Nick narrando:
Desço do ônibus
cansado do trabalho, vou caminhando pelo resto do caminho que tenho a percorrer
até o prédio em que eu moro. O Brooklyn é um bairro muito bonito, olho à minha
volta e vejo algumas pessoas ainda trabalhando em suas lojas, outras voltando
do trabalho assim como eu. Conforme vou caminhando, vejo pessoas andando de
bicicleta, de skate, vejo um casal discutindo, mas também vejo pessoas
conversando animadamente, alguns em frente à algumas lojas e outros em frente à
suas casas, desde que me mudei pra cá percebi que é um bairro com muita
mestiçagem cultural, há pessoas de várias descendencias, religiões e classes
sociais diferentes, mas nada que nos impessa de viver em harmônia. Claro, como
em todo bairro, há alguns cantos que são bons de serem evitados por serem mais
perigosos e principalmente à noite, mas infelizmente a vida é assim, apenas
torcemos para que nada nos aconteça, né?
Enfim, chego no
prédio, vou direto até o elevador e subo até meu andar, pego minha chave no
bolso da minha calça, abro a porta e finalmente entro no lugar em que eu
finalmente posso relaxar, meu apartamento. Tranco a porta novamente, vou até a
cozinha e coloco minhas chaves sobre o balcão onde elas sempre ficam, depois
pego um copo no armário e uma jarra de suco de maracujá na geladeira, coloco um
pouco de suco no meu copo e bebo um gole logo depois de me sentar à mesa pra
finalmente descansar um pouco depois de um dia cansativo de trabalho como todos
os outros.
Agora eu preciso
decidir o que fazer com esses 200 mil dólares que ganhei no poker, porque se eu
não investir, esse dinheiro pode ir embora feito água. Mas com o que eu poderia
investir? Eu não sei, talvez eu devesse comprar duas casas e coloca-las para
alugar ou eu poderia montar minha própria loja e fazer dar certo, mas loja do
que? Talvez eu poderia abrir uma loja de música, ou de livros, eu não sei,
talvez até mesmo um restaurante eu poderia tentar abrir, pode dar certo. Daí
uma parte do dinheiro eu poderia guardar comigo pra usar quando eu precisar.
De repente meu
celular começa a tocar atrapalhando meus pensamento, olho o identificador de
chamadas e vejo que é a Demi, então logo atendo.
- E aí Demi,
como vai? – Pergunto animado.
- Vou bem e você
Nick? – Ela pergunta igualmente animada. Achei legal ela ter me ligado, adoro
conversar com ela, Demi sempre foi uma amiga incrível.
- Cansado,
acabei de chegar do trabalho, mas estou bem. – Eu ri.
- Ah, então você
está igual eu. – Diz e rimos juntos. – Mas então, o que acha de irmos à um Pub
nessa sexta-feira? Daí depois podemos ir ao terraço do One Trade Center admirar
a vista da cidade, o que você acha? A Miley vai também, vai ser legal! – Ela
diz animada. Eu gostei da ideia, faz tempo que não saímos juntos, mas essa Miley
realmente tem que ir também?
- Eu não sei se
vou poder ir Demi, talvez eu tenha que sair na sexta. – Ouço Miley dizendo ao
fundo. Já vi que ela quer me evitar, bom saber, porque é o que eu pretendo
também.
- Eu vou, faz
tempo que nós não saímos juntos, vai ser legal. – Digo e sorrio.
- Ai que ótimo!
– Demi reage toda feliz e eu ri, então ouço minha campainha tocar.
- Demi, eu
preciso desligar, alguém tocou a campainha aqui. – Aviso simpático.
- Tudo bem, vai
lá, a gente se vê na sexta às 7, combinado?
- Combinado, até
lá! – Sorri enquanto já caminho até a porta e então desligo.
Guardo meu
celular no meu bolso da calça e olho no olho mágico pra ver quem é, vejo minha
vizinha, a senhora Mason, com uma bandeja nas mãos, então abro a porta.
- Oi senhora
Mason, desculpa a demora, eu estava no telefone. – Esxplico. – Entre por favor!
– Sorrio e abro espaço para ela entrar, ela entra e eu tranco a porta
novamente, mas deixo a chave na porta mesmo.
- Sem problemas
Nick, eu que peço desculpas por ter te atrapalhado. – Diz simpática.
- A senhora não
atrapalha em nada, eu já estava prestes a desligar o telefone antes da senhora
chegar. – Digo simpático. – Ah, pode ficar a vontade! – Sorrio.
- Obrigada! –
Ela também sorri. – Olha, eu trouxe uma torta de frango pra você, está
fresquinha, eu fiz hoje. – Estende a bandeja com a torta pra mim.
- Muito obrigado
senhora Mason! – Digo sorrindo enquanto pego a bandeja de suas mãos e levo até
a cozinha.
- Nick, acho que já conversamos sobre isso,
pode me chamar de Kelly. – Ela ri simpática e eu ri um pouco tímido.
- Tudo bem,
muito obrigado Kelly! – Digo e pego dois pratos no armário e os coloco sobre a
mesa. – Senta aí por favor e janta comigo! – A convido e ela se senta
sorridente na cadeira à minha frente. Pego mais um copo também e sirvo suco à
ela e à mim também e coloco um pedaço de
torta no prato dela e no meu.
- Obrigada! –
Agradece sorrindo e começamos a comer.
A senhora Kelly
Mason é negra, baixinha, um pouco gordinha, de aproximadamente 60 anos, ela é
uma senhora muito simpática, ela sabe que eu trabalho muito e moro sozinho
então quase todos os dias ela me trás algo pra comer, eu não sou muito bom na
cozinha, mas uma vez ou outra até arrisco alguma coisa. Gosto bastante dela,
ela tem me ajudado muito desde que me mudei pra cá e se tornou uma ótima amiga
também.
- Então senhora
Ma... – Ela me olha e interrompo minha frase já imaginando o que ela iria
dizer. – Kelly. – Completo a frase e nós rimos. – Como vão as coisas na ONG?
- Ah é, eu já ia
me esquecendo de te contar. – Ela diz animada. – Lembra do Derek? Derek Roshan
que eu te falei pouco depois que nos conhecemos? – Ela pergunta e olho pra um
ponto qualquer da minha casa tentando me lembrar.
- Lembro, lembro
sim! – Afirmo logo após realmente lembrar desse garoto.
- Ele se formou
no colégio e ainda conseguiu bolsas em faculdades importantes, estou muito
orgulhosa dele. – Kelly diz sorrindo e pega o celular dela e começa a procurar
alguma coisa nele.
- Isso é graças
à você e à ONG! Fico muito feliz que esteja dando tudo certo! – Digo sorrindo
orgulhoso.
- Aqui, achei!
Essa é a foto que ele me mandou dele na formatura. – Ela diz sorrindo animada.
- Eu também
estou muito orgulhoso dele, com certeza ele vai se tornar um exemplo para
outros meninos que já passaram ou passam pela mesma situação em que ele já
esteve.
Kelly faz parte
de uma ONG que ajuda jovens na escola que têm famíla desestruturada, não só por
problemas mais sérios como bebida e drogas, mas também por ter baixa renda ou
poucas condições, assim evitando que esses jovens vão para caminhos ruins. E o
Derek costumava ter muitos problemas na escola, era muito rebelde e a ONG o
ajudou muito.
- Com certeza! –
Ela responde toda orgulhosa do menino e eu sorrio.
- Eu ando
trabalhando muito ultimamente, mas quando eu estiver mais tranquilo eu passo lá
com mais frequencia como antes para ajudar nas aulas de reforço de matemática. –
Digo simpático. Isso é realmente algo que gosto de fazer desde que comecei a
ajuda-los.
- Vai sim,
sentimos sua falta lá! – Ela sorri simpática. – Mas enfim, nem tudo está indo
tão bem, estamos passando por dificuldades financeiras e isso nos impede de
ajudar mais como realmente queremos, mas até que não estamos indo tão mal
assim, não sei, talvez não. – Senhora Mason diz um pouco chateada.
Talvez eu
devesse ajudar, talvez eu possa tirar uma parte do dinheiro que ganhei para
ajudar a ONG. É, depois eu vejo o que eu faço. Mudamos de assunto e ficamos
conversando por mais algum tempo até que ela foi embora. Logo depois que ela
saiu, tranco a porta e as janelas e vou ao banheiro tomar banho. Depois de
tomar banho e escovar os dentes, visto uma cueca box azul e deito na minha
cama, não demorou muito para eu cair no sono.
No dia seguinte
no trabalho, já é fim de tarde, Richard Blaick me chama à sala dele e lá vou
eu. Chego lá e percebo que Blaick está meio apressado.
- Licença senhor
Blaick! – Digo ainda parado na porta o observando e ele me olha.
- Entra Jonas! –
Diz e logo volta a mexer em alguma papelada na mesa dele. Eu entro, fecho a
porta e me aproximo da mesa dele. – Eu preciso mais cedo hoje, mas daqui a
pouco terei uma reunião impontante aqui na empresa e acabei esquecendo um
documento muito importante no meu apartamento, vá buscar pra mim! – Ele não
pede, ele manda e estende pra mim a chave do apartamento dele. Esse cara nem
pra pedir por favor.
- Tudo bem, onde
está o documento? – Pergunto após pegar a chave de sua mão.
- Está na
primeira gaveta do meu guarda-roupa, você vai ver lá. – Diz sem nem olhar pra
mim. Tudo bem, pelo menos é algum tempo que vou ficar longe dele.
Saio da sala de
Richard e me dirijo até o elevador, desço e saio do prédio, pego um táxi e sigo
até o luxuoso prédio em que Richard fica na maior parte do tempo quando está em
Nova York. Pego o táxista e entro no prédio, subo de elevador até o último
andar onde há as maiores suites do prédio e vou até o apartamento do Blaick.
Abro a porta, entro e tranco novamente, quando chego no quarto de Richard, levo
um susto ao encontrar Miley apenas de langerie vermelha e segurando um óleo de
massagem. Agora eu finalmente entendi porque Blaick pretendia sair mais cedo do
trabalho hoje.
- O que você faz
aqui? – Ela pergunta assustada ao notar minha presença.
- Pode ter
certeza que o Richard não me mandou aqui pra tranzar com você no lugar dele. –
Digo em deboche.
- Ele nunca
faria isso, até porque você não é tudo isso meu bem. – Ela diz no mesmo tom que
eu.
- Pense como
quiser! – Ri irônicamente e tiro meu palitó. – Toma! Não sou obrigado a ficar
olhando pra você nua enquanto estou aqui. – Jogo meu palitó pra ela e ela o
pega mas não veste.
- Ainda por cima é viado, não consegue
olhar pra uma garota de langerie, ou está com medo de ficar excitado? – Ela ri.
– Até porque não faria diferença nenhuma, eu nunca iria te satisfazer. – Ri ironicamente
outra vez e eu a olho sério antes depois de abrir o guarda-roupa e antes de
abrir a gaveta.
- Pode ficar
tranquila que eu não te pediria isso. – Digo enquanto abro a gaveta e logo
encontro o documento pedido por Blaick.
- Você já pediu
uma vez, quem pode ter certeza de que você não pediria de novo?
- Se você diz
isso é porque você está esperando que eu peça de novo. – Eu digo após fechar a
gaveta e logo depois fecho guarda-roupa e me viro pra ela novamente.
- Por que eu iria
querer isso? Enlouqueceu garoto? – Mexe as sobrancelhas em estranheza e ri
debochada.
- Porque você me
quer, eu sei disso. – Eu digo sério e ela gargalha.
- Ah, com
certeza! Vai sonhando garoto! Eu nunca vou ficar com você! – Ela diz séria.
- Olha, eu não
tenho tempo pra ficar aqui discutindo com uma garota como você, tenho mais o
que fazer. – Pego meu palitó da mão dela e saio do quarto.
- Foi tarde! –
Ouço-a gritar do quarto, mas a ignoro e saio do apartamento. Mas que ela é
gostosa, isso ela realmente é.
Voltei para o
trabalho e entreguei o tal documento ao Blaick, volto ao trabalho e fico
esperando dar minha hora de ir pra casa. Chega sexta à noite e eu chego no Pub
que combinei de encontrar a Demi. Quando vejo a Demi de longe eu me aproximo
e... Só pode estar de brincadeira.
- Oi Demi! –
Cumprimento minha amiga com um abraço.
- Oi Miley!
Decidiu vir? – Apenas aceno pra ela.
- Achou que eu
não viria? – Ela pergunta meio irônica.
- Eu ouvi você
falando que não pelo telefone aquele dia.
- Ela achou que
não poderia, mas podia sim e eu a convenci de vir. – Demi diz sorrindo. Como
que ela não reparou ainda esse clima estranho? – Que bom que você chegou Nick,
fica aqui com a Miley enquanto eu vou ao banheiro. – Ela diz já se levantando
do banco.
- Eu vou com você Demi! – Miley diz
prontamente.
- Não, não
precisa, relaxa! – Demi ri e me olha de um jeito estranho. Ok, já percebi que
ela está tentando me juntar com essa garota, mas isso não vai acontecer.
- Então você só
veio porque pensou que eu não viria? Se ferrou! – Ela ri debochada depois que
Demi já não estava mais por perto e eu a encaro sério.
Eu não acredito
que vou ter que aturar essa garota a noite toda.
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