quarta-feira, 27 de setembro de 2017

One More Night - Capítulo 13



Narrado por Miley

- Às vezes eu acho que você está me perseguindo. – Digo com um meio sorriso ao dar de cara com Jonas na cafeteria próxima ao nosso prédio.

- Você não é o centro do mundo, Miley. – Ele retrucou sarcástico - Nem tudo que as pessoas fazem tem a ver com você. – Ele me pareceu um pouco chateado, mas eu não o conhecia o bastante para dizer se não era apenas mais uma das facetas de sua tão “magnifica” personalidade.

De qualquer forma, ele não me parecia nada bem.

Pagou por seu pedido e ia nos dar as costas. Antes disso, Demi se aproximou dele e, de um jeito carinhoso, colocou a mão em seu ombro.

- Nick, eu vim aqui tomar um café e relaxar um pouco. Ando trabalhando demais! – Ela sorriu e eu me dei conta de que para a Demi o Jonas era alguém realmente importante, pois ela jamais relaxa ou faz uma pausa, a menos que ache que alguém precisa desabafar e ela é definitivamente a melhor ouvinte - Por que não fica e me faz companhia? A Miley...

- E eu já estou de saída! – Completei imediatamente, antes que ele simplesmente recusasse.

Ele me olhou, analisando-me. Havia notado a maquiagem chamativa, os saltos e o sobretudo que cobria um vestido festivo.

O meu visual da Lola, tão conhecido por ele.

Jonas apenas assentiu e os dois foram para uma das mesas vagas próximas as janelas. Deixei-os para trás e caminhei até o carro parado do outro lado da rua, onde John me esperava. Richard queria me ver essa noite e ele ficou de me levar até o hotel.

Antes de entrar no veículo, olhei pra trás uma última vez e vi a Demi tocando o rosto do Jonas e eles se olhando de um jeito profundo. 

Eu sabia que eles não tinham nenhum tipo de envolvimento amoroso, os dois eram só amigos.

Acho que seria muita sorte se apaixonar por um amigo. Alguém que te ama e que se importa incondicionalmente. A vida seria tão mais simples se a gente simplesmente pudesse escolher por quem se apaixonar...

Só que a gente não escolhe.

Entrei no carro e John dirigiu em silencio até hotel onde eu deveria encontrar Blaick em alguns minutos. Estranhei, pois, o John era o tipo falador, que adora o som da própria voz. Ainda assim seguimos até o local e entramos juntos. 

John sempre me aguardava nos programas. Ele dizia que era pra minha segurança. Eu digo que é pra segurança dele. Para garantir que eu sempre vou lhe dar a sua parte.

Atravessamos o hall, como de costume. Passávamos aos demais a imagem de um casal indo se hospedar no hotel, tudo pra proteger a reputação imaculada de Richard Blaick. Assim nem se quer os empregados do hotel sabiam que o milionário estava ali pra passar algumas horas com uma garota de programa.

Procurei na minha bolsa o cartão-chave da suíte que Blaick locava para os nossos sucessivos encontros. 

Foi muito sutil, mas completamente intenso. Senti o John me puxar pelo braço e tomei um susto.

Ele sabia como lidar com essas situações, em momento algum quis me machucar, mas ainda assim eu não conseguiria me soltar de seu aperto nem que tentasse. Tirou o cartão-chave de minhas mãos e o entregou a uma outra garota. Ela era loira e linda, devia ser ainda bem jovem, ou pelo menos era o que aparentava.

John cochichou alguma coisa para ela e então guiou-me até o bar e me fez sentar ao seu lado. Pediu uma bebida e finalmente me encarou.

Soube imediatamente que ele estava com raiva, mais que isso até, ele estava puto.

- Quem era aquela garota e por que você entregou a minha chave? – Arrisquei. Talvez se eu começasse a discussão fosse sair ganhando.

- Garota, o que você pensa que está fazendo? – Ele mantinha o tom de voz baixo, quase um sussurro, mas era grave o bastante pra eu saber que era uma bronca – Está querendo ferrar com tudo? Sabe quem é Richard Blaick? Se não sabe, deixa eu refrescar essa sua memória fraquinha: Ele é a porra do bilionário que banca o tratamento absurdamente caro da sua querida sobrinhazinha! Lembra disso?! – Bufou – Só que aí você vai lá, dá uma de puta burra e dá pro assistente dele. O assistente! Nunca achei que você fosse tão inteligente, mas também não sabia que era estúpida a esse ponto!

- Como você...

- Eu estou nesse negócio a anos! E sou um cara precavido, também. Mantenho todas vocês sobre vigilância constante, você sabe, por segurança.  – Ele deu de ombros como se tivesse acabado de dizer a coisa mais normal do mundo.

Eu não tinha gostado nada de saber disso, é claro, mas eu tinha problemas maiores agora.

- John, eu...

- Não, nem começa! – Ele interrompeu – Você tinha um contrato, Miley e eu deixei bem claro que se caso você aceitasse o acordo que o dono do cacete mais valioso desse continente te propôs, você teria que cumprir com todas as cláusulas, inclusive as de quebra de contrato, que num contrato de exclusividade incluem, quem diria, não dormir com outra pessoa! – Ironizou.

- Eu sei que eu posso ter quebrado essa cláusula, mas eu me preveni e posso continuar atendendo o Blaick. Aquilo foi um episódio a parte e nunca mais vai acontecer, garanto! – Justifiquei – Agora é melhor você deixar eu ir, não queremos deixar Richard Blaick esperando!

 - Eu já cuidei disso.

- Como assim cuidou? – Questionei sem saber exatamente o que John considerava cuidar.
- Você não vai mais atender o Blaick, Miley – Ele disse simplesmente - e se dê por satisfeita de eu não contar pra ele o motivo! Não por consideração a você, é claro, mas pra não dar má reputação ao meu negócio!

- John, você não pode fazer isso! – Reclamei – Ele mesmo me contratou! Foi ele que...

- O que você acha que você é, Miley? – Ele rebateu depois de um gole da sua bebida – Você é uma puta. Você é totalmente substituível. – Ele tocou meu queixo e eu quis arrancar o seu dedo a dentadas – Eu liguei dizendo que você não iria poder, mas que eu iria mandar uma outra garota e pronto! – Explicou e eu senti raiva, mas não dele de mim – Algumas reclamaçõezinhas e ele aceitou. – Ele aproximou seu rosto do meu - Você tinha tudo pra manter esse contrato por mais tempo, quem sabe até o fim do ano. Quem sabe se você fizesse um trabalho bem feito, você talvez até conseguisse uma renovação, sei lá... – Fez uma pausa e eu tentei tirar sua mão de mim, mas ele não soltou e passou a segurar meu queixo com força – Só que você é burra demais! – Sorriu - E agora eu passei o Blaick pra Lorelay.

- O quê?

- É, ela é bem mais nova que você, tem só 18 anos. – Ele piscou e me soltou – Mas a garota é um prodígio, aposto que ela vai dar bastante trabalho pro seu milionário.

- John, eu preciso do dinheiro desse contrato! – Eu retruquei – Você sabe o quanto eu me esforcei pra conseguir esse cliente!

- Pois deveria ter pensado nisso quando ficou toda empolgadinha pelo assistente pobretão, meu bem. – Ele jogou dinheiro em cima do balcão e ia me dar as costas.

Eu tinha que pensar em alguma coisa e rápido...

- Ele estava me chantageando! – Inventei – O assistente! Ele descobriu minha verdadeira identidade e começou a ameaçar contar a verdade para as pessoas da minha família, do meu trabalho... Foi só por isso que eu cedi e fui pra cama com ele!

- Como é?

- Você sabe exatamente que eu não posso deixar que a minha família descubra o que eu faço pra ganhar a vida aqui em Nova York, não é?! – O fiz lembrar – John, por favor, o cara só queria me comer e pronto, já foi, já acabou! Eu te garanto que eu me cuidei e que o Blaick nunca vai nem se quer sonhar com isso, eu juro!

- Não sei não, Miley. Não posso arriscar perder um cliente como o Blaick. Como posso ter certeza que o seu amiguinho não vai dar com a língua nos dentes e foder o meu negócio?

- Ele não vai fazer isso ou se fode também. Ele precisa do emprego dele tanto quanto eu do meu e como já teve o que queria, não vai mais incomodar! – Garanti

John estava decidindo se acreditava em mim ou se deveria tomar suas próprias providencias. A essa altura, tudo que eu queria era que ele me devolvesse o meu melhor cliente.

- Tudo bem, você deixa a Lorelay fazer o programa de hoje e se amanhã o Blaick ainda quiser você...Quem sabe eu posso fingir que isso nunca aconteceu.

- Ótimo! – Rolei os olhos.

- Vamos, eu vou levar você pra casa. – Ele levantou e eu também, iria segui-lo, mas decidi não fazer isso.

Uma ova que eu iria deixar a loirinha me tirar o Blaick!

Deixei John para trás e segui paro elevador, apertando o botão que levava a cobertura. Aproveitei o minuto ali dentro para personificar a Lola. Hoje, mais do que qualquer outra noite, eu precisava ser melhor do que jamais fui, para fazer o Blaick nunca mais se esquecer de mim.

Bati na porta suavemente, o próprio Blaick veio abrir. Um sorriso dançou em seus lábios assim que me viu.

- Desculpe o atraso, querido. – Pedi tocando seu ombro e já entrando. A tal Lorelay também veio ver quem era e ela já estava nua. – Mas eu mandei algo pra que você pudesse se distrair enquanto eu não chegava! – Sugeri a garota do outro lado da sala.

Blaick ainda estava completamente vestido, sinal de que a mocinha não estava indo muito bem. O milionário gostava da arte da sedução muito mais do que puramente do sexo. A coitadinha provavelmente estava desesperada para lhe mostrar suas habilidades na cama e assim fisga-lo, mas Blaick não é o tipo que gosta de selvageria, o homem é um distinto lorde inglês até na cama.

E mais importante de tudo: Ele é o caçador, nunca a caça.

Exceto essa noite.

Ele se ofereceu para tirar o meu sobretudo e eu o deixei fazer isso. Durante a ação, beijou o meu pescoço.

- Achei que não viria. – Mais um beijo – Que iria me fazer sentir a sua falta!

- Isso nunca! – Aleguei. Girei o meu corpo para ficar de frente com ele e desatar o nó de sua gravata.

- O que você veio fazer aqui?! – A garota perdeu o juízo e veio reclamar comigo, na frente do cliente. Ah, mas o John iria ficar sabendo disso! – O senhor Blaick e eu estávamos nos entendendo muito bem aqui...

- É, mas agora eu já cheguei e o Richard e eu vamos nos entender muito melhor sem você! – Avisei – A menos que queira nos assistir, nós não nos importamos! – Pisquei um olho para a moça e então puxei o homem pela gola da camisa social para o quarto.

(...)

Narrado por Nick

Os dias pareciam acrescidos de duas ou três horas justamente durante o meu expediente na Blaick inc. O homem continuava a jogar comigo o seu jogo favorito: Humilhe o seu assistente o máximo que puder. E ele era o melhor nisso! Atribuía-me novas tarefas ridículas a sua mera vontade, mas quando os novos sócios, japoneses, pediram uma reunião emergencial para amostra geral da situação financeira e competitividade da Blaick. Inc no mercado de New York, adivinha quem ele encarregou de cuidar de toda a papelada e gráficos para a apresentação?

Eu queria fazer um bom trabalho, mais que isso, queria que os sócios elogiassem e quisessem fechar o negócio comigo, sem se quer precisarem ouvir o Blaick falar. Seria mais uma vitória, já que ele se acha o fodão a cada novo negócio que fecha, só por causa da sua lábia.

Se eu conseguisse fazer com que os novos sócios decidissem por comprar as ações antes de se quer ouvirem o presidente seria um feito nunca antes alcançado em toda a história dessa empresa.
Trabalhei duro durante toda a semana antes da apresentação. Não descansei uma noite se quer preparando tudo, para que cada detalhe estivesse perfeito. Meu chefe não parecia tão preocupado como eu. Saia mais cedo em noites intercaladas e eu sabia muito bem pra fazer o que e com quem.

(...)

- Acha mesmo que eles fechariam o negócio com você, sem ouvir o principal acionista? Eu duvido! – Glen alegou quando lhe falei sobre o que pretendia tentar fazer.

- Eu também duvidaria, se não soubesse exatamente o que estou fazendo. – Falei com um meio sorriso nos lábios. A reunião seria no dia seguinte, no final da tarde.

- Você é maluco! – Ele retrucou – E está obcecado pelo seu chefe. Tudo na sua vida tem a ver com o Richard Blaick: Seu trabalho, com quem você transa, acho que até sua comida depende da escolha de refeição do cara... – Ele estava listando – Mas por falar em com quem você transa, voltou a ver a Lola?

- Não. Depois daquela noite eu não tive mais tempo pra distrações, ainda mais as que custam metade do meu salário do mês por uma única noite. – Disse e virei uma golada da minha cerveja.

- Mas fala sério, vale cada centavo, não vale? – Ele sorriu como se lembrasse de algum momento com ela e a minha reação imediata foi vontade de mandar ele parar de pensar nela desse jeito, mas ela era uma puta e eu não tinha esse direito. – Aí, eu estava pensando... Se o cafetão abriu uma exceção pra você, talvez ele também vá abrir pra mim. O que acha? Você não se importa, não é? Já comeu ela mesmo, agora pode deixar o caminho livre pros amigos.

Ele sorriu e me deu um tapinha nas costas. Senti vontade de soca-lo e só me segurei em nome da nossa amizade.

- Aí, tô indo. – Falei deixando a garrafa em cima da mesinha de centro e levantei já indo em direção a saída.

- Qual é, cara?! Se isso te incomoda eu não...

- Se me incomoda? Tá louco? Ela é puta do meu chefe e você acha que eu me importo?! – Dei de ombros - Faz o que quiser.

Saí da casa de Glen e entrei no meu carro. Eu estava com raiva, mas sabia que não havia razão alguma pra sentir isso.

E daí se ele queria dormir com ela? Até parece que seria a primeira vez...

Ela não é nada minha.

Eu não me importo!

Ao chegar em casa lembrei que ainda precisava fazer uma coisa relacionada ao trabalho, uma ideia que eu tinha tido pra me favorecer na reunião, mas que pra conseguir colocar em prática, precisaria da ajuda da Demi.

(...)

- Acha que consegue isso pra mim até amanhã à tarde? – Pedi. Estávamos nos falando por telefone.

- Até amanhã? De tarde?! Jonas, você tem noção que você está me dando menos de 24 horas pra conseguir alguém que escreva em japonês? – Ela reclamou – Me diz de novo por que não posso encarregar a Miles disso? Ela vai fazer super rápido e não digo que é pra você!

- Não, não quero dever favor nenhum pra ela. Arruma outra pessoa! – Ordenei

- Tá! – Ela bufou do outro lado e desligamos.

Narrado por Miley

Se o dia de trabalho na editora tivesse começado mais entediante eu poderia até tirar uma soneca antes da hora do almoço. Como eu tinha adiantado bastante o meu trabalho durante o meu tempo livre em casa, eu estava quase sem nada pra fazer nos últimos dias.

Já a Demi, estava correndo da sala pra cozinha pra conseguir alguém que falasse japonês pra um trabalho extra que o nosso chefe deu a ela. Eu até me ofereci para ajudá-la, mas ela disse que era um projeto confidencial e que ele não queria que ninguém de dentro da editora lesse.
Beleza, melhor pra mim!

A Demi estava toda cheia de segredos com aquela pasta do projeto secreto e eu não era uma pessoa curiosa nem nada, mas quando ela largou a pasta sobre a sua mesa, ao lado da minha e de relance eu vi o slogan da Blaick inc. na pasta, então eu tive que abri-la.

Era um relatório financeiro de mais de vinte páginas e eu levei menos de dois segundos pra entender quem tinha dado esse trabalho extra pra ela.

Segui até a nossa sala do cafezinho, onde a Demi estava pegando café para o nosso chefe.

- O quanto o Jonas precisa do relatório da Blaick inc. em Japonês? – Perguntei a minha amiga, mostrando a pasta em minhas mãos e ela suspirou alto.

- Não sei, mas acho que tanto quanto eu vou precisar de um analgésico no fim do dia. – Ela veio até mim e tirou a pasta das minhas mãos – ou talvez de um vibrador, ainda não decidi como vou fazer pra conseguir finalmente relaxar!

- Eu ficaria com a segunda opção! – Segui ela e tomei a pasta de volta – Por que mentiu pra mim sobre isso?

- Por que o Nick me pediu... – Ela suspirou – Você obviamente foi a minha primeira indicação, mas não sei por que diabos ele não queria que eu pedisse a você! – Bufou – Agora eu tenho que ligar pra mais um nome da minha curtíssima lista de tradutores delivery e ver se algum deles por acaso fala japonês e aceita passar um relatório de 40 páginas pra outra língua em menos de seis horas!

- Ok, pode deixar comigo, vou fazer! – Dei de ombros – Mas vou cobrar os olhos da cara do Jonas!

- Sério?! My, eu te adoro! – Ela me abraçou – Mas o Nick não pode saber que foi você!

- Isso eu não posso prometer. Vou precisar cobrar pelo meu trabalho! São mais de 40 páginas e pra japonês! - Aleguei

- É, acho que ele deve estar desesperado o bastante pra aceitar isso...

(...)

Narrado por Nick

A Demi não atendia os meus telefonemas e faltava menos de uma hora para a minha reunião com os japoneses. Eu tive a brilhante ideia de passar todo o relatório financeiro para língua deles, para que se sentissem mais familiarizados aos dados, mas como a minha tão responsável amiga não havia me confirmado se conseguiu alguém que fizesse isso a tempo, talvez eu tivesse que pensar em alguma outra coisa para me sair bem nessa reunião.

Entrei na minha sala ainda tentando pensar em alguma coisa, assim em cima da hora, mas assim que abri a porta me deparei com aquele lindo par de pernas recostados sobre a minha mesa.
Miley estava sentada na minha cadeira e tinha uma pilha de papéis no canto esquerdo do móvel, ao lado do computador. Eu sabia exatamente do que se tratava e senti-me aliviado por isso, mas não consegui tirar os olhos dela.

Ela sorriu ao me ver. Levantou e veio até mim caminhando de maneira sensual. Olhou para a minha gravata por dois segundos e reconheceu a peça, a mesma que ela usou para me amarrar na cama e eu estava começando a achar que ela era o meu amuleto da sorte.

- Seu relatório está sobre a mesa, três cópias. – Por que a porra dessa mulher precisava ter essa voz tão sensual? - Vai ficar me devendo, Jonas! – Ela completou ainda mantendo o seu sorriso convencido no rosto.

Continua...

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