Miley Narrando
A água gelada caia em grande quantidade sobre a
minha cabeça, resfriando todo o meu corpo que se recusava em diminuir o calor
durante o dia inteiro. Minha pele arrepiada de frio e ainda sim, eu insistia em
ficar mais um pouco debaixo daquele chuveiro, tentando em vão anular todo
aquele rebuliço que tomava conta do meu corpo e da minha mente toda vez que eu
lembrava de dois dias atrás. Aquele maldito Jonas insistiu em passar uma noite
comigo. Já não bastava ter que reprimir todo aquele tesão reprimido por tanto
tempo, depois de tantas oportunidades... Eu não consegui dizer não. Estava
tentada demais para isso. Claro, tentei me concentrar na desculpa pelo
dinheiro, mas quem eu queria enganar? Eu queria, queria muito.
Depois de alguns minutos, saí do box e me sequei,
me enrolando na toalha logo depois. Demi não estava em casa. Ela estava na
editora desde manhã e eu achava péssimo ter que ficar sozinha com os meus
pensamentos e lembranças dele, voltando em flashes para me atiçar cada vez
mais. Filho da puta.
Entrei no meu quarto e busquei o meu hidratante.
Eu sempre deveria estar me cuidando. Para as pessoas de fora, acham apenas que
eu sou uma pessoa vaidosa. A questão é que a vaidade na minha profissão é um
investimento.
Com uma quantidade generosa do produto, fui
espalhando por todo o meu corpo. Enquanto minha mão corria sobre a pele, eu me
peguei lembrando das suas mãos grandes e ardilosas passeando pelo meu corpo.
Alisando a minha pele, apertando a minha carne,
estimulando os lugares certos...
Aquele olhar pecaminoso sobre mim, sua voz
sensual chamando o meu nome. Aquele sorriso safado. O seu ego tão
característico, completamente anulado pelo desejo cru em me ter. Droga, aquele
homem é um caminho para a perdição.
Minha intimidade já estava quente novamente.
Minha mente me traindo mais uma vez em me levar para aquele loft mais uma vez.
O banho gelado não serviu de nada e eu já estava disposta a me render um pouco
mais àquele tesão. Larguei o hidratante para lá e minha mão desceu pela minha
barriga, até encontrar o meu sexo implorando por alívio. Mordi o lábio
inferior, sem vontade nenhuma em esquecer cada detalhe.
Flashback On
Ele começa a me empurrar devagar
para o quarto dele e sem parar de beijar meu pescoço, comigo andando de costas,
mas pelo menos parece que ele está prestando atenção pra onde anda. Entramos no
quarto e ele fecha a porta sem nem mesmo acender a luz, ele me joga na cama e
acende o abajur.
- Fala aí quais são suas
fantasias sexuais? Talvez possamos realizar alguma. – Ele diz enquanto me
encara em pé na minha frente e eu o olho surpresa.
- Foi você que me contratou
ou fui eu que te contratei? – Perguntei estranhando o pedido dele porque nenhum
dos meus clientes já se preocupou em saber o que eu gosto ou deixo de gostar,
eles só querem que eu os satisfaça.
- Fui eu, mas é que eu gosto de saber do que a garota gosta.
- É que eu nunca parei pra
pensar sobre isso.
- Tudo bem! Mas me conta
quando você já tiver pensado. – Ficamos nos encarando por alguns segundos,
então ele tira a camisa. Uau! Eu não esperava que ele escondesse esse corpo
maravilhoso por baixo da roupa.
Nick se coloca por cima de
mim e me beija na boca por algum tempo antes de voltar a beijar meu pescoço.
O cheiro. Aquele seu perfume de homem poderoso
tomou conta das minhas narinas, monopolizando o meu olfato. Como eu estava
amando esse cheiro! Sua boca macia e úmida distribuía beijos e mordidas pelo
meu pescoço, enquanto eu sentia minha pele se arrepiar por inteiro. Eu estava
distraída demais com a sensação gostosa da sua boca em minha pele e do seu
cheiro, que por um momento eu esqueci da fantasia que eu escolheria.
A sua mão deslizava pela minha coxa em direção à
barra da minha blusa.
-Você fica tão gostosa assim. - ele disse numa
voz tão sedutora. Seus olhos escuros brilhando em malicia.
-Assim como? - eu perguntei.
-De Miley. Só de blusa comum e jeans. Droga,
como você consegue ser tão deliciosa desse jeito? - seus olhos varreram o meu
corpo, assim como uma das suas mãos, e voltou a olhar nos meus olhos, de um
jeito tão erótico. Eu mordi o lábio, escondendo um sorriso em satisfação com o
seu elogio.
-Quer ver o que tem embaixo desse jeans? Aposto
que vai gostar mais ainda. - eu respondi provocativa.
-Tenho certeza, que sim. - Nick brincou com o
tecido da minha roupa, em provocação também, e puxou a minha blusa para cima.
Eu o ajudei a tirar. Logo depois, Nick
rapidamente levou suas mãos para o zíper da minha calça, a abrindo rapidamente.
Enquanto puxava minha calça para baixo, ele mordeu de leve a minha barriga, num
trecho logo abaixo do umbigo. Senti minha pele arrepiar mais uma vez.
Ele é um maldito sedutor. Eu abri um sorriso
maldoso quando uma ideia surgiu na minha cabeça. Tudo bem. Ele está disposto a
realizar qualquer desejo meu? Então ele vai ter o que merece! Vou colocar esse
metido no seu devido lugar.
Assim, que ele tirou a calça jeans de mim, o
empurrei para que saísse de cima de mim e eu ficasse sentada em sua frente. Ele
estava ofegante, ansioso para cada passo meu.
- Eu gosto de dominar, ser agressiva às vezes. -
eu disse num tom de voz mais grave, rouco. Pelo seu sorrisinho sem vergonha
tentando surgir entre os lábios, ele gostou. -Topa?
- Claro. Você por cima. - ele disse revezando o
olhar para o meu rosto e o decote do meu sutiã. Ele acha que é só isso? Haha.
Coitadinho. Estava louca para maltratá-lo um pouco.
- Então gosta de mulheres por cima, hum? - eu
disse abrindo o botão e o zíper da sua calça jeans. A sua ereção já me chamou
atenção por debaixo do pano da sua cueca. Era um sonho de consumo de qualquer
mulher safada. Ele tem que ter algum defeito na cama, não é possível.
- Eu gosto de fazê-las gozar. Da forma que elas
quiserem. - sua mão acariciou o meu sexo por cima do pano da calcinha. Ele
mordeu o lábio quando notou que o fundo da lingerie estava úmido. Em provocação,
eu rebolei sobre a sua mão e soltei um gemido que fez ele entreabrir os lábios.
Antes que Nick pudesse tirar mais uma peça minha
ou dele, o puxei para mais um beijo. Um beijo mais violento, urgente,
depravado. Me sentei sobre o seu colo e rocei sobre a sua ereção absurdamente
dura. Puxei o seu cabelo para trás e com força, puxando a sua boca para longe
da minha. Eu percebi ele fazer uma leve careta de dor e logo depois tentar
disfarçar.
- Quer me fazer gozar, Jonas? Então se ajoelha no
pé da cama.
- Me ajoelhar? - ele perguntou surpreso.
- Isso. Se ajoelhe para mim. Eu mando em você
hoje.
Ele se levantou da cama e eu tirei o meu sutiã e
a minha calcinha, enquanto Nick me assistia maravilhado. E tenho que confessar
que ele não é o único. Meu corpo já estava numa tempestade de hormônios só de
admirar aquele corpo gostoso só de cueca. Eu já sabia que ele era um pedaço de
mau caminho, mas não imaginava que era tanto!
Joguei as peças para longe e me sentei na
beirada da cama, sem quebrar o contato visual nem um momento.
- Se ajoelhe. - eu insisti, autoritária. Eu sabia
que por livre e espontânea vontade, Nick com certeza se ajoelharia para me
chupar sem se incomodar nem um pouco. Mas aquela situação era diferente. Eu
estava mandando ele se ajoelhar. Era uma ordem para que ele se submetesse. Para
uma pessoa orgulhosa, como Nick, aquilo parecia autoritário demais para uma
puta. O seu rosto já demonstrava bem a sua marra.
Isso está ficando tão divertido.
Abri as pernas, o oferecendo o meu sexo quente e
implorando por contato com esse homem. Rapidamente, a sua resistência não mais
apareceu tão evidente assim. Se ajoelhou para mim, me lançou um olhar sexy e
cheio de desejo antes de passar a sua língua sobre todo o meu sexo. Sua língua
acariciando o meu clitóris. Eu puxei o seu cabelo mais uma vez e rebolei em
resposta aos seus estímulos. Eu já gemia, me deliciando com a sua boca
deliciosa. Nick chupou por mais um tempo, mudando a velocidade e intensidade,
me levando rapidamente ao orgasmo.
Ele percebeu quando eu finalmente gozei e se
levantou com um sorrisinho de satisfação no rosto com o próprio trabalho. E
tinha muitos motivos para se orgulhar. Uma boa parte deles estava em sua
língua.
- Me dá uma gravata sua. Qualquer uma. - eu pedi.
Nick buscou qualquer uma que estava ao seu
alcance. Me entregou uma gravata azul clara, num tom frio. Havia uma textura
diferente nela, mas era discreta. Elegante, gostei. Eu busquei a gravata e o
puxei mais uma vez para um beijo rápido. O empurrei, para deitar na cama e
dessa vez ele não estava mais tão resistente assim. Rapidamente, me montei
sobre ele e puxei os seus braços em direção à cabeceira da cama. Amarrei suas
mãos com a gravata bem forte. Nick aproveitou a minha posição, esticou o
pescoço e sua boca alcançou um dos meus seios.
Me afastei para finalmente tirar a sua cueca e
ver o seu corpo delicioso todo nu. Encarei o seu pau ereto. Grande, mas também
não era exagerado. Era perfeito. O homem era o meu sonho erótico personificado.
Droga, Jonas!
O masturbei lentamente, o torturando com as
carícias, enquanto ele implorava para que eu sentasse logo sobre ele e me
fizesse gozar mais uma vez. Mas eu estava disposta a ser má. O provocando até
ele não aguentar mais. Ou até eu mesma não aguentar mais. Lambi a sua glande,
olhando nos seus olhos. Seu rosto se contraía em prazer e me observava com os
lábios entreabertos, concentrado demais para até mesmo respirar.
- Caralho, Miley... - as experiências mais
sensuais que eu já tive na vida, em todas elas haviam homens chamando por Lola.
Mas a sua voz maldita chamando pelo meu nome era demais para mim.
Eu o coloquei inteiro na boca e ouvi gemidos
seus em resposta. A cada movimento, um gemido, uma respiração ofegante, um
"Miley". Aquilo já estava me
deixando tão excitada de novo...
O chupei por mais algumas vezes, mas não fui até
o final. Estava cheia de tesão e precisava gozar junto com ele. Me montei sobre
ele e passei sentar e rebolar sobre o seu pau. Nick tentava se soltar das
amarras, sem sucesso. A cada investida, a cada movimento, ele ficava ainda mais
louco para me tocar.
- Miley, por favor, me deixa eu te tocar. Me
solta. - ele pedia. Eu já me movimentava rapidamente sobre ele, gemendo, me
deliciando com toda aquela cena.
- Só faço se você implorar. - eu me inclinei
sobre ele, com as mãos sobre as suas e os rostos próximos, enquanto eu diminuía
a velocidade e apenas rebolava lentamente. Sôfrego, Nick descontava toda essa
tortura em palavrões e em mordidas fortes no próprio lábio.
- Me deixa te tocar, porra. - ele pediu
impaciente.
Eu rebolei mais uma vez e apertei a minha
intimidade ao redor do seu membro e ele fechou os olhos com força, não se
aguentando de tesão. - Implora.
- Miley, por favor, me deixa eu te tocar... - ele
estava ofegante. - Por favor.
Eu desamarrei as suas mãos. Assim que ele as
sentiu livres, as lançou sobre o meu corpo, enquanto movimentava o seu quadril
contra o meu. Ele apertava minhas coxas. Depois para os meus seios. Quando
estávamos perto demais, Nick usou a sua força para trocar rapidamente de
posições e me jogou para baixo de si.
As minhas unhas se fincaram nas costas largas
dele quando Nick começou a estocar cada mais vez mais forte, rápido e intenso.
Nossos gemidos já soavam mais altos e ofegantes, cada mais desesperados um pelo
outro. Nick foi aumentando a velocidade, aumentando... Até que orgasmo veio com
tudo. Arranhei ainda mais a suas costas, enquanto jogava a cabeça para trás,
totalmente controlada pelo prazer.Todos os meus músculos se contraíram e eu
soltei mais um gemido alto, seguido por outro de alivio. Nick logo depois,
soltou o seu último e rouco gemido, até que diminuísse a velocidade e
finalmente gozasse dentro de mim.
Meu coração estava disparado, meu corpo mole,
minha mente estava no espaço. Foi o melhor orgasmo da minha vida.
Flashback Off:
E eu acabo de ter
outro. Claro que não chega aos pés do que o Jonas me fez ter aquele dia, mas de
qualquer maneira foi ótimo. Ele não pode ficar sabendo disso de jeito algum
porque se não ele vai passar o resto da vida se gabando e ele é muito irritante
quando fica convencido, mas que aquele homem é gostoso demais, isso ele
realmente é.
Nick Narrando
É uma tortura
trabalhar desse jeito. A cada segundo uma cena do sexo selvagem que eu tive com
a Miley invade minha cabeça e imediatamente meu corpo reage sobre esses
pensamentos. Não adianta o que eu faça, eu não consigo esquecer, foi uma
experiência completamente diferente do que já tive antes e eu definitivamente
faria de novo. Claro que no início eu fiquei meio assim, porque eu odeio que
mandem em mim, é por isso que pretendo fazer de tudo pra crescer na vida e ter
minha própria empresa, eu quero poder ser meu próprio chefe, sem ninguém
mandando em mim, mas de certa forma aquilo se tornou algo gostoso, ela sempre
me recompensava de uma forma incrivelmente deliciosa toda vez que eu obedecia a
seus comandos. Foi simplesmente maravilhoso.
Hoje, toda vez que
tenho que ficar frente a frente com o Blaick, um sorriso orgulhoso e vitorioso ameaça
aparecer em meu rosto por um único motivo: Eu finalmente consegui desfrutar de
algo que supostamente é dele, que no caso é a Lola, mas se formos usar a
lógica, a Miley não é dele e de certa forma ela está livre pra mim. Eu sei que
não é exatamente assim, mas eu gosto de pensar positivo.
Não, eu não estou
apaixonado por ela, até porque isso seria loucura, imagina, eu me apaixonar por
uma prostituta seria totalmente uma loucura, mas ela se tornou minha melhor
opção para um momento de relaxamento e diversão, pena que esses momentos serão
raros porque primeiro: ela não é barata, e segundo: eu preciso ser super
cuidadoso porque se o Blaick descobrir, eu estou ferrado. Então provavelmente
pode demorar pra que eu fique com ela outra vez, ou não, nunca se sabe.
Mais tarde quando
chego no meu apartamento, vou ao banheiro do meu quarto, quando saio, fico
parado lembrando de tudo o que eu e Miley fizemos na cama à minha frente. Vou
até a sacada respirar ar fresco e tentar esquecer isso por um minuto e realmente
esqueço, mas então a Dani decide invadir meus pensamentos agora. Eu realmente
não sei qual o maior empecilho na minha vida, em qualquer aspecto, se é a Miley
ou a Dani, é uma pior que a outra, e descobrir a Dani finalmente me esqueceu e
está feliz com outro foi a maior desilusão da minha vida, mas eu acho que nunca
vou conseguir esquecer essa mulher.
Decido sair um pouco
pra esquecer isso também, então vou ao Starbucks tomar um café.
- Ás vezes eu acho
que você está me perseguindo. – Olho para o lado depois de fazer meu pedido e
vejo Miley parada olhando pra mim e depois vejo Demi rindo atrás dela.
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