Narrado por Miley
- E aí, se divertiu? – Ele sussurra em meu ouvido e apenas
isso é o suficiente para me fazer sobressaltar. É inacreditável a reação do meu
corpo ao simplesmente ouvir o som de sua voz.
Eu iria me meter em problemas se isso continuasse...
- Não te interessa! – Respondo num tom baixo e ríspido e o
Jonas sorri. O estupido maldito sorrisinho de canto que me faz querer beijar aquela
boca de novo.
- Vem, vamos conversar no meu quarto. – Ele me puxa e eu sei
que isso é uma péssima ideia, mas o meu trabalho meio que está dependendo dele
agora, então dizer não, não me pareceu uma boa opção.
Entramos e ele tranca a porta. Eu repito: Isso é uma
péssima, péssima ideia!
- O que você quer Nicholas?
- Cruzo os braços e ele se aproxima. Perto demais. Apenas a um passo de
distancia do meu alcance e bem menos do que isso pra continuar mantendo a minha
sanidade.
Ele estava sem camisa, só de calça moletom. E a cada segundo
nesse quarto eu ficava com mais vontade de tocar cada milímetro do seu abdome
definido e depois morde-lo.
Sentia um tesão da porra por esse cara e eu nem sabia de
onde isso vinha. Era forte, involuntário e quase incontrolável. Quase...
- Você sabe muito bem o que eu quero. – Ele me olha
fixamente e eu recuo. Gosto de seus olhos, do seu jeito de me olhar, é
simplesmente provocativo. Como se pudesse ver mais do que eu queria mostrar. Ótimo!
Agora isso era mais uma coisa que eu descobria que gostava nele e isso tinha
que parar. Eu precisava conseguir desligar o botão que dava start em todas
essas reações irritantes do meu corpo ao Nick Jonas – Eu quero saber o porquê
de você precisar tanto do dinheiro do Richard Blaick.
Sua voz é baixa e firme. Ele estende os dois braços, um de
cada lado meu, me prendendo entre si e a parede do quarto. Permanece com o seu
típico ar de superior e eu o encaro. Ele
parece realmente querer uma resposta, e conhecendo o Jonas, eu não iria sair
daqui sem dar uma a ele, e uma bem convincente. Mas não importa o que eu
invente pra tentar dobrá-lo, eu só não podia simplesmente lhe contar a verdade.
Ele já sabia quem eu era, convivia com as pessoas da minha
vida real e isso por si só já era bagagem demais. Ele sabia mais do que eu
queria que qualquer um soubesse sobre mim e estava ficando cada vez mais complicado
fazer a separação entre Miley e Lola com ele.
E se eu contasse, eu iria me sentir vulnerável, exposta. Não
era como contar algum segredo só meu, isso era algo pessoal demais, sobre mim e
minha família e o Nicholas era a ultima pessoa que eu queria que soubesse o meu
real motivo pra me submeter a uma vida de prostituta de luxo.
Ele não iria entender nunca e eu iria me sentir vulgar. Iria
sentir vergonha do que eu faço pela primeira vez na vida...
Além do mais eu sabia que o Jonas no fundo, bem lá no fundo,
até podia ser um cara “bacana”, como a Demi já disse, mas ele também era um
babaca pretencioso na maior parte do tempo e que menosprezava completamente o
que eu fazia e eu preferia que a gente continuasse assim a ter que contar a
verdade e vê-lo sentindo qualquer coisa parecida com pena...
- Ah, é só isso? – O empurro e nos tiro da situação
embaraçosa que estávamos presos contra a parede – Vai ficar querendo então!
- O que? Qual é Miley, acha que eu contaria o seu segredo a
alguém? – Ele pergunta com certo tom de indignação e eu me viro para encará-lo.
Não Jonas, não é isso...
- Eu não sei. Eu não confio em você. Na verdade, eu não
confio em ninguém! – Digo séria o bastante pra que ele saiba que eu estou mesmo
dando por encerrado o assunto. Nicholas era irritantemente insistente e eu só
queria que ele parasse de ficar se metendo onde não era chamado. Já era ruim o
suficiente depender dele por causa da repentina aparição da filha do Blaick. Eu
é que não iria querer ficar nas mãos do Jonas por qualquer outro motivo.
- Por favor! – E como eu já previa, ele insiste. Olha-me com
aquele par de olhos castanhos como que me pedindo pra confiar nele.
Mas não posso!
- Não adianta me olhar com essa cara, eu não vou contar. –
Suspiro – Quer saber? Eu vou pro meu quarto. – Vou em direção a porta, mas ao
passar pelo Jonas ele me segura.
Sempre achei que eram bobagens essas coisas que a gente lê
em determinados romances sobre arrepios e correntes elétricas ao ser tocada por
um homem. Mas puta merda, isso era sério! Quando Jonas me puxou pra si, eu
senti todas as sensações bobas e ridículas que até antes dele me eram
inimagináveis.
Eu não tinha mais como negar. Estava mesmo caidinha por pelo
babaca do Nicholas e isso era um problema de proporções catastróficas, mas adivinhem
só? Eu estava com as mãos espalmadas em seu peito, com o seu cheiro inebriante
ao meu redor e não estava me importando muito com qualquer outra coisa!
- Eu te deixo ir se você me der a segunda coisa que eu
quero! – Sua voz saiu como um mero sussurro, com a boca a poucos centímetros da
minha boca.
E ele era bom nisso!
Nem tínhamos nos beijado e eu já estava imaginando um monte
de outras coisas pra fazer com ele na sua cama...
Tudo bem, Miley, chega! Foco!
Eu precisava parar de fantasiar sexo com o Jonas e me
concentrar na nossa conversa.
Respirei fundo.
- E o que seria? – Questionei. Eu não sabia ao certo sobre o
que o Jonas estava falando, mas sabia que ele adorava tirar vantagem das
situações então eu deduzi bem rápido – Olha, vou logo avisando que se quiser
dinheiro é melhor ir pedir ao Blaick porque eu...
- Eu não quero seu dinheiro, Miley. – Ele nem me deixou
concluir a frase. Acho que sem querer acabei ferindo o seu ego enorme. – E muito
menos o do Blaick! – Esbravejou, virando
de costas pra mim - Mas vocês dois me enfiaram nessa teia de mentiras –
Virou-se subitamente de novo, me acusando - e agora eu vou ter que bancar o seu
irmão mais velho e mentir pra aquela metidinha da filha dele e acontece que não
estou nenhum pouco a vontade com isso!
- E eu pareço a vontade pra você?! – Indaguei no mesmo tom
que ele – Eu sou garota de programa, Jonas, e não atriz! – Respirei fundo
tentando me concentrar. É claro que não era culpa dele, mas também não era
minha! E pra falar a verdade, nem do Blaick. E nem de ninguém! Era só o bendito
“acaso” colocando as garrinhas de fora de novo! – Nunca passei por nada
parecido com isso antes... E quer saber, já estamos na merda! – Exclamei -
Então, se você tem alguma magnifica solução pra oferecer eu sou toda ouvidos!
Recostei-me na parede e vi o Jonas passar as mãos em seus
cabelos num típico gesto de nervosismo.
- Juro que se fosse só o Blaick eu ia mandar ele ir se
ferrar! Porque, fala sério! Ele bem que merece que a filha descubra o crápula
que ele é! - Disse com desdém. Sempre falava do meu cliente dessa forma, então
nem fiz caso. Mas aí ele chegou mais perto de novo, senti as pontas de seus
dedos roçarem em minha cintura em uma caricia ínfima. – Mas aí tem você! -
Tocou meu rosto de um jeito que eu descreveria como carinhoso e eu não entendi
mais nada - E eu não quero fazer isso com você! – Seus dedos correram meus
cabelos e ele colocou uma mecha atrás da minha orelha – Não sei bem porque, mas
eu estou disposto a entrar nessa só por sua causa, sabe pra te ajudar...
Inacreditável...
Será que ele tinha dito isso mesmo ou eu estava ouvindo
coisas?!
- Isso é sério? – Perguntei incrédula e ele assentiu. Uma
sensação de alivio me invadiu e eu sorri. Poderia até abraça-lo, se não fosse
ser tão estranho. Finalmente alguma coisa estava dando certo só pra variar! –
Nossa, eu nem sei o que te dizer.... Obrigada! Nick, isso significa muito pra
mim! Não posso nem pensar em ter problemas com o Blaick agora e...você vai
literalmente salvar a minha vida!
- Eu sei. – Ele recuou um passo e respirou fundo - Sei o
quanto seu caso com o Blaick é “valioso” pra você. Inclusive, ele mencionou hoje
que te paga muito bem! – Ok! Ele tinha problemas com o que eu fazia e eu sabia
disso. Sempre que entravamos nesse assunto ele fazia questão de deixar claro o
seu desprezo, mas eu também tinha uma parte de culpa disso, pois fiz parecer
pra ele que eu fazia tudo só pelo luxo e pelo dinheiro. Na cabeça dele eu devia
ser alguém desprezível. – E é por isso que sei que dessa vez é você que precisa
de mim! – Ele apontou pra mim e então pra si mesmo e o maldito sorrisinho
sacana voltou pro canto dos seus lábios – Então, já que eu vou ter que mentir
por sua causa, Miley, você vai ficar me devendo essa. – Fez uma pequena pausa e
eu ainda não estava conseguindo acreditar no tamanho da sua cara de pau. Ele é
que era alguém desprezível! – E a julgar pelas proporções dessa situação, e já
que eu vou passar o resto da semana bancando o seu irmão, eu vou considerar que
você vai me dever mais de uma vez.
- Ah, então era isso! – Revirei os olhos – É claro, e eu
aqui achando que você seria capaz de fazer alguma coisa pra ajudar outra pessoa
que não a você mesmo... – Retruquei – E então, o que vai ser? Se não é dinheiro
o que mais pode querer?
- Bem, você sabe... – Ele deslizou um dedo em meu ombro, na
pele exposta pelo meu roupão. Olhou meu corpo com desejo e eu olhei seu rosto
desacreditada. Então respirei fundo e fechei os olhos, apertando-os.
Há alguns minutos atrás eu estava fantasiando ir pra cama com
ele. Estava tão afim que se ele só tivesse me beijado, talvez eu até pudesse
esquecer do resto e finalmente fazer amor com alguém sem ter que receber um
cheque de pagamento depois.
Se ele só tivesse feito isso de outro jeito...
Mas era o imbecil do Jonas e eu acho que estava esperando
demais de um cara como ele. Tudo que ele queria era trocar sua ajuda por sexo e
no fim das contas eu não passava de uma prostituta pra ele.
- Tá bem. Vamos só pular a parte que eu explico de novo por
que não posso fazer isso e você simplesmente me ignora?! – Ele murmurou um “por
favor” e eu revirei os olhos antes de continuar – Já que você não vai nem se
quer considerar a minha indisponibilidade, acho que a gente pode tentar marcar
um programa quando voltarmos pra Nova York, assim que eu tiver uma noite livre.
– Tentei dizer naturalmente, como se estivesse marcando algo com qualquer
cliente – Vou ter que dar um jeito de ficar fora do radar do John lá, você já
me trouxe problemas o suficiente da outra vez e não vou me arriscar de novo! –
Aleguei – E já vou avisando que não vai poder ser no seu apartamento. Mas você
vai pensar em algo, não é? – Bati a sua mão que estava me tocando e tentei me
afastar, mas de novo, o Jonas me segura.
- Ei, espera aí! Não. – Ele diz simplesmente e eu o encaro
sem entender. – Não quero esperar voltarmos pra New York.
- Como assim não quer esperar? – Questionei – Tá querendo
dizer que vai querer um programa aqui, na casa do Blaick?! Você só pode estar
brincando! - Esbravejei
- Programa não, Miley. – Alargou o sorriso – “Programas”.
- O que?! – Eu ouvi mal, só pode!
- É isso aí: programas. – Eu não sabia ao certo a expressão
do meu rosto, mas sabia que o Jonas estava adorando cada segundo daquilo – Um
por cada dia bancando o irmaozão enquanto você se diverte com o papai urso...
Bom, esses são os meus termos, – Deu de ombros, muito tranquilo – claro, se
você ainda quiser a minha ajuda.
- Você acha que isso tudo é uma piada, não é?! - Eu o
encarei – Porra, Jonas, esse é meu trabalho!
Eu queria dizer mais alguma coisa, gritar na verdade. Mas
não conseguiria formular algo a que Jonas fosse dar ouvidos. Quando ele enfiava
alguma coisa nessa cabeça dura, não tirava de jeito nenhum até conseguir...
E isso sem falar que ele era louco! Completamente!
E o pior é que eu nem tinha como recusar a sua ajuda, pois o
Blaick já tinha nos apresentado à sua filha. Eu precisava pensar em alguma
coisa bem rápido, ou teria que ceder aos caprichos do Jonas.
- Eu sei. – Aproximou-se novamente - E é exatamente o que eu
quero que você faça comigo, amor, o seu trabalho. – Ele enlaçou minha cintura
com um dos braços e beijou o meu pescoço. A merda do cheiro daquele homem era
muito, muito excitante. – Já disse que depois faço o que você quiser: -
Sussurrou em meu ouvido e eu não pude evitar fechar os olhos – vou mentir,
fingir, até posso inventar histórias da nossa maravilhosa infância lá no Texas.
- Eu sou de Nashiville. - Discordei
- Bom, você é uma Jonas agora. Por isso acaba de ganhar o
status de texana. – Ele tocou meu queixo, olhando em meus olhos e depois os
meus lábios – Uma texana muito, muito linda. – Sua outra mão deslizou da minha
cintura para a minha bunda e ele me beijou.
Eu estava relutando em corresponde-lo, mas pra ser honesta,
esse beijo era algo que eu também queria, então liguei o “foda-se”.
Não ia mais me recriminar por ficar excitada com o Jonas.
Tudo bem, ele até podia ser um babaca, mas era um babaca delicioso. Sexy exatamente
daquele jeito que podia fazer ou dizer qualquer merda e ainda ser perdoado no
final.
Só o que eu precisava fazer era entender de uma vez por
todas que isso não significava nada pra ele além de uma transa com uma garota
de programa, então também não podia significar nada além disso pra mim.
Eu iria ter que resguardar os meus sentimentos, mas também
não tinha nenhuma regra contra misturar o trabalho com prazer.
Suas mãos foram rápidas em desatar o nó do meu roupão e
deixei que ele deslizasse a peça pelos meus braços, me despindo. Agarrou minha
cintura de novo me acariciando e beijando, deixando rastros no meu pescoço e suas
impressões digitais em minha pele. Seus toques fazendo cada pelo do meu corpo
se eriçar desejando que ele me jogasse em sua cama de uma vez e...
Eu definitivamente não estava querendo ser racional, mas eu
precisava ser!
Se isso aqui era um programa, eu iria ficar no controle e
não o Jonas!
- Nicholas! – Eu o parei – Tudo bem, eu vou aceitar os seus
termos. Mas já que nós fazer isso, eu também tenho os meus! – Eu o olhei e ele
estava numa situação bem pior que a minha, totalmente ofegante e não tirava os
olhos de mim, do meu corpo todo. Ainda assim conseguiu assentir em concordância
e eu prossegui – Primeiro: Você disse
que quer os programas, mas não pode esquecer eu estou aqui pra atender o Blaick
e não você. Então, só posso te ver depois dele. – Pude ver em seu semblante o
desagrado com o que eu disse, mas ainda assim concordou – Segundo: O Blaick não
pode saber de jeito nenhum. Não pode desconfiar, não pode nem se quer sonhar
com isso! Então você não vai fazer nenhuma gracinha, entendido?! – Concordou
mais uma vez – E terceiro: Você será um cliente e nossos encontros serão
programas, então eu vou ter que cobrar. – Eu o encarei
Não concordou imediatamente com essa, exatamente como
imaginai. Ele pareceu ponderar sobre o que eu tinha proposto, mas não haveria
acordos quanto a isso. Se eu não cobrasse iria sentir isso como algo diferente
de só mais um programa com um cliente.
- Certo, estou de acordo. – Ele me olhou de cima abaixo e
então me encarou. Ofereci minha mão para ele apertar e fecharmos nosso trato.
- Então, começamos amanhã. – Eu puxei o cordão do meu roupão
para voltar a amarrá-lo novamente.
- Não senhora. – Ele balançou a cabeça em negação e me
impediu de refazer o nó – Eu trouxe a garota pra cá e fui apresentado a ela como
seu irmão. Até jantei com vocês e não discordei de nada. – Lembrou – Então até
onde eu sei, eu já comecei a te ajudar e você já me deve um programa. – E eu
que pensava que o John era o único tentando tirar vantagem de mim nesse
trabalho... Jonas apoiou suas mãos em minha cintura mais uma vez – E agora que
já acertamos os detalhes, eu posso cobrar o que você me deve.
Ele precisou de apenas dois passos pra me espremer contra a
parede de novo. Ergueu-me e eu prendi minhas pernas ao redor do seu corpo.
Jonas agarrou a minha bunda com as duas mãos e eu passei os braços em volta do
seu pescoço. Seus beijos e caricias incendiando minhas entranhas, mas eu
precisava me manter racional, ou pelo menos tentar.
- Tem alguma coisa que você quer experimentar ? – Perguntei
provocativa, deslizando minhas mãos em seus ombros. Afinal eu era uma
profissional e apesar da situação inusitada, se o Jonas era um cliente e eu
iria querer satisfaze-lo.
Ele me provocava de um jeito que me fazia perder a
compostura. Eu queria ter o mesmo efeito sobre ele, no mínimo. Era o único
jeito de saber que eu não estava perdendo nesse nosso joguinho de sedução.
- Tem uma coisa! – Murmurou rouco com a boca na curva do meu
pescoço e eu gemi de propósito, só para excitá-lo – Nem faz ideia do que fez
comigo, quando te vi descendo a porra daquelas escadas assim que cheguei aqui.
– Ele girou nossos corpos e avançou em direção à sua cama comigo nos braços.
Jogou-me no colchão macio e ficou me olhando daquele jeito intenso e erótico, cheio
de segundas intenções. – Tira a roupa! – Ordenou – Quero te ver ficar nua só
pra mim!
Decidi que iria obedecer resignada ao pedido do Jonas, isso seria
no mínimo interessante. Levantei da cama sensualmente e fiquei de frente com ele,
deixei que ele me tocasse só o suficiente para conduzi-lo para à cama.
Empurrei-o contra o colchão e fiquei diante dele começando a me livrar do
roupão, bem devagar. Eu estava só com um conjunto de negligé por baixo do
roupão, mas ainda assim adiaria tirar cada peca só pra provocá-lo mais, até atingir
o seu limite.
Ele não conseguia tirar os olhos de cada pedaço do meu corpo
e eu estava bem satisfeita ao notar o quanto cada misero movimento meu o fazia ansiar
pelo próximo. Se continuássemos assim, quando eu estivesse completamente nua
ele iria perder a cabeça...
E eu queria que ele perdesse!
Já tinha experimentado o Jonas descontrolado na cama e com
certeza iria querer repetir aquilo de novo.
Eu estava enrolando pra tirar a ultima peça que faltava e
queria torturá-lo um pouquinho mais, só que Nick decidiu mudar os planos.
Avançou em mim com toda a libido que eu estava querendo despertar desde o
inicio. Tudo naquele homem era sexy e provocativo, mas nada se comparava a sua
pegada. Suas mãos pareciam encaixar em cada curva do meu corpo de um jeito tão
certo que eu não saberia como explicar.
- Já chega de me provocar assim... – Suas mãos estavam em
minha cintura, me prendendo contra o seu próprio corpo, fazendo-me sentir o
quanto ele estava excitado - Você vem fazendo isso há tanto tempo que já está
insuportável, Miley.
- Ah, Jonas, mas eu ainda nem comecei a te provocar! – Sorri provocativa e o Jonas me jogou na cama.
(...)
Narrado por Demi
Eu estava jogada no sofá vendo tv e comendo Ruffles com
coca-cola. Meu pavoroso chefe tinha precisado viajar pra Los Angeles e passaria
vários dias fora da editora, então eu meio que tinha uns dias de folga. Não era
folga de verdade, mas pelo menos eu não precisaria trabalhar feito uma
condenada. É claro que num outro dia qualquer isso seria motivo suficiente até
pra queima de fogos, mas é que justo hoje, eu queria ter alguma coisa pra me
distrair e ocupar a minha mente pra não pensar naquele imbecil do Glen.
Por mais que eu quisesse esquece-lo completamente eu ficava
lembrando de vários momentos em que ele foi absolutamente encantador naquela
festa. Ok! Eu sei que o Nick tem toda razão e o cara não presta, mas ele era
tão bom nisso que se não tivesse surgido o assunto sobre a Lola eu teria caído
feito um patinho...
Até pensei em fazer alguma coisa, talvez sair e jantar fora,
mas sem a Miley aqui daria no mesmo sair ou ficar em casa, seria solitário de
qualquer jeito. E se fosse pra ser solitária e desiludida, eu preferia fazer
isso dentro da minha casa, longe dos olhos curiosos de todo mundo.
Ouvi batidas na porta e atravessei a sala para ir abrir,
morrendo de preguiça. Dei de cara com um Mett todo arrumado e com aquele
sorriso maravilhoso que ele tem. Senti-me um pouco envergonhada, pois eu estava
um horror, vestida num conjunto/agasalho de moletom roxo cheio de migalhas de
batatinhas por toda parte. Isso no mundo da moda deveria ser o look do auge do
fundo do poço.
- Oi Mett! – Cumprimentei-o sem nenhuma animação.
- Oi Demi! – Alargou o sorriso – Como você está?
- Bem, obrigada! – Respondi automaticamente – A Miles ainda
não chegou.
- Eu sei! – Pareceu um pouco sem graça também – Mas é que eu
vim aqui buscar você.
- Me buscar? – Questionei.
- É, pra festa de aniversário da Kim. – Explicou e eu
lembrei... Droga! Com essa minha deprê eu acabei esquecendo – Combinamos de ir
juntos quando ela nos convidou. Eu sei que a Miley não vai mais, mas achei que
você ainda fosse querer ir e por isso eu vim.
- Poxa, é que eu tinha esquecido completamente... – Contei.
- Não, tudo bem... – Ele abanou a mão tentando dizer que não
fazia mal eu furar com ele - Eu até tentei confirmar ontem, mas você estava com
pressa e bateu a porta então eu não sabia se você ainda iria, mas achei melhor
passar aqui de qualquer jeito, sabe, pra se caso você fosse, não ter que ir
sozinha, já que a Miley não está. – Explicou e eu achei o seu gesto tão bacana.
– Mas não tem problema!
Ele sorriu mais uma vez, me desejou boa noite novamente e
virou-se em direção ao elevador.
Mett tinha uma natureza muito gentil. Era sempre prestativo
e amável com todo mundo. Quando me mudei pra cá, foi ele que me apresentou aos
outros vizinhos e me ajudou a conhecer o bairro e as coisas por aqui.
Quando a Miley veio morar comigo, ele se aproximou bastante
da gente, por causa dela. Todos sabíamos que ele era interessado nela, mas ele
nunca disse nada abertamente então nos fazíamos de desentendidos.
- Mett! – Chamei e ele virou-se pra me olhar - Bom, eu ainda
posso ir se você me der uns dez minutinhos!
Ele fez a volta e veio em minha direção.
(...)
Chegamos a festa da Kim, viemos no carro do Matt. Ele tinha
uns cds bem legais, de bandas antigas que eu amava quando era adolescente, tipo
Backstreet Boys e viemos o caminho todo cantarolando as músicas junto com o cd e
comentando o quanto os respectivos clipes seriam considerados ridículos hoje em
dia.
Assim que entramos demos de cara com uma faixa escrito em
letras garrafais: “I hate Chad”.
A temática da festa era sobre o cretino que era chefe da
editora onde a Kim e eu trabalhávamos. Tinha de tudo, bolo com a cara do Chad
toda zoada, a brincadeira espete o rabo no Chad, e até uma pinhata em tamanho
quase real dele.
Fomos dar uma olhada melhor ao redor e eu só conseguia
pensar em porque ninguém tinha tido essa ideia antes?! Até tirei umas fotos pra
mandar pra Miley depois, ela não iria acreditar e ficaria possessa por não ter
vindo!
- Não me leva a mal não, mas eu nunca vou entender porque
vocês todos odeiam tanto esse cara! – Mett falou pegando uma das mascaras com a
cara do Chad.
- Ah, mas se você trabalhasse lá na editora então você
entenderia porque essa daqui vai ser a melhor festa do ano! Tipo a premiação do
Oscar ou qualquer coisa assim! – Aleguei colocando a mascara em mim - “Oi, eu sou o Chad e eu sou o rei dos filhos
da puta!” – Brinquei imitando uma voz mais grave, tipo de homem.
O Mett riu e eu pensei que tinha sido uma sorte ele passar
lá em casa e eu não perder essa festa, porque agora sim eu iria me divertir!
- E o Oscar de melhor imitação da personalidade do Chad vai
para: Demi Lovato! Aplausos por favor! – Kim havia chegado até nós e eu nem
tinha percebido. Ela entrou na minha brincadeira. Nós nos abraçamos e depois
ela cumprimentou o Mett também – E aí gente, gostando da festa?
- Claro! Isso aqui pra mim é praticamente o paraíso! -
Exagerei
- Eu sei! E pode deixar que na hora da pinhata eu vou te
deixar fazer as honras! – Kim piscou pra mim. O Mett muito gentilmente se
ofereceu pra ir pegar bebidas pra nós duas e quando ele saiu fiquei o
acompanhando com o olhar, mas não me julguei porque ele estava uma delicia
especialmente hoje nessa roupa. – Hum, então você e o Mateo vieram juntos, foi?!
– Kim foi bastante sugestiva.
- O que? Não, não. – Fiquei um pouco sem jeito - Quer dizer,
a gente veio juntos sim, mas só como amigos.
- Ah, fala sério! -
Ela revirou os olhos – Não dar pra ser uma mulher heterossexual e aceitar ser
só amiga de um cara lindo desses, Demi! – Olhou-me de esguelha – Além do mais
vocês dois estão solteiros, porque não parte pra cima?
Só porque o cara lindo está afim da minha melhor amiga!
- É que eu e o Mett já somos amigos há muito tempo, acho que
não tem mais como sairmos da friendzone. – Dei de ombros
- Tudo bem, mas isso é um completo desperdício. – Ela deu
uma boa olhada no Mett. Lembrei que eu disse a mesma coisa sobre ele pra Miley
– Tenho certeza que deve ter um monte de mulher doida pra sair da friendzone
com ele... Mas ok, né?!
Em um outro momento talvez eu até fosse considerar uma
possibilidade remota de ficar com o Mett, mas depois da minha pequena
experiência com o Glen acho que a melhor coisa que eu posso fazer por mim mesma
agora é dar um tempo dos caras que estão sob os encantos da Miley.
(...)
Narrado por Nicholas
Ela se quer tinha ido embora e eu já estava louco para o nosso
próximo programa.
É claro que eu já feito sexo antes. Com um bom número de
mulheres atraentes, sexys e lindas e sempre era bom, mas com ela...
Com ela era simplesmente fenomenal!
Ela tinha elevado o padrão das minhas experiências sexuais a
um nível que provavelmente era inatingível por qualquer outra pessoa. Mas
embora o sexo com ela fosse inacreditavelmente gostoso, eu não sabia bem porque
eu gostava mais do depois.
Ela tinha uma pele macia e cheirosa que era deliciosa de
tocar e um cafuné tão bom, mas tão bom que não dava vontade de deixa-la ir
embora nunca.
- Eu preciso voltar pro meu quarto. – Ela disse baixo,
alisando o meu cabelo.
- Mas já? – Questionei no mesmo tom – Fica! – Pedi – Só mais
um pouco.
- Já está bem tarde... – Alegou e o carinho parou.
Eu tinha tido uma boa injeção de felicidade há pouco, mas
agora ela iria embora e parecia que toda a repentina alegria estava sendo
roubada de mim.
Ela iria levantar da cama, mas antes eu a puxei de volta
para ficar abraçada comigo mais um minuto, ou cinco. O seu cafuné mais uma vez
em meus cabelos e eu soube que queria aquele dengo todo pro resto da vida.
- Sabe, eu estava pensando numa coisa... – Puxei um assunto.
Não era nada urgente, eu só queria que ela ficasse mais. – O Blaick disse que
tinha contratado você como assistente, então talvez fosse ser uma boa ideia você
me ajudar em alguns pequenos trabalhos da empresa. Nada demais, só fingir
organizar alguns arquivos, ou digitar documentos, essas coisas. – Eu estava com
os dedos emaranhados em seu cabelo agora loiro. Eu gostava do seu cabelo
castanho, mas ela tinha ficado ainda mais linda loira.
- Acho que é uma boa ideia. – Concordou – E com a filha dele
aqui é melhor eu manter uma distancia segura do Blaick, pelo menos durante o
dia. Não posso marcar bobeira, pois aquela menina não pode desconfiar que eu
tenho um caso com o pai dela de jeito nenhum!
- Não vamos deixar isso acontecer. – Assegurei e a Miley me
olhou de um jeito diferente. Beijou minha bochecha e levantou-se rapidamente.
Vestiu-se depressa demais e eu sentei na cama, não sabia bem
se tinha sido uma boa ideia essa que eu tive.
Eu já estava apaixonado por ela e fazer amor com ela assim, não
iria ajudar em nada a minha situação.
Ela virou-se amarrando o roupão e se reclinou na cama me
dando um ultimo beijo.
E eu não queria que fosse o ultimo.
Mas se ela também estivesse apaixonada por mim, eu poderia
conseguir faze-la confessar...
- Boa noite, Jonas! – Despediu-se.
- Boa noite. – Murmurei ainda contra a sua boca e suas mãos abandonaram
o meu maxilar.
Ela abriu a porta e saiu sem olhar pra trás. Eu me joguei na
cama com um sorriso involuntário no rosto e uma preocupação enevoando a minha
mente.
Mas eu precisava saber qualquer que fosse a verdade.
Se ela estava apaixonada ou não.
(...)
Descemos para o café quase que todos ao mesmo tempo. Miley
sentou-se ao meu lado e a senhorita Camilla Blaick do outro lado da mesa, na
cadeira a direita de seu pai.
A garota era uma tagarela, fez um monte de perguntas sobre a
mim e minha fictícia irmã. Eu concordei com qualquer resposta que a Miley desse
e quando ela perguntava a mim, Miley fazia o mesmo.
Depois ela desviou um pouco a curiosidade de nós dois e a
dirigiu ao pai, que também inventou mais um monte de mentiras e nos convidou a
corroborar com elas, e foi exatamente o que fizemos.
(...)
- Senhorita Jonas, - Blaick chamou e Miley o olhou atenta,
ela parecia prestar ainda mais atenção às coisas agora, já que sempre seria
chamada pelo meu sobrenome – preciso que me auxilie em algumas coisas no meu
escritório mais tarde.
- Sim, senhor. – Ela assentiu obediente. “Sim, senhor” Provavelmente
as duas palavras que o miserável do Blaick mais tinha ouvido na vida. As duas
sempre juntas, dando a ele a única resposta aceitável à sua posição: obediência,
ou melhor, submissão.
Detestava ver ele e a Miley interagindo. Ela era sempre tão
servil e disposta, como nunca era comigo. Detestaria vê-la agindo do mesmo
jeito com qualquer outro, mas o caso com Blaick era ainda pior. Eu ainda tinha
gravada na memoria a lembrança da primeira vez que os flagrei transando no
escritório em New York.
Aquilo seria bem difícil de esquecer...
Eu estava completamente apaixonado por ela, mas era com ele
que ela estava. Apesar disso, também estava comigo e se eu tinha alguma chance
com essa mulher eu não iria perder para o Blaick, não dessa vez.
Não ela...
- Mas antes disso, o senhor Jonas e eu precisamos acertar os
últimos detalhes sobre a venda das ações da filial de New York aos japoneses. – Blaick terminou seu café,
limpou-se e largou o guardanapo sobre a mesa – Me acompanha, senhor Jonas?
Eu somente assenti pra não precisar repetir as mesmas duas
malditas palavras da Miley.
Chegamos ao seu escritório. Ele entrou e acomodou-se.
Indicou-me a cadeira a sua frente.
- Jonas, eu vi sua performance no café da manhã e notei que
o senhor se emprenhou em ajudar a senhorita Thompson e reforçou o que eu disse
sobre vocês para minha filha. – Elogiou-me e eu não senti que aquilo valesse de
qualquer coisa, uma vez que eu não estava fazendo nada disso por ele - Sei que
o que pedi que faça aqui não é algo que está relacionado as suas funções na
empresa e por isso, e também pra deixar claro o quanto a sua discrição nesse
assunto é importante, eu estou disposto a lhe dar isto – Estendeu-me um cheque
que eu fiz questão de não pegar.
- Desculpe-me senhor, mas não posso aceitar isso e
sinceramente não sei porque o senhor ofereceu. – Encarei-o duramente e Blaick
enrugou a testa em desentendimento – O senhor está numa situação delicada, mas
que não me diz respeito. Eu sou seu assistente e estou aqui seguindo as suas
ordens. Pediu que eu mentisse sobre a senhorita Thompson, obviamente não estou à
vontade com essa situação, mas devo lembra-lo que sei muito bem sobre o seu
envolvimento com ela há bastante tempo e nunca disse uma palavra.
- E esse é exatamente o ponto, Jonas. – Ele acomodou melhor
as costas em sua poltrona, ainda encarando-me – Não gosto de dever favores a
ninguém e muito menos que algum de meus subordinados tenha algo que possa usar
contra mim no futuro. – Fez uma pequena pausa, acho que tentando me intimidar –
Por tanto, diga o preço do seu silencio. Eu pago o que for.
Blaick estava acostumado a sempre ter tudo sob controle. A
todos obedecerem às suas ordens, pois era assim que sempre tinha sido e era
assim que ele achava que sempre iria ser. Como se todos estivéssemos presos há
uma eterna segunda-feira na empresa: Onde o presidente da Blaick inc. dá as
ordens e os cães adestrados que ele chama de funcionários obedecem sem
questionar.
Não dessa vez...
- Desculpe, mas não tem um preço! – Avisei – E como seu
assistente, fico particularmente ofendido pelo o senhor achar que eu me usaria
de qualquer dos assuntos confidenciais que sei a seu respeito para tentar obter
qualquer vantagem.
- Não seja tão despretensioso, Jonas! – Ele se aproximou
mais da mesa, pra me encarar melhor – Todo mundo tem um preço e com certeza
você não é uma exceção. – Ele estava me analisando, mas também parecia ponderar
sobre algum ponto – Eu sei o que quer – Sorriu se achando o dono da verdade –
Quer a promoção a C.E.O da empresa em New York, sei que está esperando por
isso. – Ele alargou o sorriso – Se é o que quer, posso arranjar isso!
Eu até poderia me aproveitar dessa situação e aceitar sua
oferta, pois realmente era o que eu queria desde que comecei a trabalhar pro
Blaick, mas aí seria fácil demais e eu não fazia esse tipo de negócio. Sem falsa
modéstia, eu era inteligente e competente, até o Blaick sabia disso. Eu merecia
a posição, mas o homem era tão filho da puta que queria desvaler todo o meu
trabalho e me diminuir a tal ponto que estava me oferecendo exatamente aquilo
que eu já deveria ter alcançado com o meu próprio esforço. Pelo meu próprio
mérito.
E eu não ia deixa-lo pisar em mim desse jeito.
- Eu dispenso! – Disse firme e vi o semblante de Blaick
perder a sua típica calma – Eu vou ser o C.E.O de New York, senhor Blaick, mas
não por causa dessa palhaçada. – Levantei-me e apoiei minhas mãos em sua mesa,
para chegar mais perto e encará-lo. Queria que ele ouvisse bem o que eu tinha
pra dizer – Eu fechei o negócio com os japoneses, eles confiam em mim e verão a
competência com que eu faço o meu trabalho. Tenho certeza que receberei
indicação unanime para gerenciar a Blaick inc em New York.
Ele gargalhou, mas pela primeira vez eu não me revoltei.
Sabia que eu estava certo.
- Indicação unanime? – Indagou – Acha mesmo que eu o
indicaria pra essa posição? – Desafiou-me
- Você e todos os outros sócios, é isso que quer dizer
“unanime” – Dei as costas para o Blaick e caminhei até a porta.
Mas antes que eu saísse vitorioso dali...
- E senhor Jonas, diga a Lola para vir me ver!
(...)
Será que até o final dessa vigem o Nick e a Miley vão conseguir expor os seus reais sentimentos um para o outro? Espero que sim! Estou doida para ver como irá ficar a situação desses dois quando isso acontecer.
ResponderExcluirESTAR FICANDO MUITO BOA. Não consigo parar de ler... É VICIANTE!!!
Postem logo os próximos capitulo.
Beijos, meninas!
Oi Amanda!!
ExcluirOlha, com certeza vai rolar muito coisa entre os dois nessa viagem! E que bom que você está gostando <3 Estamos amando escrever essa história também!!
Muito obrigada pelos seus comentários! Eu vou postar o capítulo novo agorinha mesmo!
Espero que goste!
Beijos
Q perfeito 😍. Amei esse capítulo. Mal posso esperar para mais encontros da Miley e o Nick. Gostei da atitude do Nick ao recusar o suborno do Blaick.
ResponderExcluirBjos!!!!
Ah, que bom que você está amando <3 Os encontros dos dois são as melhores partes, né? Eu também gostei, o Nick é um idiota teimoso, mas é com princípios hahaha Agora eu acho que ele vai peitar mais o Blaick.
ExcluirObrigada pelo seu comentário, Jeel!!
Beijos