assistimos basquete juntos, com muita cerveja, interação mais do
que necessária com o narrador do jogo, com os jogadores e com o juiz. Se tornou
a nossa tradição. É irritante pensar que não estamos nos falando há mais de uma
semana, por causa dela.
Por causa daquela maldita
que eu quero só para mim.
Não nego que a ideia de
imaginá-la transando com Glen ou com qualquer outro homem, tem me tirado o
resto que de sanidade que me falta. Que ainda me dá raiva de pensar que o Glen
quis comê-la só de birra porque eu tinha passado uma noite com ela ou que
aparentemente ele é a figura do sonho de consumo de uma mulher como Lola.
Mas eu sinto falta do meu
amigo. Sou uma pessoa de poucos amigos e eu e ele estávamos sempre juntos, nos
falando. Eu não acredito que consegui bagunçar com a nossa amizade por causa
daquela diaba de pernas torneadas e longas.
Eu entrei no estabelecimento
e vi que todos os olhos estavam vidrados nas telas das tvs. O bar já estava bem
cheio e as pessoas comentavam entusiasmadas sobre o começo do jogo. Me sentei
em um dos poucos bancos vagos e pedi uma caneca de chop para o barman, enquanto
tentava concentrar as minhas atenções na tv, também.
Quer saber? Se a nossa
amizade tiver de ser reatada, quem tem que dar o primeiro passo não sou eu. Ele
foi babaca primeiro. Glen que bancou o moleque mimado que quer tudo para ele.
Eu não vou ligar para ele.
Eu estou ficando maluco por
causa daquela mulher. Até agora eu não entendo o porquê eu queria tanto
beijá-la mais uma vez. E ainda quero. Lembro bem a reação dela quando eu dei o
beijo no carro. Aquele suspiro. Seus olhos azuis me encarando confusos, os
quais eu estava tão acostumado a vê-los como bilhas de gelo, sempre me
encarando friamente. Eles não estavam assim naquela noite. Foi a maior idiotice
que já fiz, mas eu não me arrependo de num segundo daquele beijo. Alguma parte
de mim se agitava em querer surpreendê-la mais uma vez. E vê-la surpresa,
suspirando de novo por minha causa. Eu quero muito.
Mas quem vai estar beijando
aquela boca essa semana será o Blaick. Em breve, o meu chefe vai voltar para os
Estados Unidos e está planejando minuciosamente o seu “momento de diversão” em
sua luxuosa casa de praia em Hamptons. Ela estará lá, no seu habitat natural.
No meio do luxo e com o imbecil do Richard por cima dela.
Esfreguei a mão em meu
rosto, na tentativa de sair do meio dos meus pensamentos e me dei conta que a
caneca já estava pronta a minha frente. Tomei um gole longo do chop. Eu realmente
estou precisando disso. Tentei prestar atenção no resto do jogo, enquanto eu
pude para me livrar dos nomes Glen, Lola e Richard da minha cabeça.
Abri a porta do meu
apartamento e entrei, só desejando um bom banho e a minha cama.
Lakers ganhou. Eu deveria
estar feliz da vida, comemorado e berrando como todos os outros que estavam no
bar. Mesmo com o resultado que eu tanto queria, parecia que tudo isso não tinha
tanta graça assim como a velha tradição. Talvez eu esteja com a cabeça cheia
demais mesmo...
Antes de entrar no banho,
parei para checar algumas mensagens que não tinha lido ao longo do dia no meu
celular.
Algumas mensagens da minha
mãe perguntando se estava tudo bem...
Demi entusiasmada para fazer
alguma coisa e me pedindo para ligar pra ela...
Grace, a secretária,
lembrando que o Richard volta amanhã de tardinha para Nova York. Urg.
Glen.
Glen tinha mandado uma
mensagem. Movido pela curiosidade eu abri rapidamente o chat para ler:
“Lakers ganhou, mas foi o jogo mais merda que
eu já vi. Não tem graça xingar Chicago Bulls sem o meu melhor amigo. Se
desistiu de ser um idiota orgulhoso, me liga.”
Logo depois surgiu mais uma
mensagem
“Sei que está online. Sinto sua
falta, seu cabeça dura. Se quiser se entender e conversar sobre essa merda toda
que está acontecendo, me encontra amanhã.”
Finalmente a Miley admitiu abertamente q está atraída pelo Nick. Estou louca pra ver eles juntos de novo.
ResponderExcluirBjos!!!