Narrado por Miley
- Às vezes eu acho que você está me perseguindo. – Digo com
um meio sorriso ao dar de cara com Jonas na cafeteria próxima ao nosso prédio.
- Você não é o centro do mundo, Miley. – Ele retrucou
sarcástico - Nem tudo que as pessoas fazem tem a ver com você. – Ele me pareceu
um pouco chateado, mas eu não o conhecia o bastante para dizer se não era
apenas mais uma das facetas de sua tão “magnifica” personalidade.
De qualquer forma, ele não me parecia nada bem.
Pagou por seu pedido e ia nos dar as costas. Antes disso, Demi
se aproximou dele e, de um jeito carinhoso, colocou a mão em seu ombro.
- Nick, eu vim aqui tomar um café e relaxar um pouco. Ando
trabalhando demais! – Ela sorriu e eu me dei conta de que para a Demi o Jonas
era alguém realmente importante, pois ela jamais relaxa ou faz uma pausa, a
menos que ache que alguém precisa desabafar e ela é definitivamente a melhor
ouvinte - Por que não fica e me faz companhia? A Miley...
- E eu já estou de saída! – Completei imediatamente, antes
que ele simplesmente recusasse.
Ele me olhou, analisando-me. Havia notado a maquiagem
chamativa, os saltos e o sobretudo que cobria um vestido festivo.
O meu visual da Lola, tão conhecido por ele.
Jonas apenas assentiu e os dois foram para uma das mesas vagas
próximas as janelas. Deixei-os para trás e caminhei até o carro parado do outro
lado da rua, onde John me esperava. Richard queria me ver essa noite e ele
ficou de me levar até o hotel.
Antes de entrar no veículo, olhei pra trás uma última vez e
vi a Demi tocando o rosto do Jonas e eles se olhando de um jeito profundo.
Eu sabia que eles não tinham nenhum tipo de envolvimento
amoroso, os dois eram só amigos.
Acho que seria muita sorte se apaixonar por um amigo. Alguém
que te ama e que se importa incondicionalmente. A vida seria tão mais simples
se a gente simplesmente pudesse escolher por quem se apaixonar...
Só que a gente não escolhe.
Entrei no carro e John dirigiu em silencio até hotel onde eu
deveria encontrar Blaick em alguns minutos. Estranhei, pois, o John era o tipo
falador, que adora o som da própria voz. Ainda assim seguimos até o local e
entramos juntos.
John sempre me aguardava nos programas. Ele dizia que era
pra minha segurança. Eu digo que é pra segurança dele. Para garantir que eu sempre
vou lhe dar a sua parte.
Atravessamos o hall, como de costume. Passávamos aos demais a
imagem de um casal indo se hospedar no hotel, tudo pra proteger a reputação
imaculada de Richard Blaick. Assim nem se quer os empregados do hotel sabiam
que o milionário estava ali pra passar algumas horas com uma garota de
programa.
Procurei na minha bolsa o cartão-chave da suíte que Blaick
locava para os nossos sucessivos encontros.
Foi muito sutil, mas completamente intenso. Senti o John me
puxar pelo braço e tomei um susto.
Ele sabia como lidar com essas situações, em momento algum
quis me machucar, mas ainda assim eu não conseguiria me soltar de seu aperto
nem que tentasse. Tirou o cartão-chave de minhas mãos e o entregou a uma outra
garota. Ela era loira e linda, devia ser ainda bem jovem, ou pelo menos era o
que aparentava.
John cochichou alguma coisa para ela e então guiou-me até o
bar e me fez sentar ao seu lado. Pediu uma bebida e finalmente me encarou.
Soube imediatamente que ele estava com raiva, mais que isso
até, ele estava puto.
- Quem era aquela garota e por que você entregou a minha
chave? – Arrisquei. Talvez se eu começasse a discussão fosse sair ganhando.
- Garota, o que você pensa que está fazendo? – Ele mantinha
o tom de voz baixo, quase um sussurro, mas era grave o bastante pra eu saber
que era uma bronca – Está querendo ferrar com tudo? Sabe quem é Richard Blaick?
Se não sabe, deixa eu refrescar essa sua memória fraquinha: Ele é a porra do
bilionário que banca o tratamento absurdamente caro da sua querida
sobrinhazinha! Lembra disso?! – Bufou – Só que aí você vai lá, dá uma de puta
burra e dá pro assistente dele. O assistente! Nunca achei que você fosse tão
inteligente, mas também não sabia que era estúpida a esse ponto!
- Como você...
- Eu estou nesse negócio a anos! E sou um cara precavido,
também. Mantenho todas vocês sobre vigilância constante, você sabe, por
segurança. – Ele deu de ombros como se
tivesse acabado de dizer a coisa mais normal do mundo.
Eu não tinha gostado nada de saber disso, é claro, mas eu
tinha problemas maiores agora.
- John, eu...
- Não, nem começa! – Ele interrompeu – Você tinha um
contrato, Miley e eu deixei bem claro que se caso você aceitasse o acordo que o
dono do cacete mais valioso desse continente te propôs, você teria que cumprir
com todas as cláusulas, inclusive as de quebra de contrato, que num contrato de
exclusividade incluem, quem diria, não dormir com outra pessoa! – Ironizou.
- Eu sei que eu posso ter quebrado essa cláusula, mas eu me
preveni e posso continuar atendendo o Blaick. Aquilo foi um episódio a parte e
nunca mais vai acontecer, garanto! – Justifiquei – Agora é melhor você deixar
eu ir, não queremos deixar Richard Blaick esperando!
- Eu já cuidei disso.
- Como assim cuidou? – Questionei sem saber exatamente o que
John considerava cuidar.
- Você não vai mais atender o Blaick, Miley – Ele disse
simplesmente - e se dê por satisfeita de eu não contar pra ele o motivo! Não
por consideração a você, é claro, mas pra não dar má reputação ao meu negócio!
- John, você não pode fazer isso! – Reclamei – Ele mesmo me
contratou! Foi ele que...
- O que você acha que você é, Miley? – Ele rebateu depois de
um gole da sua bebida – Você é uma puta. Você é totalmente substituível. – Ele
tocou meu queixo e eu quis arrancar o seu dedo a dentadas – Eu liguei dizendo
que você não iria poder, mas que eu iria mandar uma outra garota e pronto! –
Explicou e eu senti raiva, mas não dele de mim – Algumas reclamaçõezinhas e ele
aceitou. – Ele aproximou seu rosto do meu - Você tinha tudo pra manter esse
contrato por mais tempo, quem sabe até o fim do ano. Quem sabe se você fizesse
um trabalho bem feito, você talvez até conseguisse uma renovação, sei lá... –
Fez uma pausa e eu tentei tirar sua mão de mim, mas ele não soltou e passou a
segurar meu queixo com força – Só que você é burra demais! – Sorriu - E agora
eu passei o Blaick pra Lorelay.
- O quê?
- É, ela é bem mais nova que você, tem só 18 anos. – Ele piscou
e me soltou – Mas a garota é um prodígio, aposto que ela vai dar bastante
trabalho pro seu milionário.
- John, eu preciso do dinheiro desse contrato! – Eu
retruquei – Você sabe o quanto eu me esforcei pra conseguir esse cliente!
- Pois deveria ter pensado nisso quando ficou toda
empolgadinha pelo assistente pobretão, meu bem. – Ele jogou dinheiro em cima do
balcão e ia me dar as costas.
Eu tinha que pensar em alguma coisa e rápido...
- Ele estava me chantageando! – Inventei – O assistente! Ele
descobriu minha verdadeira identidade e começou a ameaçar contar a verdade para
as pessoas da minha família, do meu trabalho... Foi só por isso que eu cedi e
fui pra cama com ele!
- Como é?
- Você sabe exatamente que eu não posso deixar que a minha
família descubra o que eu faço pra ganhar a vida aqui em Nova York, não é?! – O
fiz lembrar – John, por favor, o cara só queria me comer e pronto, já foi, já
acabou! Eu te garanto que eu me cuidei e que o Blaick nunca vai nem se quer
sonhar com isso, eu juro!
- Não sei não, Miley. Não posso arriscar perder um cliente
como o Blaick. Como posso ter certeza que o seu amiguinho não vai dar com a
língua nos dentes e foder o meu negócio?
- Ele não vai fazer isso ou se fode também. Ele precisa do
emprego dele tanto quanto eu do meu e como já teve o que queria, não vai mais
incomodar! – Garanti
John estava decidindo se acreditava em mim ou se deveria
tomar suas próprias providencias. A essa altura, tudo que eu queria era que ele
me devolvesse o meu melhor cliente.
- Tudo bem, você deixa a Lorelay fazer o programa de hoje e
se amanhã o Blaick ainda quiser você...Quem sabe eu posso fingir que isso nunca
aconteceu.
- Ótimo! – Rolei os olhos.
- Vamos, eu vou levar você pra casa. – Ele levantou e eu
também, iria segui-lo, mas decidi não fazer isso.
Uma ova que eu iria deixar a loirinha me tirar o Blaick!
Deixei John para trás e segui paro elevador, apertando o
botão que levava a cobertura. Aproveitei o minuto ali dentro para personificar
a Lola. Hoje, mais do que qualquer outra noite, eu precisava ser melhor do que
jamais fui, para fazer o Blaick nunca mais se esquecer de mim.
Bati na porta suavemente, o próprio Blaick veio abrir. Um
sorriso dançou em seus lábios assim que me viu.
- Desculpe o atraso, querido. – Pedi tocando seu ombro e já
entrando. A tal Lorelay também veio ver quem era e ela já estava nua. – Mas eu
mandei algo pra que você pudesse se distrair enquanto eu não chegava! – Sugeri
a garota do outro lado da sala.
Blaick ainda estava completamente vestido, sinal de que a
mocinha não estava indo muito bem. O milionário gostava da arte da sedução
muito mais do que puramente do sexo. A coitadinha provavelmente estava
desesperada para lhe mostrar suas habilidades na cama e assim fisga-lo, mas
Blaick não é o tipo que gosta de selvageria, o homem é um distinto lorde inglês
até na cama.
E mais importante de tudo: Ele é o caçador, nunca a caça.
Exceto essa noite.
Ele se ofereceu para tirar o meu sobretudo e eu o deixei
fazer isso. Durante a ação, beijou o meu pescoço.
- Achei que não viria. – Mais um beijo – Que iria me fazer
sentir a sua falta!
- Isso nunca! – Aleguei. Girei o meu corpo para ficar de
frente com ele e desatar o nó de sua gravata.
- O que você veio fazer aqui?! – A garota perdeu o juízo e
veio reclamar comigo, na frente do cliente. Ah, mas o John iria ficar sabendo
disso! – O senhor Blaick e eu estávamos nos entendendo muito bem aqui...
- É, mas agora eu já cheguei e o Richard e eu vamos nos
entender muito melhor sem você! – Avisei – A menos que queira nos assistir, nós
não nos importamos! – Pisquei um olho para a moça e então puxei o homem pela
gola da camisa social para o quarto.
(...)
Narrado por Nick
Os dias pareciam acrescidos de duas ou três horas justamente
durante o meu expediente na Blaick inc. O homem continuava a jogar comigo o seu
jogo favorito: Humilhe o seu assistente o máximo que puder. E ele era o melhor
nisso! Atribuía-me novas tarefas ridículas a sua mera vontade, mas quando os
novos sócios, japoneses, pediram uma reunião emergencial para amostra geral da
situação financeira e competitividade da Blaick. Inc no mercado de New York,
adivinha quem ele encarregou de cuidar de toda a papelada e gráficos para a
apresentação?
Eu queria fazer um bom trabalho, mais que isso, queria que
os sócios elogiassem e quisessem fechar o negócio comigo, sem se quer
precisarem ouvir o Blaick falar. Seria mais uma vitória, já que ele se acha o
fodão a cada novo negócio que fecha, só por causa da sua lábia.
Se eu conseguisse fazer com que os novos sócios decidissem
por comprar as ações antes de se quer ouvirem o presidente seria um feito nunca
antes alcançado em toda a história dessa empresa.
Trabalhei duro durante toda a semana antes da apresentação.
Não descansei uma noite se quer preparando tudo, para que cada detalhe estivesse
perfeito. Meu chefe não parecia tão preocupado como eu. Saia mais cedo em
noites intercaladas e eu sabia muito bem pra fazer o que e com quem.
(...)
- Acha mesmo que eles fechariam o negócio com você, sem
ouvir o principal acionista? Eu duvido! – Glen alegou quando lhe falei sobre o
que pretendia tentar fazer.
- Eu também duvidaria, se não soubesse exatamente o que estou
fazendo. – Falei com um meio sorriso nos lábios. A reunião seria no dia
seguinte, no final da tarde.
- Você é maluco! – Ele retrucou – E está obcecado pelo seu
chefe. Tudo na sua vida tem a ver com o Richard Blaick: Seu trabalho, com quem
você transa, acho que até sua comida depende da escolha de refeição do cara...
– Ele estava listando – Mas por falar em com quem você transa, voltou a ver a
Lola?
- Não. Depois daquela noite eu não tive mais tempo pra
distrações, ainda mais as que custam metade do meu salário do mês por uma única
noite. – Disse e virei uma golada da minha cerveja.
- Mas fala sério, vale cada centavo, não vale? – Ele sorriu
como se lembrasse de algum momento com ela e a minha reação imediata foi
vontade de mandar ele parar de pensar nela desse jeito, mas ela era uma puta e eu
não tinha esse direito. – Aí, eu estava pensando... Se o cafetão abriu uma
exceção pra você, talvez ele também vá abrir pra mim. O que acha? Você não se
importa, não é? Já comeu ela mesmo, agora pode deixar o caminho livre pros
amigos.
Ele sorriu e me deu um tapinha nas costas. Senti vontade de
soca-lo e só me segurei em nome da nossa amizade.
- Aí, tô indo. – Falei deixando a garrafa em cima da mesinha
de centro e levantei já indo em direção a saída.
- Qual é, cara?! Se isso te incomoda eu não...
- Se me incomoda? Tá louco? Ela é puta do meu chefe e você
acha que eu me importo?! – Dei de ombros - Faz o que quiser.
Saí da casa de Glen e entrei no meu carro. Eu estava com
raiva, mas sabia que não havia razão alguma pra sentir isso.
E daí se ele queria dormir com ela? Até parece que seria a
primeira vez...
Ela não é nada minha.
Eu não me importo!
Ao chegar em casa lembrei que ainda precisava fazer uma
coisa relacionada ao trabalho, uma ideia que eu tinha tido pra me favorecer na reunião,
mas que pra conseguir colocar em prática, precisaria da ajuda da Demi.
(...)
- Acha que consegue isso pra mim até amanhã à tarde? – Pedi.
Estávamos nos falando por telefone.
- Até amanhã? De tarde?! Jonas, você tem noção que você está
me dando menos de 24 horas pra conseguir alguém que escreva em japonês? – Ela
reclamou – Me diz de novo por que não posso encarregar a Miles disso? Ela vai
fazer super rápido e não digo que é pra você!
- Não, não quero dever favor nenhum pra ela. Arruma outra
pessoa! – Ordenei
- Tá! – Ela bufou do outro lado e desligamos.
Narrado por Miley
Se o dia de trabalho na editora tivesse começado mais
entediante eu poderia até tirar uma soneca antes da hora do almoço. Como eu
tinha adiantado bastante o meu trabalho durante o meu tempo livre em casa, eu
estava quase sem nada pra fazer nos últimos dias.
Já a Demi, estava correndo da sala pra cozinha pra conseguir
alguém que falasse japonês pra um trabalho extra que o nosso chefe deu a ela.
Eu até me ofereci para ajudá-la, mas ela disse que era um projeto confidencial
e que ele não queria que ninguém de dentro da editora lesse.
Beleza, melhor pra
mim!
A Demi estava toda cheia de segredos com aquela pasta do
projeto secreto e eu não era uma pessoa curiosa nem nada, mas quando ela largou
a pasta sobre a sua mesa, ao lado da minha e de relance eu vi o slogan da
Blaick inc. na pasta, então eu tive que abri-la.
Era um relatório financeiro de mais de vinte páginas e eu
levei menos de dois segundos pra entender quem tinha dado esse trabalho extra
pra ela.
Segui até a nossa sala do cafezinho, onde a Demi estava pegando
café para o nosso chefe.
- O quanto o Jonas precisa do relatório da Blaick inc. em
Japonês? – Perguntei a minha amiga, mostrando a pasta em minhas mãos e ela
suspirou alto.
- Não sei, mas acho que tanto quanto eu vou precisar de um
analgésico no fim do dia. – Ela veio até mim e tirou a pasta das minhas mãos –
ou talvez de um vibrador, ainda não decidi como vou fazer pra conseguir
finalmente relaxar!
- Eu ficaria com a segunda opção! – Segui ela e tomei a
pasta de volta – Por que mentiu pra mim sobre isso?
- Por que o Nick me pediu... – Ela suspirou – Você obviamente
foi a minha primeira indicação, mas não sei por que diabos ele não queria que
eu pedisse a você! – Bufou – Agora eu tenho que ligar pra mais um nome da minha
curtíssima lista de tradutores delivery e ver se algum deles por acaso fala japonês
e aceita passar um relatório de 40 páginas pra outra língua em menos de seis
horas!
- Ok, pode deixar comigo, vou fazer! – Dei de ombros – Mas vou
cobrar os olhos da cara do Jonas!
- Sério?! My, eu te adoro! – Ela me abraçou – Mas o Nick não
pode saber que foi você!
- Isso eu não posso prometer. Vou precisar cobrar pelo meu
trabalho! São mais de 40 páginas e pra japonês! - Aleguei
- É, acho que ele deve estar desesperado o bastante pra aceitar
isso...
(...)
Narrado por Nick
A Demi não atendia os meus telefonemas e faltava menos de
uma hora para a minha reunião com os japoneses. Eu tive a brilhante ideia de
passar todo o relatório financeiro para língua deles, para que se sentissem
mais familiarizados aos dados, mas como a minha tão responsável amiga não havia
me confirmado se conseguiu alguém que fizesse isso a tempo, talvez eu tivesse
que pensar em alguma outra coisa para me sair bem nessa reunião.
Entrei na minha sala ainda tentando pensar em alguma coisa,
assim em cima da hora, mas assim que abri a porta me deparei com aquele lindo
par de pernas recostados sobre a minha mesa.
Miley estava sentada na minha cadeira e tinha uma pilha de
papéis no canto esquerdo do móvel, ao lado do computador. Eu sabia exatamente do
que se tratava e senti-me aliviado por isso, mas não consegui tirar os olhos
dela.
Ela sorriu ao me ver. Levantou e veio até mim caminhando de
maneira sensual. Olhou para a minha gravata por dois segundos e reconheceu a
peça, a mesma que ela usou para me amarrar na cama e eu estava começando a
achar que ela era o meu amuleto da sorte.
- Seu relatório está sobre a mesa, três cópias. – Por que a
porra dessa mulher precisava ter essa voz tão sensual? - Vai ficar me devendo,
Jonas! – Ela completou ainda mantendo o seu sorriso convencido no rosto.
Continua...
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