Nick Narrando
Terminei
de tomar o meu café assim que saí do elevador e adentrei o último andar.
Ajeitei e fechei um único botão do meu terno com a mão livre. Foi uma ideia
estúpida. Apesar dele ter merecido, foi uma ideia estúpida estragar a foda do
babaca do meu chefe. Agitado, talvez de nervoso, talvez pela cafeína,
provavelmente os dois, joguei o copo descartável no lixo mais próximo e
continuei dando passos rápidos em direção ao mesmo escritório da inusitada cena
de ontem. Blaick me enviou uma mensagem hoje de logo cedo para que eu, assim
que chegasse, fosse o encontrar em seu escritório. Lá vem!
Bati
na sua porta e ouvi sua voz nem um pouco alegre responder para que eu
entrasse. Abri a porta e me deparei com a sua figura em pé usando como suporte
do seu corpo a beirada da mesa, enquanto desligava o seu telefone. Seus olhos
analíticos me encararam dilacerando-me, deixando claro, em um breve silêncio,
que eu estava prestes a ser morto e guiado pela mão até os quintos dos
infernos. Pelo jeito, deu para perceber que não aconteceu mais nada depois da
minha inesperada e não bem-vinda visita ontem a noite. Ha! Bem feito!
-Jonas,
sobre ontem a noite… -ele começou, mas achei melhor interrompê-lo para deixar
as coisas mais esclarecidas e menos feias pro meu lado.
-
Não foi a minha intenção invadir a sua privacidade e da a sua… namorada. - eu
me vesti com a expressão mais compreensiva e arrependida que eu poderia fingir.
- Eu apenas vim para buscar o meu casaco que tinha a minha chave de casa. Eu nem
fazia ideia que ainda havia alguém nesse andar. Peço desculpas se eu causei
algum constrangimento ao senhor e à moça. Pode ficar tranquilo, porque se
depender de mim, isso nunca aconteceu! Eu não contei e não vou contar a
ninguém.
-E quando que te dei permissão
para entrar e sair do meu escritório sem o meu consentimento? – ele ignorou
todo o discurso dito por mim antes. Ah, fala sério!
-Desculpe, tem razão. Deveria
ter avisado ao senhor com antecedência. – Não, não deveria. Blaick nunca se
importou comigo entrando e saindo do seu escritório, mesmo quando ele não
estivesse lá. Mas pelo visto, ele tem que jogar a culpa da sua noite mal
resolvida para cima de mim.
-Foi de extrema falta de
respeito você sabendo da situação ter insistido em entrar aqui! Que atitude
mais imbecil! Você não viu como Lola ficou sem graça?! - sua voz aumentou de volume e provavelmente
a sua secretária lá fora já deveria estar ciente do grande esporro que estava
levando aqui dentro.
Lola?
Esse era o nome dela? Lola… é um nome que combina muito bem com a mulher que eu
vi ontem. Sensual, ousada… As breves lembranças de Lola conseguiram me
assombrar o suficiente para me dificultar o sono. Um sonho de consumo de
qualquer homem.
-Mil desculpas, senhor Blaick.
Nunca foi a minha intenção ser a causa de algum constrangimento. – foi sim. –
Foi inapropriada a minha atitude. Não se repetirá.
-Desculpas
aceitas. - seu tom de voz ainda era seco. -Mas terá que pedir desculpas à Lola,
também. Ela ficou muito envergonhada. - ele cruzou os braços a frente do peito
em posição de dominação.
-Claro,
assim que tiver a oportunidade de encontrá-la, com certeza irei me desculpar
pelo acontecido. Certamente ela deve ser uma mulher de respeito e não merece
passar pela vergonha que passou. - Óbvio que eu tinha que amaciar a situação
defendendo a amante do chefe.
Sim,
amante. Todos da empresa e da high society que conhecem Richard Blaick sabem
que o homem é casado. A pobre da esposa mora em Londres com a sua filha, que é
uns três anos mais nova que eu. Já as vi pessoalmente em duas festas da empresa
aqui em Nova York. São mulheres bonitas e com uma sofisticação à altura de
Richard. Tenho pena da senhora Blaick. Provavelmente ela tem que conviver e
fingir que seu marido nunca deu uma pulada de cerca, quando na verdade não me é
surpresa nenhuma ele aparecer se divertindo com outra mulher por aí. Não que
ele não seja discreto sobre isso. Na verdade ele sempre foi discreto. Ninguém da
empresa tinha conhecimento das suas tradições. Mas todos já desconfiavam. Fala
sério! Um cara egocêntrico como ele, que o tempo todo está há um oceano de
distância da sua mulher, quase nunca a traz consigo para Nova York… Não me
surpreende saber que tinha outra mulher na parada.
-Irá
encontrá-la este fim de semana. - fim de semana? Como assim? Não me diga que
esse infeliz está inventando trabalho para o fim de semana! - Em Las Vegas.
O
que?
-Las
Vegas? Como assim Las Vegas?
-Irei
para Las Vegas este fim de semana para um encontro informal com amigos. Quero
que me acompanhe. - Esse cara só pode estar brincando comigo.
-Desculpe
a pergunta, mas qual seria o objetivo que acompanhar o senhor num encontro
informal? Ainda por cima em Las Vegas? - eu tinha que perguntar. Isso não está
fazendo sentido nenhum!
-Um
homem de sucesso sempre está preparado para lidar com negócios. Todos os meus
amigos são donos e sócios de grandes empresas. Você, como um grande interessado
na área, deveria estar a par disso. Aliás, como quer ser grande se não se
juntar aos grandes? - ele disse num tom de voz indiferente, enquanto buscava o
seu charuto para acender.
Eu
o odeio, mas tinha razão. Se eu quiser ser como eles, devo andar com eles.
Aliás, não só conseguiria aprender alguma coisa interessante, mas conquistaria
sua simpatia. Com contatos importantes eu poderia ir longe.
Ok, até que ir pra Las Vegas com o mala do
chefe não seria uma ideia tão ruim assim...
Miley Narrando
Tomei um gole do suco de laranja
antes de quase engasgar com um riso. Demi me mantinha atualizada com as
histórias hilárias de novos estagiários na editora, enquanto almoçávamos no
intervalo do trabalho. Tirando o pequeno detalhe que é o meu trabalho noturno,
eu vivo uma vida completamente comum. Formada em Letras, durante o dia trabalho
com tradução de livros para a mesma editora na qual minha melhor amiga trabalha.
É bom ter uma companhia tão agradável no dia-a-dia, apesar do ritmo louco que
nos impõe.
É claro que eu não vivo esse
contraste insano de dois mundos tão diferentes à toa. Trabalho na editora por
um grande sonho. Trabalho para o John por um importante objetivo. Eu quero, eu
sonho e eu vou um dia publicar os meus livros. Assim como Demi, quero ser uma
grande escritora.
E onde a prostituição entra nisso?
Bom, foi uma oportunidade que
surgiu inusitada exatamente num momento de necessidade. Minha sobrinha nasceu
com uma doença genética grave, Amiotrofia Muscular Espinhal. O tratamento para que
ela tenha o mínimo de boa qualidade de vida é exorbitante de caro. Eu tenho
mantido financeiramente o seu tratamento durante esses seus cinco anos de vida,
enviando doações anônimas para a conta da minha irmã mais velha, Brandi. Helen
é uma criança muito especial e amada. Eu sei que a cada noite, cada cliente, a
cada constrangimento que eu tenha passado durante esse tempo me prostituindo
valeu a pena.
E verdade seja dita, tem vezes que
não é nem um pouco ruim.
-Hey, está no mundo da lua, é? –
Demi me chamou atenção e eu me peguei brincando com o canudo com o pensamento
longe por alguns segundos.
-Só estou cansada. – dei de
ombros. – Nada demais. Falando em cansaço, eu preciso de um favorzão seu, Dê...
– fiz uma carinha de pidona e a sua feição já mudou para uma desconfiança que
eu já estava acostumada a ver com bastante freqüência.
-O que foi dessa vez, Miles?
-Eu preciso que você me ajude a
cobrir parte da tradução do “Greater” no fim de semana pra mim. Eu vou tentar
adiantar o que posso, mas não sei se vou conseguir dar conta até o fim de
semana...
-Vai ficar o fim de semana
inteiro com clientes? – ela perguntou surpresa, ela sabe que geralmente os meus
programas só duram uma noite, passar o mais de um dia fora de casa por causa de
cliente precisar ser um baita evento.
-Richard me “convidou” – eu fiz
um sinal de dinheiro com os dedos – para acompanhá-lo em Las Vegas durante esse
fim de semana. Pelo visto ele vai à uma reunião de amigos e quer minha
companhia.
-Uau, esse cara gamou em você
mesmo, hein! Será que ele quer te apresentar como namorada para os amigos dele?
-Não faço ideia! Todos devem
saber que ele é casado. Provavelmente ele só quer se exibir com uma mulher
bonita e jovem. – eu revirei os olhos. – Você sabe, aquele lenga-lenga de macho
que gosta de se afirmar comedor. O que importa é que o John está enlouquecido
com o valor que Richard ofereceu em troca desses dias com ele. Sinceramente?
Nem eu sei exatamente quanto que foi, só sei que é irrecusável. – Eu sempre conversei abertamente sobre os
meus programas com a Demi. Desde a primeira vez que eu entrei no ramo. Demi é
minha melhor amiga e confidente, ela sabe melhor do que ninguém guardar um
segredo meu. Desde sempre ela foi minha cúmplice em situações como essa. Eu sou eternamente grata por várias encrencas
na editora que a Dê conseguiu me livrar, por conta dos meus programas.
-John precisa ficar de olho em
uma nova fonte de dinheiro para você. – ela comentou casualmente entre
garfadas.
-Por quê?
-Sua perereca de mel vai levar
esse Richard à falência! Logo, logo, vai precisar de outro ricaço. – ela
comentou dando mais uma garfada na sua comida e não consegui conter minha
risada.
-Até lá eu consigo me casar com
um milionário gato. – eu lhe lancei uma piscadela cúmplice e ela abriu um
daqueles sorrisos maliciosos.
-Você está falando daquele
gostoso do Glen, não é?
-Estou falando de qualquer um. –
eu ri, tentando desconversar. Quem eu queria enganar? Demetria me conhecia
muito bem. Ela sabe do quanto eu estive
de olho nesse homem há um bom tempo. E que homem...
Glen foi um cliente que eu tive o
imenso prazer de atender algumas vezes. Ao contrário da maioria dos caras que
eu atendo, ele é um homem jovem, aproximadamente da minha idade. Herdeiro de
uma empresa multinacional edificada por gerações de uma família
tradicionalmente riquíssima e bem sucedida. Gostoso, ótimo de cama, além de ser
um cliente muito simpático e conquistador. Apesar da fama de playboy, agora ele
tem trabalhado para valer na empresa de sua família e pelo o que eu já conheci
dele, parece ser boa gente.
-Não se faça de sonsa! Nós duas
sabemos que você quer voltar a dar uns pegas nesse loiro maravilhoso de novo.
-Por ele eu faria de graça fácil,
fácil... – eu admiti e ela sorriu, certamente concordando comigo.
-E quem não faria?
-Mas acredito que ele é tipo de
cara apenas para Lola e não para a Miley... Se é que me entende. – comentei com
um tom meio desanimado. - Mas é a real. Ele é um cara irreverente, livre, rico.
A Lola é livre e sem escrúpulos, como ele, sofisticada, criada para o luxo. A Miley
é real demais para caras como ele.
-Miley, acorda! – ela estalou
seus dedos na frente do meu rosto. - Eu sei que é meio obvio, mas você é a
Lola! Você é ela e um pouco mais.
Minha atenção direcionada à minha
amiga foi desviada para o homem que caminhava em direção à nossa mesa. Demi
percebeu que eu olhei para outro lugar e olhou para a mesma direção um pouco
antes de rolar os olhos e bufar. John caminhava com um sorriso de boas notícias
no rosto e se sentou ao meu lado. Seu nível de intimidade já era grande o suficiente
para deixar a educação para cumprimentar de lado. Não fiquei surpresa pelo fato
dele nos encontrar aqui sem mesmo o ter avisado. John já convive o suficiente
comigo para saber do mínimo dos meus hábitos rotineiros. Ele está bem vestido, como sempre, mas num
visual mais casual, dando um ar menos formal e mais jovem. Sinceramente, acho que combina muito mais com
a sua aparência.
-Se pede permissão para sentar à
mesa dos outros assim, sabia? – Demi disse, sem nem mesmo disfarçar a sua
infelicidade em encontrar pessoalmente com o John. Ela o odeia. Não tem motivos
muito importantes para isso, mas ela simplesmente não vai com a cara dele.
-Ah, vamos dispensar formalidades
à essa altura, né minha linda?
-Sua linda não, que eu não te dou
confiança para isso.
-Ah, gente. Hoje não... –eu pedi
já cansada das mesmas trocas de farpas.
-Não sou eu que tenho antipatia
com Demetria. Ela sabe que se qualquer dia ela se tocar que vale a pena
trabalhar comigo e largar esse emprego entediante, será recebida de braços
abertos. Mas pelo visto, ela me vê como um monstro de sete cabeças só porque eu
sou cafetão.
-Trabalhar pra você? Um tiro
seria mais agradável. – ela jogou as palavras, o olhando de cima a baixo. –
Nada pessoal, amorzinho. – ela jogou um beijinho pra mim e eu sorri, me
divertindo com a sua preocupação com uma possível ofensa.
-Ok... – ele tentou ignorar a
resposta mal educada de Demi e voltou o olhar para mim. – Vamos ao que
interessa. – tomou um breve gole do meu suco e então continuou a falar. – O que foi aquela cena ontem, Miley? – ele perguntou
num tom de incredulidade. Merda!
Provavelmente Richard ligou para ele para reclamar de ontem.
-O que aconteceu ontem? – Demi
perguntou perdida.
-Eu tive a ideia de fazer uma
surpresa para o Richard em seu escritório... Estava tudo ótimo, num sexo oral pra
lá de bom em cima da sua mesa, quando o imbecil do assistente dele apareceu e
estragou tudo! Acabou o clima total. Na
hora eu fiquei tão sem graça que eu quis ir embora e continuarmos qualquer
coisa em outro lugar. Acabou que no final das contas, Richard ficou tão puto
com o enxerido do assistente, que depois que o cara foi embora não deu em mais
nada, se é que me entende.
-O cara brochou. – John foi mais
sucinto e Demi tentou segurar o riso.
-Ah, Miles, mas o moço não deve
ter feito por querer. – Demi tentou entender o lado do cara.
-Ele poderia muito bem disfarçar
e fingir que não viu nada. Você acredita que ele entrou no escritório, viu a cena, deu uma
paradinha para me analisar todinha e ainda fez questão de falar alto pro chefe
ouvir que estava ali? Só pra pegar a porra do casaco dele! Graças à porra
daquele casaco, não deu em nada e eu tive que pedir para ficar pela conta da
casa, né?
-Eu não acreditei quando ele me
disse que você não quis cobrar nada a ele! Eu só perdoo porque é cliente fiel. –
John me deu uma bronca. – Mas você também, enlouqueceu!
-A gente sabe que depois nós
vamos ser recompensados por isso. – eu expliquei. John sabe muito bem que o meu
lema é sempre visar a satisfação do cliente. Se não teve satisfação eu não
poderia ter a cara de pau em cobrar, ainda mais ao Blaick. -Em partes a culpa
também foi minha em querer transar no escritório dele e nem ter pensado em
trancar a porta. Aquele imbecil conseguiu desperdiçar a minha noite!
Eu não o tinha visto aquele
assistente antes. Na verdade, foi a primeira vez que visitei aquela filial em
Nova York. Mas num telefonema para Richard, joguei a ideia de visitá-lo por lá
a noite, para variar um pouco de lugar. Richard prontamente concordou com a
ideia, dizendo que logo, logo, só ele estaria no seu andar me aguardando. Às vezes sugerir ideias inusitadas para
clientes, especialmente os mais freqüentes como o Blaick, inova ainda mais o
meu serviço. Dar a sensação de aventura e fantasia realizada sugerindo sexo em
lugares fora de quarto de hotel pode ser o suficiente para prender cada vez
mais a atenção do cliente. Mas dessa vez foi um péssima ideia! Deu tudo errado.
Eu lembro muito bem do olhar nada
discreto que aquele assistente jogou sobre mim, a surpresa e o puro desejo
estampado em seus olhos castanhos. Nada que me surpreenda. Sou garota de
programa, já estou acostumada a ser admirada daquela maneira. Mas o que me
chamou atenção foi a sua tentativa de esconder um sorrisinho vitorioso ao sair
da sala. Richard não notou, mas eu notei. Alguma coisa me diz que ele estragou
aquele clima todo com um imenso prazer. Ele deve detestar o chefe.
-Bom, deixando a notícia ruim de
lado. Eu também trouxe uma ótima! – John disse abrindo o seu sorriso charmoso.
-Droga, eu tenho que ir logo.
Está quase na hora. – Demi disse verificando o seu relógio de pulso. – Não
demora, Miles. Vou adiantando umas coisas lá no trabalho. Beijos. – ela se
levantou e foi pagar a conta.
-Estou indo daqui a pouco. –
mandei um beijo no ar para ela, antes dela caminhar para longe. Minha atenção
se voltou para a curiosidade que foi atiçada pelo John. – Que noticia ótima é
essa que você trouxe?
-Richard me ofereceu uma
proposta. Na verdade, te ofereceu. Ele quer ser o seu cliente fixo. Ele quer
você exclusivamente pra ele e disse que você está livre para escolher o valor.
O valor que você quiser por semana, em troca, você deve ser sexualmente
exclusiva dele e o resto de um possível contrato está aberto a diálogo entre
vocês dois. –Não é possível, esse homem
deve estar louco! Ele quer mesmo que só ele me coma? Pelo visto vou
praticamente virar uma namorada de aluguel! John riu ao observar a minha
expressão de surpresa. – E aí?
-Qualquer valor que eu escolher?
– eu perguntei, esperando que ele reafirme. Isso estava bom de mais para ser verdade.
-Qualquer valor. Dividido comigo,
também, é claro.
-Me encontra na saída do trabalho
mais tarde. Vou digitar um contrato com todas as condições hoje mesmo. – eu
disse, tendo a minha mente tomada por cifrões.
------x-----
Uma chuva torrencial caia em Nova
York nessa tarde. Eu observava as gotas
grossas baterem de encontro ao vidro do taxi em que eu me encontrava, ainda
seca e segura da chuva. Em meu colo estava minha pasta com todos os papéis
necessários para o devido contrato de exclusividade com o Richard Blaick. Assim
que ficou tudo pronto, apenas o avisei hoje por telefone que estava tudo nos
conformes e que eu podia o entregar os papéis e conversar sobre o contrato. Em
teoria, quem deveria fazer todo esse trabalho burocrático seria o John, mas eu
fiz questão de eu mesma ir e revolver tudo por mim mesma.
Olhei para a janela e presumi que
já estava bem próximo ao hotel. Droga, eu sabia que havia esquecido alguma
coisa! O guarda-chuva. Espero que eu não tenha que chegar numa visão pra lá de sexualizada
de mim toda encharcada na porta do cliente. Hoje não é dia de realizar fantasias,
é dia de negócios. Com todo o dinheiro
que eu conseguir enquanto Blaick estiver em terra americana seria o suficiente
para eu sustentar meses de tratamento da Helen. Isso quer dizer um bom e longo
tempo de férias... Teria mais tempo para finalmente me dedicar de vez ao meu
livro. Por que eu não tinha pensado nisso antes?
Faltavam dois dias para a viagem
para Las Vegas. Eu ainda teria que atualizar as compras... Vestidos novos,
lingeries novas, sapatos. Teria que estar completa para dias consecutivos de glamour
e satisfação do cliente. Abri um
espelhinho que guardava em minha bolsa. Terminei de retocar o batom e me
lembrei de marcar uma hidratação no salão. Para um salário desse nível eu
preciso estar impecável.
O taxi
chegou ao destino e paguei pela corrida ao moço, enquanto eu tentava pensar em
como correr de salto para o saguão do hotel numa velocidade o suficiente para
não me molhar, e muito menos molhar a minha preciosa pasta. Abri a porta
criando coragem e puxei o meu casaco sobre a minha cabeça com o intuito de me
proteger ao máximo. Um homem que estava
caminhando em direção ao hotel me viu a minha tentativa ridícula de escapar da
chuva e apertou o passo até mim para oferecer educadamente um espacinho debaixo
do seu guarda-chuva.
-Não
precisa se apressar. Quer ajuda com a pasta? –a uma voz que não me é muito estranha
veio do gentil estranho. Tirei o casaco de cima de mim e olhei para sua
direção.
-Ah,
muito obriga...
Eu já
estava na proteção do guarda-chuva, próxima demais para restar qualquer duvida
de que eu reconheci aquele rosto e aqueles olhos castanhos que eu lembro ter me
encarado intensamente. O assistente enxerido! Assim que ele também me
reconheceu, o sorriso gentil no rosto se desfez e uma expressão de surpresa
tomou conta do seu rosto. Mas não parecia ser uma surpresa boa. Com certeza não
era. Lá estávamos nós numa situação esquisita novamente. A pouquíssimos
centímetros um do outro depois da cena ridícula de dois dias atrás. Isso só podia
ser piada!
Oi meninas, tudo bom?
ResponderExcluirEu estou amando a história, faz um bom tempo que venho procurando algo Niley pra ler e raramente acho algo. Fico muito feliz de ter achado e ainda de qualidade, parabéns!
Eu gosto muito da Miley/Lola, acho ela muito forte pra levar essa vida dupla (será esse seu karma? alô hannah! ahahahah!) de forma tão tranquila. Quando ao Nick eu ainda não tenho opiniões formadas sobre ele, sendo que somente seu lado ambicioso foi mostrado nesses dois capítulos iniciais, mas já estou louca pra saber mais sobre ele.
Quero muito ler mais, continuem assim que possível!
Ah, antes que eu esqueça, estou organizando uma ficstape (mixtape + fanfic) em parceria com uma amiga e queria saber se vocês tem algum interesse de participar. A ideia geral é que cada autor (a) escolha uma música x de um álbum y e escreva uma oneshot - fics de um capítulo só - baseada nessa canção, formando assim uma coletânea de contos. Vocês podem ler mais a respeito nesse link: http://a-dor-da-liberdade.blogspot.com.br/2017/08/chamada-ficstape-01-best-of-disney.html
Espero que vocês tenham tempo pra entrar no projeto com a gente!
Um beijo,
Thay.
Estamos animadas para participar desse projeto!Muito obrigada pelo comentário e pelo convite!
ExcluirBeijos
Estou amando essa história. Quando soube q minhas escritoras favoritas estavam juntas nessa, não pude deixar de ler.
ResponderExcluirBem bolada a história. Mal posso esperar pelos próximos capítulos. A Miley prostituta kkk adorei. E Nick como o novo assistente do cliente número 1 da Lola. Mal posso esperar pela viagem a Las Vegas. Tudo indica q os próximos capítulos vão ser shows.
Bjos!!!!
Aah muito obrigada Jeell <3 Espero que a história continue te agradando!
ExcluirJá postamos os capítulos deles em Las Vegas :D Depois diz pra gente o que achou!
Obrigada pelo comentário :)
Beijos!
esse capítulo está muito bom só achei que a Miley olhou muito para os olhos do Nick rsrs ... citou duas vezes "olhos castanhos" 😍😍😍😍
ResponderExcluirNossa, bem observado! kkkkkk Eu nem tinha reparado nisso! Vou ficar mais atenta na próxima vez!
ExcluirSeja bem-vinda ao blog! Espero que continue gostando :D
Muito obrigada pelo comentário
Beijos