segunda-feira, 11 de setembro de 2017

One More Night - Capítulo 9

Narrado por Miley

- Então você só veio porque pensou que eu não viria? Se ferrou! – Ri e ele me encara sério.

- Não pode me culpar por preferir não desfrutar da sua tão “adorável” presença essa noite. – Falou fazendo uma pequena reverencia com a mão em minha direção – Mas achei que tivéssemos um trato, Lola. – Ele diz meu outro nome de propósito. Aproximou o rosto do meu desnecessariamente – Você iria ficar fora do meu caminho e eu do seu, lembra disso?

- Lembro. – Toquei seu peito, um toque sutil, mas bem colocado. Senti-o ficar absolutamente tenso com o meu mísero contato - Lembro muito bem e acredite: É o que eu mais quero também, “assistente” – Pisquei pra ele e ele só pra encerrar a conversa se afastou e resolveu pedir uma cerveja. Vi ele jogar um charminho bem brega pra garçonete bonitinha que trouxe sua cerveja e quis rir, mas não achei exatamente apropriado.

Nick era definitivamente o ser humano mais patético do universo. Ele havia ficado desconfortável com a nossa proximidade e para tentar amenizar as coisas pra si mesmo foi dar em cima de outra garota...

A moça se derreteu inteira e eu revirei os olhos.

Tudo bem, eu não sou cega. Ele é gato e é totalmente aceitável que faça sucesso com as garotas que não sabem o babaca que ele realmente é. E talvez até um pouco de sucesso com as que sabem exatamente o que ele é...

Odeio lembrar que naquele outro dia, que ele chegou de surpresa no quarto de hotel do Blaick, eu fiquei excitada quando ele tirou o paletó. Imaginei mil coisas na hora, que ele ia tentar me agarrar, me oferecer dinheiro outra vez ou tentar me seduzir, mas ele só queria que eu me cobrisse pois ele também estava excitado. 

A nossa pequena guerrinha de egos sufocando um bocado de tensão sexual.

Fiz sexo com Blaick pensando nele, sentindo o cheiro dele ainda em mim por causa do paletó e foi um dos melhores orgasmos que já tive. Sentia-me péssima por ter feito isso, mas foi inevitável depois da discussão louca e acalorada que tivemos. 

"Porque você me quer, eu sei disso!"

Eu odiava o cara, ele era um babaca convencido, mas ele era tão charmoso e tinha um cheiro gostoso de homem poderoso. 

Ele não era, mas tinha o cheiro e era um cheiro delicioso.

Ele estava ralando os dedos de leve no braço da mocinha e ela lhe deu um papelzinho, provavelmente contendo o seu telefone. Eu quis fazer o meu pedido, mas ela não deu a menor atenção. Ok, eu não costumava fazer esse tipo de coisa, mas Jonas estava pedindo.

Cruzei as pernas bem devagar e sensualmente, lancei-lhe um olhar bem desinteressado mas cheio de segundas intenções. Peguei a cerveja de suas mãos e dei um gole. A garçonete me olhou sem entender nada e Jonas estava nervoso, ah estava!

- Amor, não acho que essa mocinha seja do tipo que faz swing. Além do mais não senti tesão nela, vamos procurar outra? - Toquei o pescoço de Jonas de leve arranhando um pouquinho com as minhas unhas numa espécie de carinho sensual e pude senti-lo arrepiar-se um pouco.

A garçonete o olhou furiosa e enfatizou bastante a frase "Nem pense em me ligar! Seu tarado!" nos deixando a sós e então eu ri, e ri alto tomando mais um gole de minha cerveja roubada.

- Por que você fez isso? - Ele me encarou bravo - Voce é louca?!

- Voce estava monopolizando a garçonete, Jonas. Tinham outras pessoas tentando fazer seus pedidos, aqui além de você sabia? - Eu também o encarei. Dentre as poucas coisas que eu não detestava no Jonas tinha aqueles olhos castanhos, deles eu gostava.

- Voce vai me compensar por isso! - Ele me puxou pelo braço, ficando com os lábios a poucos centímetros dos meus - "Amor" - Ele repetiu o mesmo termo que eu me referi a ele pra garçonete e eu achei que ele me beijaria, mas ele apenas riu deixando que uma de suas mãos deslizasse por meu pescoço. - É só dizer quando e onde, ah, e o preço é claro! - Ele sussurrou a ultima parte e eu quis estapeá-lo. A raiva me subiu como um vulcão e eu puxei meu braço de volta com força enquanto ele sorria se sentindo vitorioso.

Um babaca imbecil, esse era Nick Jonas!

A Demi havia chamado mais alguns amigos, graças a Deus e Wilmer e Mateo chegaram assim que a garçonete saiu pra "buscar nossas bebidas" digamos assim. Will era nosso colega de trabalho, trabalhava na parte de designer da editora. Já Matt era nosso vizinho do prédio, morava no andar superior ao nosso e era filho mais velho do nosso sindico.

A Demi voltou logo também, quase ao mesmo tempo em que os meninos nos avistaram e se acomodaram. Ela, como sempre muito comunicativa, fez as devidas apresentações e eu estava me sentindo meio esquisita. Will e Matt não sabiam sobre Lola. Nenhum dos homens que faziam parte da minha vida como Miley sabia do meu segredo, mas Jonas sabia e ele também estava ali, apertando mãos e cumprimentando meus amigos. Era o melhor amigo da minha melhor amiga e ao que parece, segundo a Demi, era meu amigo também. Pelo menos foi isso que ela deu a entender ao apresentá-lo como: “nosso” amigo Nick.

Ao contrário dos caras eu não recebi um convite, foi mais pra uma intimação. Demi tinha praticamente me arrastado pra essa merda de pub alegando que eu precisava “me divertir” mais. Desnecessário dizer que passar a noite sentada bebendo e “conversando” com o assistente enxerido do meu cliente não é nem de longe a minha definição de diversão, mas eu também não ia deixar o babaca estragar toda a minha noite.

Eu tinha finalmente saído e eu nunca saio, nunca mesmo! Com dois empregos eu não tenho tempo pra esse tipo de coisa e então acabo sempre adiando os encontros sociais com meus amigos e família. Então hoje eu iria só fazer o que a Demi recomendou: relaxar, sorrir e conversar com a galera, talvez até dançar um pouco e não deixar que a presença do Jonas continue me intimidando.

(...)

- Você devia ter trazido a Kim, Will! – Demi disse com um sorriso simpático. Acho que ela era a única que ainda não tinha percebido que Will não estava nenhum pouco interessado na nossa catalogadora Kim e sim na assistente do editor chefe, Demi.

- Eu até ia convidar, mas a Kim é muito séria. Acho que ela não me dá bola... – Ele cocou a cabeça e eu achei fofo como ele ficou sem graça.

- Como que não? – Demi interferiu – Você é o cara mais charmoso de toda a editora, Will e sei que já vi a Kim dando umas voltas desnecessárias lá no seu setor. – Will ficou vermelho, a Demi era uma figura. Quase mata o boy com um elogio inesperado desse.

- Talvez o Will só esteja tentando ir com calma, né Will? – Tentei ajudá-lo. – Além do mais, pra um bom pescador há sempre muito mais peixes no mar!

- Falou como um verdadeiro macho, Miles! – Matt riu de como finalizei a frase e todos acompanhamos.

- E por falar em macho, como está aquela sua ideia de comprar um cachorro de presente pra sua sobrinha, Miles? Sua irmã já desencanou? – Will perguntou enquanto bebericava um gole do seu drink.

- Na verdade ainda não, mas vou comprar mesmo assim. A Hellen é louca pra ter um cachorro, só estou com problemas pra escolher uma raça, quero um que seja mais fácil de cuidar pra ver se a Brandy não encrenca tanto – Comentei

- Pode tentar escolher um daqueles pequenininhos, como chamam? – Ele pediu e Demi disse “pinch?” – Isso, pinch! – Repetiu

- Não faz diferença o tamanho, o importante é adestrar o cachorro. Ouvi dizer que é preciso treina-lo na língua original da raça, tipo um pastor-alemão você treina em alemão! – Matt contou.

- Isso não vai ser problema pra nossa Miles! – Will interviu – Ela pode adestrar o cachorro que quiser, na língua que quiser!

- Ah tá, porque além de tradutora eu também sou adestradora de cães profissional! – Falei com ironia e todos rimos.

- Voce iria se sair bem! - Will piscou um olho pra mim - Mas e aí quando pretende ir ver sua família de novo?

- Não sei, talvez nas férias do meio do ano ou talvez na ação de graças, quem sabe... - Arranjei uma desculpa qualquer, a verdade é que eu não tinha planos de ir lá tão cedo. Os tratamentos da Hellen estavam cada vez mais caros e eu, meu pai e a Brandy estávamos combinando de vender nossas férias pra pagar por tudo. E isso já contando com o que eu estava pretendendo mandar por fora, anonimamente, do trabalho como acompanhante.

Eu precisava dar um jeito de conseguir mais dinheiro e logo!

- Ah, mas dessa vez quando você for lá por Nashville eu vou junto! Tô louca de saudade da minha sobrinha postiça, aquela coisa fofa da titia! - Demi beliscou minhas bochechas fazendo carinho.

Jonas não estava exatamente participando das nossas conversas, mas ele estava atento o suficiente pra assentir e acrescentar alguma coisa ou outra. Nós conversamos sobre um monte de coisas, algumas triviais outras mais relevantes e a pauta “trabalho” logo veio à tona.

- E então, Nicholas todos nós trabalhamos com livros, exceto o Mateo aqui que não sabe nem ler. – Will brincou e levou um pequeno soco no braço do amigo – o que exatamente um economista faz? Digo, além de economizar dinheiro, me parece um trabalho um tanto tedioso.

Nicholas apenas sorriu. O típico sorrisinho arrogante e prepotente que eu particularmente detesto.

- Não tem muito a ver com economizar dinheiro, Wilmer e não tem nada de tedioso também. Pelo contrário, é bastante emocionante. – Começou – Um economista lida diariamente com investimentos de alto risco e assim como pode ganhar, também pode perder muito dinheiro. A parte importante é saber o que está fazendo, pois não há uma cartilha dizendo o que é certo e o que é errado, você precisa trabalhar com conhecimento de mercado e intuição. Não pode ter medo de arriscar e nem fugir do perigo.

Ele falava da profissão dele com uma paixão que poucos professam. Dá pra perceber que ele faz o que gosta e por mais que eu deteste admitir, deve ser bom no que faz.

- É como viver numa corda bamba. Você precisa ser imprudente pra ser prudente nessa profissão. – Demi definiu bem – Até que eu gostei! Parece o tipo de profissão inusitada e interessante pra um personagem masculino num conto ou um romance... – Ela parecia considerar mesmo essa possibilidade.

- Demi a gente está aqui pra relaxar e não pra trabalhar! – Matt lembrou – Dá pra parar de pensar em livros só por um instante?

- E por falar em trabalhar... – Comecei

- Ah não, Miles, não começa! – Ele pediu

- Mas eu preciso ir pra casa trabalhar! – Reclamei – Tenho mais de 200 páginas em russo pra traduzir até o fim de semana e onde eu estou? Aqui, vadeando com vocês!

- Nem me fale! – Demi também desabafou – Tenho que finalizar as correções no livro novo do Dereck Smith e enviar pra publicação antes que o meu querido “chefinho” resolva que ainda não estou trabalhando o suficiente e me faça revisar mais alguma coisa em cima do prazo limite.

- Eu vou dizer o que tá ruço e é sair com vocês duas!Dá pra fazerem o favor de parar de frescura? Todo mundo negligencia trabalho de vez em quando e o pior que pode acontecer é serem demitidas, então só calem a boca e esvaziem seus copos tentando só por uma noite da vida de vocês não trabalhar demais – Ele mesmo esvaziou o seu – E Miles, antes que resolva ir embora, você ainda me deve uma dança daquela ultima vez, lembra? – eu até tentei dar alguma desculpa, mas Matt, agora muito mais corajoso por causa do álcool me puxou para o meio da pista de dança.

Narrado por Nick

Eu não era o tipo observador, mas tinha percebido qual era a desse Wilmer e do tal Mateo. O colega de trabalho estava afim da Demi, era meio óbvio, mas ela tinha problemas sérios pra perceber qualquer coisa que estivesse exposta no mundo real e fora das páginas de um livro. Já o vizinho estava interessado na Miley, e muito a julgar pelo jeito panaca como ele olhava pra ela, mas nesse caso ela me parecia totalmente consciente sobre as expectativas do cara, mas se fazia de desentendida pra não perder a amizade.

Já eu, fiz uma péssima escolha ao aceitar o convite da Demi pra vir até aqui. Poderia ter encontrado alguma coisa bem mais útil pra fazer com meu tempo livre em casa, ao invés de ficar aqui sendo obrigado a assistir a amante gostosa do meu chefe dançando e se esfregando num pateta qualquer.

Ele a tirou pra dançar e eu quis soca-lo sem nenhum motivo aparente. 

Eu não poderia estar com ciúmes, poderia? Porque se estivesse seria patético!

A garota é prostituta. Isso mesmo, PUTA e eu estou com ciúmes de um mané que não tem a menor das chances de come-la tirá-la pra dançar?!

Era ridículo, mas era exatamente o que estava acontecendo.

A maldita estava me tocando em todos os lugares certos hoje. Se existia uma técnica certa pra seduzir, ela deveria ser expert. Eu sabia que não era pra valer quando ela iniciou a frase com a palavra "Amor" mas não deixou de ser gostoso ouvi-la dizer. Eu provavelmente nunca saberia ao certo a razão por que cada um dos meus diálogos com essa mulher dos infernos sempre me faziam sentir vontade de agarrá-la e fode-la com força. 

Segurei-me pra não beijar sua boca. Usei todo o meu autocontrole pra isso, só por que queria ver aquele olhar de raiva dela sobre mim. Fiz questão de lembra-la que ela não passava de uma prostituta e sua reação foi exatamente como eu previa: raiva ou melhor fúria.

Achei até que ela me bateria.

Mas ela ficava ainda mais linda desse jeito, brava.

Na pista de dança a música tinha um ritmo contagiante e tal Mateo estava se aproveitando totalmente disso. Deslizava as mãos pela cintura dela muito mais do que seria prudente pra um apenas "amigo". A Miley não parecia se importar, mas ela mantinha uma distancia segura pra que aquilo não atravessasse a linha tênue entre dança e inicio de preliminares sexuais.

Eu devia estar olhando demais, pois Demi me cutucou.

- Você deveria chama-la pra dançar também. – Ela cochichou só pra que eu ouvisse – Não vai deixar o Matt sair na frente, vai?

Eu apenas dei de ombros.

- Não acho que sou o tipo da sua amiga, Demi. – Aleguei e eu não era mesmo, não sou um milionário.

Dei mais uma golada na minha cerveja enquanto a Demi rolava os olhos tentando me convencer que eu estava errado, mas eu não estava. 

A própria Miley já havia me dito com todas as letras: Ela sentia pena de caras como eu. 

Ela queria um milionário como o meu chefe, assim como todas as outras garotas fúteis e interesseiras que só se apaixonam pelo bolso de um homem. Voce pode ser o maior idiota da face da terra, se tiver dinheiro vai escolher a garota que quiser e ela vai se apaixonar perdidamente por você. Pois amor não tem a ver com sentimentos e tração e sim com segurança e estabilidade, apenas isso.

É como se fosse uma especie de constante troca de favores: Voce oferece a uma garota uma vida confortável e segura e ela em troca oferece seu afeto e seu corpo, as vezes só o corpo, mas isso é o que realmente mais nos interessa de qualquer forma.

E essa é a unica regra que a vida respeita.

O mais engraçado é que ninguém diria que essa moça aparentemente de família e respeitável era na verdade uma prostituta de luxo. Ela sabia conversar, era divertida e simpática, também mostrava inteligência e interesse por atualidades. Quando eu a conheci imaginei-a completamente diferente disso. Ela seria alguém com quem eu sairia, provavelmente mais de uma vez, e por isso entendo o fato de Demi achar que nós poderíamos ter alguma chance. Isso se eu não soubesse o que ela fazia da vida.

A imagem dela só de lingerie vermelha naquele quarto de hotel luxuoso ainda estava fresca em minha memória. Lingerie rendada e saltos altos, apenas. Aquele corpo escultural seminu e aquela boca deliciosa me dizendo que não iria me satisfazer. 

É, isso estava mais com cara de fetiche ou de uma fantasia minha, só que era real. Era real, mas infelizmente não era pra mim. Nem a produção sexy nem o óleo de massagem, nada. Era tudo pro Richard Blaick, o ricaço que pode dar a ela a boa vida que ela gosta. E em troca ela dá a ele o tipo de distração que ele gosta e ficam elas por elas.

Dinheiro por prazer.

Olhando pra ela dá pra entender por que alguém paga por isso.

Eu não precisava pagar pra me divertir, as mulheres sempre vinham até mim e geralmente com a frequência que eu precisava. Não que eu nunca tenha ido pra cama com uma prostituta antes, mas não era algo recorrente. Só que com a Lola havia uma coisa a mais: a vontade de ter uma das coisas que é do Blaick, que só ele tem, torna o que seria só uma trepada boa com uma mulher gostosa em algo como uma espécie de premio, um troféu.

Tê-la seria tirá-la dele e a ideia de tirar qualquer coisa que pertença ao Blaick me parece especificamente prazerosa.

Por isso eu iria ter Lola. Iria saber qual o gosto do seu beijo e sentir o seu calor. Seria só uma questão de tempo.

Tempo e dinheiro, é claro.

Meu celular vibrou e Glen estava animado pra me falar sobre uns investimentos que pretendia fazer na manhã seguinte. Não entendi quase nada, só as palavras: “rádio” “ativos” e “sua opinião”. A música alta não estava permitindo que eu pudesse ouvi-lo direito pelo telefone, então eu passei o endereço de onde eu estava e ele viria até aqui.

A Demi e os seus amigos já estavam se preparando para irem também. Os dois caras até ofereceram carona para ela e Miley, mas eu já tinha dito que meu amigo viria me buscar e que eu levaria as duas pra casa.

Não tinha ido com a cara de nenhum dos dois, pra ser bem sincero. O colega de trabalho me pareceu o tipo que foge de compromisso e não era o tipo de cara certo para Demi. Ela era uma garota incrível e merecia alguém que fosse leva-la a sério. O vizinho, bem, esse eu não tinha prestado a menor atenção, mas ele tinha cara de pateta e definitivamente não fazia o tipo da Miley, não era um milionário de meia idade e por isso ficaria só na vontade.

 Quando Glen entrou no pub eu acenei pra que ele viesse até nós e eu juro que vi a Miley ficar pálida assim que avistou o meu amigo. Ela se apressou pra tentar deixar a mesa, mas não foi rápida o bastante e só então eu lembrei: Ela já saiu com o Glen.

Puta merda!

Eu sabia disso, mas ela não sabia que eu já sabia...

- Nick, e aí cara! – Ele me cumprimentou e virou-se para os outros. Reconheceu a Miley imediatamente – Lola? É você mesmo? O que está fazendo aqui?!


Continua...


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